Guardo de Lisboa em Agosto uma espécie de memórias do Paraíso. Ruas desatravancadas. Quarteirões desabitados. Portas do comércio corridas. Um Sol abrasador a espreitar pela célebre luz única que ilumina a cidade. Lugares nos cinemas, lugares nos restaurantes, lugares para estacionar dentro dos critérios do Carlos Medina Ribeiro, montras livres de mirones para viajar nas memórias da Isabel em busca dos objectos perdidos do quotidiano de antanho. Uma espécie de interlúdio, de parentesis, de mundo paralelo. Era assim Lisboa em Agosto. Agora não sei. Uma das maiores derrotas da minha qualidade de vida foi deixar de poder estar em Lisboa em Agosto.
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