Domingo, 27.07.08

Continua a amnésia localizada que afecta o período 2002-2005 na cabeça de Portas. Bem podia ter aproveitado quando esteve no Governo para fazer a investigação ao financiamento da parasitagem social pelo rendimento mínimo. O CDS até teve a pasta, mas nessa altura andava certamente distraído demais com negócios para descer a estas preocupações comezinhas.



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Sexta-feira, 18.07.08

A deputada do PS Ana Catarina Mendes garantiu esta semana que a Petição pela Igualdade no Acesso ao Casamento Civil, entregue na Assembleia da República em 2006, vai ser discutida em plenário no início da próxima sessão legislativa. Isto significa que o PS assumiu o compromisso político correspondente. A Petição foi lançada para promover a revisão do Código Civil, para que casais de pessoas do mesmo sexo possam ter acesso ao casamento civil e deu entrada na Assembleia da República em Fevereiro de 2006. A deputada socialista disse ainda ser hora dos partidos colocarem de lado a “irresponsabilidade” e o “folclore jornalístico”, e discutirem que propostas devem ser apresentadas para aprovar uma lei que consagre a possibilidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Isto é, o PS tornou-se definitivamente no partido que defende o casamento dos homossexuais.

 

Há cerca de duas semanas, o líder parlamentar socialista, Alberto Martins, defendeu que os casamentos homossexuais devem merecer um amplo debate na sociedade portuguesa. "É uma questão que deve merecer um debate na sociedade portuguesa e o PS nunca se furta aos grandes debates da sociedade portuguesa”, defendeu.

 

Este entusiasmo renascido do PS pelo casamento dos homossexuais tem duas origens: uma recente e outra remota. A origem recente é uma resposta de Manuela Ferreira Leite numa entrevista televisiva, que a uma pergunta sobre o assunto se manifestou contra a possibilidade de existirem casamentos entre homossexuais. O PS, que anda com uma fixação obsessiva na figura da nova líder do PSD, achou por bem ressuscitar o assunto para se demarcar da declaração de Ferreira Leite.

 

É lamentável que perante problemas tão graves, e tão sérios, como aqueles que os portugueses atravessam, os socialistas, que aliás têm neste momento responsabilidades de Governo, andem entretidos com estes assuntos. É lamentável, e é estranho, como pode um grupo esmagadoramente minoritário na sociedade portuguesa, ocupar tanto tempo de tantos políticos portugueses. Será que os deputados não têm mais nada para fazer? Ou será que estão "prisioneiros" de algum compromisso que os portugueses desconhecem?

 

A origem remota encontra-se na alteração do artigo 13º da Constituição que, na revisão constitucional de 2004, passou a proibir qualquer discriminação em função da orientação sexual. Esta alteração foi espantosamente aprovada pela alegada direita parlamentar, ou seja, pelo CDS e pelo PSD!

 

Face à nova redacção da norma constitucional é muito duvidoso que o Código Civil possa continuar a definir o casamento como um contrato entre pessoas de sexo diferente e é justamente esta nesga constitucional que o CDS e o PSD ofereceram ao lobby gay que serve de rampa de lançamento para o PS se entreter com esta “causa fracturante”. Nessa altura Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas estavam no Governo em coligação e tinham maioria na Assembleia da República. Não se lhes ouviu uma palavra contra, nem se lhes conhece gesto de desaprovação. Sem eles o artigo 13º não tinha sido alterado. Estranha-se por isso a posição actual de Ferreira Leite e o incompreensível silêncio do CDS perante o assunto.


Não está para nós em causa o direito à livre opinião, tal como o direito à diferença, mas o que começa a ser intrigante é como um partido com as responsabilidades do PS, perante o extraordinário silêncio das bancadas mais à direita, perde tanto tempo com matérias laterais, acessórias e objectivamente residuais para a quase totalidade dos eleitores portugueses.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

 



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Sexta-feira, 27.06.08

O CDS anda possuído de amnésia. Agora deu-lhe para se preocupar com o facilitismo dos exames. O problema é que o CDS esteve três anos no Governo e por acaso até teve um secretário de Estado na Educação e por acaso até foi um dos actuais deputados. Também apenas por acaso com o CDS no ministério da educação é publicado um despacho que permite aos alunos do ensino básico passar o ano mesmo que não tenham o aproveitamento exigido para o efeito. O CDS foi tão ou mais facilitista que o PS. Seria bom tratarem da amnésia. É que já ninguém os leva a sério.

 

(publicado no Camara de Comuns)



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Terça-feira, 17.06.08

Eu até estava emocionado, confessei. Mas a emoção é inconstitucional, como não podia deixar de ser. É o problema da caixa de pandora. Jurídica, claro.



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Segunda-feira, 16.06.08

Parabéns ao CDS. A sua proposta dos condenados por abuso sexual de menores não poderem adoptar menores é daquelas coisas que o mais elementar instinto de humanidade não pode deixar de apoiar. Mas cuidado: se o CDS adoptar o mesmo critério de limpeza a outras situações idênticas o projecto de lei terá de ser substancialmente alargado. Por exemplo: quem fôr condenado (a) por sequestro de menor pode vir a adoptar ou a obter a tutela de menores no futuro? É que às vezes, para fazer o bem, abre-se uma caixa de Pandora. Jurídica, diga-se.



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Quarta-feira, 11.06.08

Ricardo Costa acha que o PS mais depressa faz uma coligação com o CDS do que com a malta das festas da pobreza. E lembra que Manuel Alegre já entrou numa festa com o CDS em 1978, "e nessa altura o CDS era um partido mais difícil de frequentar do que é hoje", remata o articulista. Decerto Ricardo Costa não tem lido jornais nem tem conhecimentos nas polícias para se esclarecer sobre a frequentabilidade do CDS.


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Quinta-feira, 05.06.08

Era Uma Vez na América. Por Ana Gomes, no Causa Nossa.


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Terça-feira, 03.06.08

Para evocar a memória de alguém a primeira condição é ter memória. Justamente aquilo que Marcelo Rebelo de Sousa não tem. Evocando a memória de Francisco Lucas Pires, afirmou que este abandonou o CDS de Manuel Monteiro. Falso. Lucas Pires abandonou o CDS após as eleições legislativas de 1991, antes da realização do Congresso do CDS em que Manuel Monteiro seria eleito líder do CDS, antes sequer de se saber que Manuel Monteiro seria candidato a líder do CDS. Bem sei que o falso facto dava jeito à justificação da transferência de Lucas Pires do CDS para o PSD, mas lamento esclarecer que não foi assim.



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O CDS vai fazer uns cursinhos para ensinar os militantes a ser de direita, que é coisa que obviamente não fazem a mínima ideia do que é. Assim se faz direita a martelo. É caso para fiscalização da ASAE. É que a direita que havia no CDS foice. Perdão, foi-se.


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Quinta-feira, 24.04.08

A alegada direita que se senta no hemiciclo à direita do Presidente da Mesa, mas à esquerda dos deputados das esquerdas, simplificando, o CDS e o PSD, são hoje um passivo, um passado, uma caricatura. E prometem chegar assim a 2009. Dias felizes para José Sócrates. Afinal de contas, esta maioria como as outras caírá por si.


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Sexta-feira, 11.04.08
As tropelias estalinistas do Luís Filipe Menezes do CDS, contadas pelo João Távora, no Corta-Fitas.

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Sábado, 05.04.08
Jacinto Leite Capelo Rego, o militante mais conhecido do CDS também é do PS. Identificado como militante residente em Belas, Capelo Rego está no rol de apoiantes de uma das candidaturas, ‘Gente de Sintra’, à direcção da concelhia sintrense dos socialistas. E ainda há quem se queixe que a vida política portuguesa é monótona ...

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Sexta-feira, 21.03.08
Em democracia a oposição é tão importante como o Governo. Existe entre nós uma dúvida clássica sobre se a melhor estratégia a adoptar é estar sentado à espera que o poder caia no colo, ou fazer política de forma combativa, mostrando alternativas. Existe também entre nós a ideia que não é a oposição que ganha eleições mas sim o partido do poder que as perde. A história, salvo o exemplo atípico do Governo Santana Lopes/Paulo Portas (o único exemplo de Governo directamente derrotado nas urnas), parece dar razão a esta tese.

Na verdade, Cavaco Silva ganhou em 1985 não a Mário Soares, então Primeiro-Ministro, mas a Almeida Santos. Ninguém sabe qual teria sido o resultado se fosse Mário Soares o “candidato” a Primeiro-Ministro do PS de então. António Guterres, em 1995 também não ganhou a Cavaco Silva, mas a Fernando Nogueira. Ninguém sabe qual teria sido o resultado se fosse Cavaco Silva o “candidato” a Primeiro-Ministro do PSD de então. Durão Barroso também não ganhou em 2002 a António Guterres, mas a Ferro Rodrigues. Ninguém sabe qual teria sido o resultado se fosse António Guterres o “candidato” a Primeiro-Ministro do PS de então.

Parece indiciar-se assim que se Sócrates se candidatar outra vez, não há oposição que valha. Parece. O clima que se vive faz lembrar o de 1991. Então também o país publicado era da oposição e o país real não só votou outra vez cavaco Silva, como lhe ampliou a maioria. Mas para mudar as regras basta uma primeira vez. Como bastou em 1987, quando Cavaco Silva obteve a primeira e até então considerada impossível no nosso sistema eleitoral, maioria absoluta de um só partido.

Só que para que essa regra possa mudar é necessário que várias condições se reúnam e uma delas é ter uma oposição credível. Coisa que em Portugal, neste momento, cumpre reconhecer que não existe.

O PS invadiu o eleitorado do centro-direita. Por sua vez, o PSD e o CDS não aprenderam nada com a humilhação eleitoral de 2005 e repetem na primeira fila os mesmos protagonistas que então se estatelaram na maioria absoluta de Sócrates, por sinal, a primeira do PS.

Resultado: a oposição é hoje o PCP, que cavalga a rua, acolitado por um Bloco de Esquerda repetitivo e sem frescura. Evidentemente que uma coisa é liderar politicamente a oposição, outra bem diferente é ter hipóteses de ganhar eleições. O PCP nunca as ganhará.

Do lado direito o cenário é desastroso. Luís Filipe Menezes irá certamente disputar as eleições. O PSD não tem hoje projecto, programa ou credibilidade próprias, enquanto a oposição interna a Menezes se delicia a discutir a cor de fundo do emblema, as setas e as quotas. Quanto ao CDS transformou-se de um partido num caso de polícia. Suceder-lhe-á no país o que lhe aconteceu em Lisboa.

Isto, claro, a não ser que a situação económica internacional, de que ninguém fala em Portugal, tenha um impacto devastador na situação económica e social do país. E aí, seja Menezes, seja um totem que esteja na cadeira da S. Caetano à Lapa, o poder muda mesmo. O que seria um novo desastre anunciado com este PSD e com este CDS.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

(Foto)


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Quarta-feira, 19.03.08
"Quando cheguei ao partido, o 'falecido' Manuel Monteiro deixou-nos um vencimento de uma letra de dez mil contos e processos de execução", disse Abel Pinheiro ao "Expresso". Além da grosseria e da baixeza dos termos utilizados, as afirmações de Abel Pinheiro são literalmente inaceitáveis porque falsas. Uma coisa que Abel Pinheiro não herdou de certeza foram donativos de dinheiro suspeitos em nome de pessoas inventadas, nem nunca nas Direcções de Manuel Monteiro se levantaram suspeitas sobre sobreiros, submarinos, helicópteros e casinos. É uma pena ver Abel Pinheiro, pessoa que respeito, metido nestas embrulhadas. Escusava era de se meter por caminhos esconsos. Quem tem de prestar contas à Justiça não é certamente Manuel Monteiro. Já o meu amigo Manuel Monteiro anda distraidote. Pediu a Portas um desmentido das afirmações de Abel Pinheiro se "é um homem de honra". Bem pode esperar sentado pelo desmentido...


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Quarta-feira, 12.03.08
Diogo Feio, do CDS, um dos responsáveis, enquanto secretário de Estado, pelo já célebre Despacho das passagens administrativas no ensino básico diz aqui que é a favor da exigência na avaliação dos alunos. Eis um bom exemplo da mediocridade dos governantes que temos tido. Definitivamente o CDS esteve entretido com os negócios e não com a governação enquanto pairou no Governo.


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Segunda-feira, 10.03.08
Eu não digo? Muito oportunamente PS e CDS namoram-se politicamente e admitem coligar-se em Aveiro com quem? Os dois, está claro. Bingo.

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Parece-me que já percebi. Quando Manuel Alegre fizer a segunda remodelação, Menezes e Portas vão para secretários de Estado do ensino básico, um, e do secundário, o outro. Isto sim, seria o verdadeiro espírito de Abril em movimento.


publicado por Jorge Ferreira às 15:32 | link do post | comentar

Quando é que CDS e PSD percebem que neste momento, oh desgraça das desgraças!, o eleitorado silencioso do centro-direita revê-se mais em Sócrates, malgré tout, que nesses partidos à deriva e sem norte?


publicado por Jorge Ferreira às 12:23 | link do post | comentar

Quinta-feira, 06.03.08
Hoje aconteceu um debate sui generis no Parlamento. O PCP, olha quem, quer ter acesso aos segredos do Estado. Saudoso dos tempos em que angariou ficheiros da PIDE lá para casa e para o KGB. O CDS atacou o PCP dizendo que a democracia não pode confiar no PCP, o que é uma evidência histórica. O PCP considerou-se insultado e exigiu desculpas pelo desaforo. Vem o deputado Rosas ao barulho e disse que o CDS, o partido das fotocópias, rapinou segredos de Estado do gabinete lá para casa e não tem moralidade para atacar a quadrilhice do PCP, pois que de quadrilheiros se tratam também. Um debate ilustrativo da inferioridade moral da política dos nossos dias. Em qualquer país decente do mundo o fornecimento de documentos à espionagem estrangeira é crime e dá cadeia. Em qualquer país decente do mundo subtrair documentos do ministério é crime e dá cadeia. Cá todos estão impunes e, pior, com assento na Assembleia da República. Impunes. Imunes. Achados. E nós, perdidos de vergonha com tal representação.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

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Terça-feira, 26.02.08
Quando o Estado acabar os pagamentos os submarinos ficam para quem?

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publicado por Jorge Ferreira às 23:45 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Segunda-feira, 25.02.08
O PGR decidiu abrir inquérito sobre a pouca vergonha do casino de Lisboa. Apoiado. Investigue-se e decida-se em função das provas. Mas atendendo à célebre carta em que até se ensina um ministro da República a fazer alterações cirúrgicas a uma lei para favorecer uma pretensão particular, sem que se note, a pergunta importante, para lá da bandalheira vigente, é a seguinte: por que misteriosa razão as concessões de jogo em Portugal não são feitas por concurso público?


publicado por Jorge Ferreira às 21:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 19.02.08
Tribunal Constitucional, com sede em Lisboa, no Palácio Ratton, procura domicílio de Jacinto Leite Capelo Rego para notificação de coima.

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Sexta-feira, 08.02.08
As eleições americanas transformaram-se no maior espectáculo político do mundo, vendido como tal. Só que desta vez é mais do que espectáculo. É uma verdadeira decisão democrática com implicações no futuro de todos. É verdadeiramente comovente ver como todas as esquerdas europeias, sobretudo as esquerdas “Armani” acompanham com tanto entusiasmo o que se passa no país que passam a vida a abjurar. Até a esquerda, pois, faz a sua directa a ver a CNN para saber os resultados das primárias. Os candidatos suspenderam a campanha para os americanos assistirem à final do Super Bowl, mas isso durou um dia. O espectáculo político vai durar até às eleições propriamente ditas.

Na super terça-feira (nunca percebi as maiúsculas nesta expressão) muito se decidiu. Decidiu-se quem vai ser o candidato republicano e decidiu-se que os democratas ainda não sabem quem querem que seja o seu. Hillary ganhou avanço mas não a vitória. Obama tremeu, mas ainda não perdeu. Vantagem de McCain: a partir de agora pode começar a campanha para a Casa Branca enquanto os seus eventuais adversários ainda terão de discutir nas televisões os clientes mais sinistros dos seus respectivos escritórios de advogados, como já fizeram.

Da terça-feira há dois dados importantes a reter.

O primeiro é este: quem até agora consultasse a comunicação social parecia que os democratas estavam a escolher o futuro Presidente dos EUA. Nada mais existia. A partir de agora parece que vão ter de aturar um maçador candidato republicano que tem fortes hipóteses de ganhar, até porque tem no curriculum uma nítida discordância com Bush e de quem este não esconde que não gosta.

O segundo é este: a vitória de Clinton no Massachusets tem um significado especial. Obama, o candidato chique, simpático, cativante, com voz soul, que tem uma simpática e oportuna avó nos confins do Quénia, escolheu um slogan para a sua campanha que pareceu apropriado ao fim de um ciclo político que termina com uma enorme crise económica nos EUA: “Mudar”. Pois não se sabe bem o quê, para quê, onde, como e com quem, mas também as campanhas não tratam de minudências. Ora, o candidato que promete mudar chegou ao Massachusets e apresentou-se com uma guarda de honra de meter respeito, no Partido, na América e em qualquer parte do mundo: o clã Kennedy, com todo o seu peso clientelar, com toda a sua história quase mítica na política americana, com todo o seu aparelho político familiar. Ou seja: o candidato da mudança apresentou-se com o passado. Com a arqueologia do Partido Democrata, como diria por cá o Primeiro-Ministro que fica aflito com notícias dos anos oitenta. Resultado: perdeu para Clinton.

Este facto transportou-me para a realidade política portuguesa. Não é possível prometer mudar exactamente com os mesmos que foram mudados. É uma lei da vida. Ainda não foi inventada maneira de transformar múmias egípcias em reis do futuro. É por isso que nem PSD nem CDS vão a lado algum no estado em que estão. Aprendam com Obama, por muito que lhes custe. Sob pena de aprenderem à sua custa. Já em 2009. Outra vez.
(Foto)

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Caiu o Carmo e a Trindade quando o Bastonário fez afirmações públicas sobre uma investigação da Polícia Judiciária cujo processo ainda está em fase de julgamento. O Director da Polícia Judiciária criticou-o por isso, defendendo a sua dama. Passados poucos dias, o mesmíssimo Director da mesmíssima Polícia Judiciária, fez afirmações públicas sobre um processo que está em fase de inquérito. Já não achou condenável. As afirmações do Bastonário em nada interferiram com o processo em curso. Mas as afirmações do Director da Polícia Judiciária podem, repito, eventualmente, repito, talvez, repito, quiçá, ter comprometido a credibilidade de uma investigação. Vai daí, um partido, o CDS, visado indirectamente pelas declarações do Bastonário e quiçá, repito, eventualmente, repito, talvez, esteja a ser investigado pela mesmíssima Polícia, o que faz? Chama os dois ao Parlamento para prestar declarações. São as ironias da democracia. Ou talvez não sejam ironias. Ah, e ninguém se ri.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)


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Terça-feira, 05.02.08
Este, o Fôguetabrase, de um militante do CDS dos Açores, que parece que vai levar um processo disciplinar.

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Segunda-feira, 04.02.08
(Slot Machine)

O CDS quer pôr o Parlamento a visitar a polícia para acompanhar o combate à criminalidade. Aí está uma iniciativa muito oportuna. Muito oportuna mesmo. E a ideia é tocar a todos?

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Domingo, 03.02.08

Casino excitement as only CDS can produce. Custa 1849,95 USD, mais shipping and insurance. Se o transporte fôr via submarino acresce sobre-taxa por a viagem decorrer de madrugada.

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Quinta-feira, 17.01.08
Luís Filipe Menezes anunciou hoje que criará o Ministério do Turismo. Trata-se com efeito de uma gritante lacuna do actual Governo. O turismo, aliás, não tem crescido em Portugal porque falta essa mola, esse estímulo, esse lustre, de ter um ilustre encartado a quem chamar ministro. Já não nos bastou a inenarrável experiência no Governo PSD/CDS, em que um inenarrável ministro andou semanas à procura de sítio para instalar os tarecos do ministério, Menezes agora promete o pior: um ministério horizontal que "desburocratize" o turismo. Chamem um tradutor, please. Ou, em alternativa, os bombeiros.


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Quinta-feira, 10.01.08
O CDS diz ter 6.232 filiados. Só tenho uma dúvida: o Jacinto Leite Capelo Rego também conta?

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Sexta-feira, 21.12.07
Uma vez que Belmiro de Azevedo decretou que estamos tratados, isto é, que não vale a pena mexer mais no assunto do novo “Tratado Complicado”, porque está tudo “decidido”, confirmado que está que o CDS é o terceiro pilar federalista do sistema partidário português, pois decidiu que vota sim ao “Tratado Complicado”, da mesma forma que no Governo tinha apoiado a Constituição europeia agora reeditada com novo papel de embrulho, é melhor falar de educação.

Não sei por que raio de sortilégio me surgiu esta associação de ideias, mas surgiu. Talvez por se ter sabido esta semana que mais de 120.000 alunos chumbaram no ensino básico, isto, naturalmente sem contar com os que transitaram através de um Despacho ministerial que manda passar os alunos que não tendo notas para o fazer, se considera que no ano seguinte poderão vir a ter. É um despacho ministerial que tem o óbvio propósito de engordar artificialmente as estatísticas do sucesso educativo, que o PS gosta tanto de exibir, como se as pessoas fossem apenas números.

No fundo temos é um grande Governo, cheio de rasgo e de estratégia. Apesar de o Primeiro-Ministro ser um provinciano, como ele próprio reconhece (aqui para nós, o “pessoal” por cá já tinha essa suspeita…), isto está tudo muito bem pensado. Os 120.000 alunos que não passaram no ensino básico são a matéria-prima de que se alimenta o programa das Novas Oportunidades. O que seria deste programa se passassem todos? No fundo, o sucesso está garantido. O sucesso ou acontece no ensino básico ou acontece no programa.

Mais uma vez, seja por onde fôr, estamos tratados. O Governo trata de tudo. Só é pena que estejamos todos cada vez mais mais pobres. De 1995 para cá, com cerca de dez anos de PS no Governo, com a pontual mas prestimosa ajuda do CDS e do PSD, o PIB vai perdendo terreno, o poder de compra vai perdendo terreno, o desemprego vai aumentando, os impostos vão aumentando e o país, em geral, empobrecendo. Mas lá está. O salário mínimo garantido vai ter um aumento verdadeiramente socialista, isto é, à grande. Mais uma vez o Governo trata de nós. Os indicadores descem, mas o ordenado sobe.

Tudo isto é crueza a mais para a quadra natalícia, bem sei. O que salva isto é a lei do tabaco e a ASAE. No fundo, muito lá no fundo, somos um país moderno. Cheios de vídeo-vigilância e só com partidos grandes, empanturrados de militantes. O resto não conta. Ou melhor só conta para os não provincianos. Uns chatos, é o que é. Afinal de contas, estamos tratados, o que poderíamos ambicionar mais?
(publicado na edição de hoje do Semanário)


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Quarta-feira, 05.12.07
CDS acusa Governo do PS de o ultrapassar pela direita! Ora aí está uma notícia. Embora me pareça mais correcto dizer que tem sido o CDS a ultrapassar o Governo pela esquerda.

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Terça-feira, 13.11.07
Luís Filipe Menezes apelou ao Governo para que «fale verdade» sobre as decisões que já terá tomado relativamente ao futuro aeroporto de Lisboa. É também desejável que o PSD e o CDS peçam desculpa pelas decisões que tomaram no Governo sobre a Ota, designadamente solicitando subsídios em Bruxelas para o lançamento do projecto.


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Domingo, 28.10.07
À direita do PS pensa-se que criticar as opções políticas da Presidência portuguesa do Conselho de Ministros da União Europeia é ir contra o interesse nacional. Exactamente como Sócrates quer que se pense. É uma oposição pacóvia. E, além do mais, é uma oposição que demonstra que não pensa coisíssima nenhuma sobre a União e sobre o futuro de Portugal na dita. Felizmente, o interesse da carreira internacional de José Sócrates ainda não é a mesma coisa que o interesse nacional. Ou será?...


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Quarta-feira, 10.10.07
Diz-se para aí que as dificuldades que o PSD e o CDS atravessam derivam do facto de Sócrates estar a fazer a política desses partidos. Não concordo. As dificuldades do CDS e do PSD derivam do facto de Sócrates estar a fazer a política que esses dois partidos anunciaram que iriam fazer e não fizeram. É uma confusão da acção de Sócrates com o discurso do PSD e do CDS. Não é um problema de confusão entre a acção de Sócrates e a acção do CDS e do PSD. O que prova outra coisa: a natureza socialista do CDS e do PSD, visto que ao contrário do que por vezes se diz a substância de esquerda está presente nas políticas de Sócrates.


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Sábado, 29.09.07
«Para nós, é indiferente quem está à frente do PSD. Nunca dependemos do PSD para coisa nenhuma e assim tencionamos continuar no futuro», afirmou um deputado centrista à Lusa. Obviamente que a verdade, verdadinha, é exactamente o inverso. Estilhaços de Menezes à vista.


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Quarta-feira, 26.09.07
Algo nesta selecção de raguebi me faz lembrar o CDS e o PSD. Cabazadas atrás de cabazadas. Amadores até ao tutano. Entusiastas do hino. Mas não ganham uma.

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Domingo, 23.09.07
Uma das notícias mais extraordinárias que li este fim de semana foi a de que o grupo Amorim terá elaborado um projecto de Decreto-Lei sobre a privatização da Companhia das Lezírias, na qual estava, aliás, interessado. Vem no Expresso (link para assinantes). O que é mais extraordinário é que o terá feito a pedido do então ministro da Economia do Governo PSD/CDS, dirigido por Durão Barroso, Carlos Tavares. Num país decente, isto não ficaria assim. Da ficção da sociedade civil em que vivemos e em que acreditamos para disfarçar a triste realidade em que vivemos, em que todos precisam do Estado por tudo e por nada, ninguém mexerá uma palha, com medo das represálias. Fica a vergonha de viver num país em que tudo é possível e sem consequência. Até as coisas mais típicas das tais repúblicas africanas e sul-americanas. Tudo de forma convenientemente amnésica, como convém ao bom nome de toda a gente. Estes são os intocáveis da Pátria. Quem zela pelo bom nome do Estado?


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Terça-feira, 11.09.07
O CDS criticou hoje a "tentativa de indiferença" do Estado português em relação à visita do Dalai Lama. Eu critico com igual veemencia a indiferença do CDS à presença das FARC na Festa do Avante.


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Quinta-feira, 06.09.07
(Espera-se actualização da obra em breve)

O CDS já passou por muitas vidas e até reencarnações. Já teve muitos líderes, já teve muitos, poucos e assim-assim deputados, já teve muitos e quase nenhum Presidente de Camara, já teve várias posições sobre a Europa, sobre o euro, sobre as uniões de facto, já foi mais liberal, menos, mais conservador, menos, mais democrata-cristão, menos, mais popular, mais snob, já foi maior e mais pequeno, já foi Governo, já foi oposição e já foi assim-assim. O que nunca tinha sido questionado no CDS é o direito de propriedade. Foi agora. O CDS já é o que, até agora, apesar de todas as vicissitudes, nunca tinha sido: o partido da pirataria.

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Sexta-feira, 24.08.07
O CDS tem posição sobre o financiamento ilícito do PSD por uma empresa?


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Segunda-feira, 20.08.07
Assim se vê a alternativa. Por causa desta notícia relativa ao ano politico-parlamentar que passou. Nada de novo, ou seja, PS descansado.


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Sexta-feira, 20.07.07
(Submarinos)

"O Ministério Público admitiu, ao abrir a investigação à compra dos submarinos, que o dinheiro deste negócio possa ter financiado o CDS.", diz o Correio da Manhã de hoje. Não percebo a notícia. Desta vez parece que não estão marcadas eleições para o fim de semana.


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Sábado, 07.07.07
(Censura)

Espírito Santo de orelha, amigo desta casa, sussurou-me que no sítio internético do CDS faz-se censura. Isso mesmo, leram bem, meus caros leitores. Censura. Ao que parece, o ex-líder do CDS José Ribeiro e Castro (que ainda se arrisca a ouvir "atrás de mim virá quem de mim bom fará"...), foi um dos quatro convidados de António Guterres, Alto Comissário para os Refugiados das Nações Unidas, para uma deslocação so Darfour. Relembre-se que Ribeiro e Castro, ao contrário do que é tradição no actual líder do Partido, não renunciou ao seu mandato no Parlamento Europeu. Pois bem: o assessor de Ribeiro e Castro solicitou a quem de direito a publicação no sítio do CDS de uma notícia sobre esta deslocação. O problema é que os dedos do operador de informática lá da casa não reconhecem certas teclas do computador. E a notícia está por sair. Saiu aqui. Vantagem dos blogues. Dos blogues livres.


publicado por Jorge Ferreira às 17:02 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 28.06.07
(Rebanho)

A discussão sobre a batota em curso, preparada meticulosamente por Durão Barroso, Cavaco Silva e José Sócrates, de não cumprir a promessa de referendar o próximo tratado europeu, tem desviado as atenções de outro assunto grave.

Em Portugal nenhuma instituição, das que tem responsabilidades, é capaz de mexer um dedo para debater publicamente e com transparência a substância das posições do Estado em matéria europeia. Ninguém sabe o que o Governo defendeu na cimeira de Bruxelas. Ninguém sabe o que defenderá na Conferencia Inter-Governamental de Outubro. Ninguém sabe o que Cavaco Silva defende que se devia fazer no tratado. Ninguém sabe o que o PS, o PSD e o CDS defendem em matéria de revisão de tratados.

José Sócrates fica feliz por ter sido o notário escolhido para o negócio. Os portugueses, esses, são tratados como um rebanho de carneiros, a quem não se deve prestar contas e que se sabe de antemão que não protestarão, salvo uns empedernidos párias que não têm mais nada que fazer senão maçar Suas Excelências com pormenores. Suas Excelências estão a precisar de outro valente susto, já que parece terem esquecido os sustos francês e holandês.


(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)


publicado por Jorge Ferreira às 11:39 | link do post | comentar

Segunda-feira, 25.06.07
Se fosse eu a escrever iam achar uma análise parcial e interessada, o que em si não é mal mas diminui o valor da opinião. Assim, nada melhor do que recorrer a observadores independentes. "Campanha do CDS-PP vai de mal a pior em Lisboa", escreve André Azevedo Alves. Permita-se-me um comentário: desde que aderiu ao lobby gay a rapaziada do CDS vê o mundo desfocado.

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publicado por Jorge Ferreira às 22:12 | link do post | comentar

Quarta-feira, 20.06.07
O CDS é definitivamente a nova aquisição do lobby gay. Agora querem fazer uma lavagem aos cérebros das pessoas, querem "formar" contra a homofobia. Tanta declaração pública de apoio à causa gay apenas num mês dá verdadeiramente que pensar. O que se terá passado para tanto desvario repentino? Ou não é desvario, nem repentino? Em todo o caso, tenho a maior curiosidade em conhecer o conteúdo programático desta disciplina. Faz-me lembrar as campanhas de dinamização cultural do MFA em 1975. O CDS parece ter por ambição ser um delegação do Bloco de Esquerda. Pergunto: aquela gente não terá mais nada para fazer?


publicado por Jorge Ferreira às 22:03 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Sexta-feira, 15.06.07
Ainda nós temos a mania de zombar dos defeitos excessivos da democracia. A verdade é que a realidade não pára de nos surpreender. Por vezes somos confrontados com exemplos de cidadania verdadeiramente tocantes, paradigmas de miltância, de dádiva, de entrega desprendida a um ideal ou a uma instituição. Verdadeiros soldados rasos da participação responsável na vida democrática. É o caso hoje divulgado do cívico Jacinto Leite Capelo Rego, um dos beneméritos misteriosos do milhão de euros misterioso que foi misteriosamente entregue ao misterioso CDS e que parece, ao que dizem (em Portugal nunca se sabe...) estar misteriosamente sob investigação. Mistérios, no fundo, da própria democracia, que vão povoando o imaginário mítico da entrega à cousa pública. Sempre misteriosamente desinteressada.

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publicado por Jorge Ferreira às 23:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 11.06.07
(Fechaduras)

Das notícias do fim de semana retenho que a vida continua a correr bem para muita gente apesar da crise. A PJ investiga depósito de um milhão nas contas do CDS. Invejosos é o que é. Já não se pode passar pelos ministérios descansadamente. É verdade que O Independente está morto e enterrado como estava previsto. Mas há sempre uns desmancha-prazeres que gostam de estragar as festas. Já agora, talvez do milhão se possam retirar uns cêntimos para comprar um chaveiro novo. Parece que vai ser preciso.

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publicado por Jorge Ferreira às 22:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 31.05.07
José Sócrates lembra que a lei da declaração ao fisco das doações entre entre pais, filhos, avós e netos era uma lei do CDS e do PSD. Estão bem uns para os outros.


publicado por Jorge Ferreira às 15:40 | link do post | comentar

Sábado, 26.05.07
(Barleria Cristata L.)

Algumas vozes respeitáveis têm tido nas últimas semanas palavras de esperança num novo ciclo do CDS. Compreende-se: para quem não está para se dar à trabalheira de tentar fazer algo de novo e com o PSD em cacos, resta o CDS. Hoje devem ter ficado esclarecidas essas vozes. Este CDS não é igual ao anterior, o que seria péssimo. É pior. A entrevista de Luís Guedes ao Expresso revela que o CDS é mais uma variante do PS, doutrinariamente estatista e socialmente desequilibrado e uma variante do Bloco de Esquerda nos temas fracturantes. E a fractura está exposta. A grande novidade da entrevista é a entrada do CDS no lobby gay.

"O Bloco de Esquerda e o PS trarão os seus temas fracturantes: os casamentos homossexuais e depois a eutanásia. Eu acho que as pessoas que não concordam com o casamento entre homossexuais e com a adopção por homossexuais devem tomar também uma posição. Ou são contra tudo, ou acham que a forma de prevenir um retrocesso social é dizer que em relação aos homossexuais e às escolhas que as pessoas fazem, é tempo de em Portugal se permitir a contratualização civil das relações entre homossexuais. Há um contrato civil para pessoas do mesmo sexo em tudo equiparável ao casamento, mas que não é o casamento que é gerador de família e que possibilita a adopção." Louçã, a ILGA, o movimento GLBT e tutti quanti ganharam o dia. Ainda os vamos ver todos a manifestarem-se pela causa.


publicado por Jorge Ferreira às 18:17 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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