Sexta-feira, 22 de Junho de 2007
Aproximam-se seis meses em que os portugueses vão ouvir falar muito de um assunto em que pouco se envolvem e a que pouca atenção dedicam: a Europa. Mas é um daqueles assuntos que é impossível não acompanhar com o maior cuidado. O grande tema da Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia ameaça ser a ressurreição da Constituição europeia, sob novos nomes, designações e rótulos para não chamar muito a atenção e não despertar as reacções negativas que derrotaram a famigerada Constituição europeia.

E se o tema ameaça ser esse, então está em discussão o poder. O poder na União, mas também o poder dos Estados e, consequentemente o poder dos cidadãos sobre o seu próprio futuro. Já que alguém meteu na cabeça que a Europa só avança se se continuar a fazer tratados pró-federalistas periodicamente, então é necessário fiscalizar as manobras de negociação em curso. Acresce que os Governos portugueses têm por péssima tradição não apresentar com clareza e transparência ao país as ideias que defendem nestes momentos sobre os tratados e as questões que vão negociar com os Estados.

Neste momento, assiste-se, pois, a um filme repetido. O filme do europês oculto.

Nas vésperas da Presidência portuguesa, de novo os Senhores da Europa tratam de cozinhar uma ementa a que chamarão de tratadinho, em que nos tentarão convencer de que nada de importante se alterou, para evitar as maçadas e as humilhações dos referendos. Mas a verdade é que o tratadinho consagrará o núcleo duro das medidas polémicas, das transferências de soberania, das regras que assegurarão a supremacia dos grandes, que tornarão mais fáceis as decisões subtraídas à maioria dos Estados. Tudo bem embrulhado em hinos da alegria, em coros, em coros, em fotos de família arruinada, escondendo o monstro burocrático que tudo vigia e controla.


Por ironia do destino caberá a Portugal, uma das principais vítimas dos lunáticos federalistas, o papel de notário do embuste.


Mas nada disto resolve o problema de fundo, ou seja, as razões pelas quais à ostentação mediática não corresponde depois o interesse e o apoio dos cidadãos. E este desinteresse, alheamento e oposição deve-se ao facto de a União Europeia insistir em trilhar um caminho que não tem em conta a realidade dos nossos dias, não tem em conta a vontade dos povos e se baseia num modelo que não corresponde às necessidades criadas pelos novos problemas com que as sociedades estão confrontadas. Enquanto na União não se perceber isto, os filmes que estarão em exibição não passarão de repetições com cada vez menos espectadores na sala.


(publicado na edição de hoje do Semanário)


publicado por Jorge Ferreira às 00:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Para um socialista o problema do endividamento resolve-se com endividamento, com transferência de dívida para terceiros, com disfarce do gasto. Isto é, o problema resolve-se com mais problema. O problema é que para quem se diz não socialista, também pode ser assim. Se houver muitas bocas a alimentar, se houver muita família para sustentar, muita preguiça para remunerar, e, sobretudo, se se fôr tão estatista como um socialista.

A coligação PSD/CDS/PEM resolveu finalmente dizer alguma coisa sobre a ruína financeira do município e sobre o depois. Dizer, apenas. Fazer, suspeitamos que nem na outra encarnação. E suspeitamos porquê? Pela razão simples de que nem um objectivo a coligação se atreve a quantificar.

Isto significa que a Câmara continuará a navegar à vista sem saber o elementar. Depois de dois anos sem saber ao certo quanto devia, mas sabendo de ciência certa que era muito, a Câmara já deveria ter tido tempo para “reduzir colaboradores no grupo municipal, para reduzir horas extraordinárias e ajudas de custo, para renegociar o fornecimento de serviços, para negociar acordos de pagamento e prazos de dívida”, enfim para iniciar a execução de todas as medidas anunciadas como “estratégia” para reduzir a dívida.

O problema é que esta dívida não se resolve com paliativos de gestão de corrente, que aliás não se compreende como não foram já aplicados. Talvez não tenham sido porque este tipo de paliativos é que dóiem nas clientelas parasitárias partidárias que a coligação PSD/CDS/PEM colocou no tal “grupo municipal”, que mais não é do que um conjunto de lugares, e mordomias com que se premiaram as esfomeadas clientelas dos partidos da coligação. Não é necessário saber o número exacto de uma dívida que se sabe de antemão monstruosa para começar a poupar na água e na luz. A situação o que exige são medidas de excepção e essas a Câmara, se as tem ou sabe, não as anunciou.

Na Câmara de Aveiro, a uma dívida que é por natureza pública, responde-se com o segredo. Como se as pessoas não tivessem o direito de exigir saber o que fazer, quanto se vai poupar com o que se vai fazer e o que lhes vai ser exigido. Numa coisa estamos de acordo com Élio Maia: mais impostos não. A terapêutica tipicamente socialista de onerar indefinidamente os rendimentos e o património com impostos para aumentar a despesa só pode conduzir, mais cedo ou mais tarde a uma situação tão grave como aquela em que a Câmara hoje se encontra: a ruína.

Tirando isso, a solução para este problema começa a ser do foro do romance policial: convoquem-se os espíritos de Sherlock Holmes, do Comissário Maigret, de Miss Marples, de Colombo e outros génios a desvendar mistérios, para ver se se consegue ver alguma luz ao fundo do túnel.


(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007
(El Pais)
(Via Dolo Eventual)


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(Patins)

Portugal acaba de ser eliminado do Mundial de Hóquei em Patins pela Suiça, que virou um resultado de 0-2 para 3-2. Não, não é para os apanhados. Foi verdade, em Montreux, na Suiça. As camisolas não ganham jogos.

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publicado por Jorge Ferreira às 20:40 | link do post | comentar

O Do Portugal Profundo aparece agora sem caixa de comentários. Qual a razão, António? Avaria, opção, obrigação ou higiene? Já é uma medida de coação antecipada?!...

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publicado por Jorge Ferreira às 20:26 | link do post | comentar | ver comentários (1)

A Alexandra foi contratada pelo Aberratio. Nos blogues, defeso é quando um homem, ou no caso, uma mulher, quiserem.

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publicado por Jorge Ferreira às 20:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)

(Desfibrilhador)

Todas as mulheres que decidam interromper voluntariamente a gravidez estarão isentas de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde, tal como qualquer outra grávida. É uma das medidas previstas na regulamentação do aborto livre resultante do último referendo. Os contribuintes pagarão assim duas vezes pelos abortos feitos no SNS.

Entretanto, em Portugal existem apenas cerca de 60 desfibrilhadores referenciados na rede de cuidados primários de saúde. De acordo os dados disponibilizados pela Carta de Equipamentos da Saúde (CES), disponível na internet, isso significa que apenas um cada seis centros de saúde (unidade central com respectivas extensões) dispõe deste equipamento que pode salvar vidas em caso de paragem cardíaca.

Definitivamente, cada vez é mais difícil e mais caro viver com saúde com o Governo de Sócrates. Ao invés, destruir vidas é fácil e o Estado, isto é, todos nós temos de pagar. Devia existir objecção de consciência para o contribuinte!


(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)


publicado por Jorge Ferreira às 18:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)

O blogue da candidatura da Nova Democracia à Camara Municipal de Lisboa.


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publicado por Jorge Ferreira às 10:28 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 20 de Junho de 2007
Esta notícia é tão absurda, tão grave, tão reveladora, tão preocupante e revela, acima de tudo, um erro tão grande por parte de José Sócrates (pois se até Vital Moreira o identifica e diz...), que vou esperar pela confirmação do próprio. O jornalista e o jornal que não me levem a mal.


publicado por Jorge Ferreira às 23:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Até hoje todos julgávamos que o grande problema da Justiça era a morosidade. Afinal, são os ratos.

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publicado por Jorge Ferreira às 22:41 | link do post | comentar

(Foto arranjada aqui)

Hoje, ao ler A Bola, duas enormes satisfações. A primeira, o Derlei vai sair do Benfica. Só por si, esta novidade já põe um cidadão bem disposto para o resto do dia. A segunda: o Derlei vai para o Sporting. Esta dá boa disposição prolongada.


publicado por Jorge Ferreira às 22:23 | link do post | comentar

O CDS é definitivamente a nova aquisição do lobby gay. Agora querem fazer uma lavagem aos cérebros das pessoas, querem "formar" contra a homofobia. Tanta declaração pública de apoio à causa gay apenas num mês dá verdadeiramente que pensar. O que se terá passado para tanto desvario repentino? Ou não é desvario, nem repentino? Em todo o caso, tenho a maior curiosidade em conhecer o conteúdo programático desta disciplina. Faz-me lembrar as campanhas de dinamização cultural do MFA em 1975. O CDS parece ter por ambição ser um delegação do Bloco de Esquerda. Pergunto: aquela gente não terá mais nada para fazer?


publicado por Jorge Ferreira às 22:03 | link do post | comentar | ver comentários (3)

"O Ministério da Justiça lançou um concurso para a emissão do Cartão Único do cidadão, que vai reunir num só documento os nossos números do bilhete de identidade, do cartão de contribuinte, da segurança social, de eleitor e de utente de saúde. São dados que espelham quase tudo o que fizemos e fazemos durante a nossa vida. O concurso foi internacional. Houve um resultado, houve protestos e o concurso foi dado como nulo e lançado de novo. O vencedor foi o mesmo, o que quer dizer que, face aos critérios utilizados, foi um justo vencedor. Acontece que havia duas empresas portuguesas que concorriam: a Microfil e a Novabase, aliada a uma empresa inglesa. Perderam. Provavelmente, de forma muito justa. O que acontece é que, quem ganhou, é uma empresa espanhola, de seu nome Indra, que conta com o apoio da Iberdrola, Repsol e Telefonica. A mesma Indra tinha ganho já a emissão dos novos passaportes dos portugueses. E ganhou certamente sem favores. A única observação é que, em Espanha, nenhum empresa estrangeira ganharia a emissão dos passaportes e do Cartão Único dos espanhóis."
Nicolau Santos, no Expresso.
Claro, o Governo português argumentará com o concurso, com a liberdade económica, com o "Espanha, Espanha, Espanha", de Sócrates. O problema é só um: infelizmente não só o Governo é liberal para fora e estatista para dentro (OPA PT diz-vos alguma coisa?), como jamais um país normal permitiria depositar em mãos de estrangeiros tanta informação sobre os seus nacionais. Manias de países pobres certamente.


publicado por Jorge Ferreira às 01:15 | link do post | comentar

Terça-feira, 19 de Junho de 2007
(Inclinações)

"Maria José Nogueira Pinto, ex-vereadora do CDS-PP na Câmara Municipal de Lisboa, admite votar em António Costa nas eleições intercalares de 15 de Julho, considerando que o candidato socialista é quem tem "melhores condições para governar Lisboa". O que nós ouvimos a Maria José Nogueira Pinto a propósito de Freitas do Amaral, na altura em que, quem porventura nunca levou a sério o que o Professor sempre escrevera e pensara, estava na moda descobrir que ao Professor nunca importaram as companhias, e que elas podiam ser tudo o que estivesse mais à mão. Agora, parece que temos uma clone de Freitas do Amaral na forja. A direita dos salões descobriu que António Costa pode ser o salvador da pátria alfacinha. A direita do calculismo, do oportunismo político, a que direita de aluguer. É pena estragar uma competência e uma reputação a saltar poças na esquerda. Ainda por cima na mais socráticas das esquerdas. Palpita-me que em breve voltaremos a ouvir falar de Maria José Nogueira Pinto.


publicado por Jorge Ferreira às 22:11 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Fecham consulados, mas temos Embaixador nas Seychelles. Assim é que é. À grande e à seychelesa.


publicado por Jorge Ferreira às 15:44 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Parece que andam para aí umas pessoas escandalizadas por os médicos exercerem o seu direito constitucional à objecção de consciência no que respeita a efectuarem abortos nos hospitais. Não tarda chegarão os fundamentalistas de serviço a chamar-lhes criminosos. E também andam escandalizads essas pessoas por os hospitais não terem meios para efectuarem abortos. Não entendo a escandaleira. Um dos argumentos do sim no referndo é que não se tratava de concretizar um direito ao aborto, caso em que obviamente os hospitais tinham a obrigação de os efectuar a solicitação das doentes (nos hospitais tratam-se doentes). Mas que se tratava apenas de não deixar prender as mulheres que os fizessem. Ora, então já está. As mulheres que os fixerem já não vão presas, mas não existe nenhuma obrigação nem dos médicos os fazerem nem dos hospitais terem meios de o fazer, porque não está consagrado na lei nenhum direito ao aborto. Ou o argumentário do sim era apenas uma patranha para caçar votos?

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publicado por Jorge Ferreira às 14:34 | link do post | comentar

Hoje Alberto João Jardim toma posse. Convidou Sócrates, como faz todo o sentido. O Primeiro-Ministro vai enviar um secretário de Estado. Não faz sentido nenhum. Para Sócrates a Madeira não existe. É o melhor frete que pode fazer a Alberto João Jardim. Não vai lá, não faz campanha pelos seus, não exerce os poderes de representação institucional. Quem é Primeiro-Ministro da República não pode nem deve pôr à frente da representação institucional os seus ódios de estimação pessoal, que parece que são muitos. Nem a provocar Sócrates é bom: se o fosse, teria enviado o ministro das Finanças ou o ministro dos Negócios Estrangeiros.


publicado por Jorge Ferreira às 12:34 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Mário Lino, o ministro que acha que Portugal não deve existir, foi hoje ao Poceirão anunciar a plataforma lojística, num investimento de 500 milhões de euros. Além de enterrar biliões na piscina da Ota, temos um ministro que enterra milhões na areia. Um mãos largas, este homem.


publicado por Jorge Ferreira às 12:10 | link do post | comentar

Este amigo decidiu começar a distribuir tomates pelo pessoal. E brindou-me com um par deles. Este amigo aqui, também distinguido por outro amigo, decidiu atribuir-me mais dois, o que, republicano confesso, agradeço e retribuo. Sendo assim, vão seis...

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publicado por Jorge Ferreira às 01:54 | link do post | comentar | ver comentários (2)

O E, E, E-Jetamos fez três anos. Apesar de doentiamente alagartado é um blogue que vale a pena ler (com excepção, naturalmente, das entradas adoentadas) e três anos já é um posto. Parabéns!

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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007
Capazes de tudo. No Ota Não.

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publicado por Jorge Ferreira às 23:43 | link do post | comentar | ver comentários (2)

O João tem amigos e tem ideias. A vantagem dele é que não mistura os primeiros com as segundas. É também por isso que o Portugal dos Pequeninos é um caso de sucesso num país de insucesso. Por isso tantos o lêem. Fez quatro anos de vida e espero que possa assinalar muitos mais. Vozes assim são raras nos países grandinhos, quanto mais neste. Nem que seja, por vezes, para consolidar melhor as nossas opiniões contrárias às dele, ele faz falta. Parabéns e um abraço!

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publicado por Jorge Ferreira às 23:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)

O director-geral do Turismo de Lisboa, Vítor Costa, que foi vereador num mandato de coligação PS/PCP, afirmou na revista da Associação de Turismo de Lisboa a propósito da polémica em torno da marca Allgarve: «venham de lá três milhões extra que nós não nos importamos de assinar Llisboa». Eis um mais um homem pragmático surgido do alfobre das esquerdas lisboetas, que não diferem das demais. Um deslumbrado, é o que é. Os milhões turvam as vistas a muita gente, sobretudo a quem foi ideologicamente ensinado a não gostar deles. Eu gosto de gente assim. Sabe-se com o que se conta. Conta tudo. Com os outros, com os que disfarçam, é que é preciso cuidado. Dêem um ministério a esta person. Please, don't let Manuell Pinhau alone.

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publicado por Jorge Ferreira às 21:55 | link do post | comentar

Domingo, 17 de Junho de 2007
(O Exterminador implacável)

(Sózinha em casa)

A esquerda francesa, que não percebeu ainda o que lhe está acontecer, tem várias crises por resolver. Mas há uma que parece que não vai nem quer resolver: a crise político-conjugal do casal Hollande. As cenas têm sido grotescas e para a semana terão o seu ponto forte com a publicação do livro do tipo "Eu, Segolene" da política, em que revela, como se os franceses tivessem alguma coisa a ver com o assunto, que pôs o marido fora de casa. Cá para mim vai durar um pedaço dos bons a nova era política em França, salvo imponderáveis. A canalha que se cuide.

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publicado por Jorge Ferreira às 22:46 | link do post | comentar | ver comentários (3)

(Os Ewing)

Sabe-se que o sistema, apesar de depender de um pequeno grupo de amigalhaços e negociantes de regime, tem as suas facções. E, por vezes, dentro do sistema, há desavenças, coligações, desforço, intriga, tudo como se Portugal fosse uma espécie de Dallas sem petróleo, um género de família Ewing, sem ouro negro. O nosso ouro negro é o Estado, esse poço sem fundo de manipulação, dinheiro e influência (a vaidade vem por acréscimo). Esclarecido o contexto deste post, pergunto: Cavaco Silva sabia do Otagate? Cavaco Silva sabia que que o estudo da CIP foi amputado, negociado, combinado, moldado, almoçado, sonhado, discutido, debatido, cozinhado, arranjado, lapidado, laminado, falado, construído, pensado, escrito e divulgado em cumplicidade estratégica entre a CIP e Sócrates (o ministro iberista a bem dizer não conta nada)? Se sabia, poderá por gentileza informar a plebe se era a um estudo destes que se referia quando disse que era preciso debater? Se não sabia, poderia por gentileza informar a plebe se considera a sua exigência satisfeita, à luz dos critérios de político não profissional, dotado de desprendimento político-partidário e rigor técnico-financeiro? É favor enviar resposta pelo meio considerado mais adequado. Os figurantes da democracia agradecem.


publicado por Jorge Ferreira às 18:53 | link do post | comentar | ver comentários (3)

(Octopus Vulgaris)

Fala-se de medo nos dias que correm na Pátria. Medo de escrever em blogues, medo de financiar estudos, medo de falar de assuntos quentes na comunicação social, agoara também medo de Directores Regionais de Educação. Funcionam um pouco por todo o lado os mecanismos invisíveis de coacção. De pessoas que escrevem nos blogues, de empresas que financiam estudos contrários às posições do Governo, de jornais que simpaticamente prescindem de jornalistas incómodos, e alguns visíveis como processos disciplinares. Valha a verdade que este fenómeno não é novo. Não é um exclusivo de Sócrates. Já foi assim, apenas porventura com variação da intensidade e do grau, com o PSD e com o CDS no poder.
Especialmente no que toca aos empresários, o medo de se saber que pagaram um simples estudo, que por ironia dos Deuses se vem a saber agora que foi combinado com Sócrates, revela apenas que em Portugal continua a não ser possível a economia funcionar sem o Estado. Quando um empresário que arrisca o seu capital precisa do Estado para ter hipóteses de sucesso, é porque não há mercado a sério, propriedade privada a sério, liberdade económica a sério. E esse é, há séculos, quer se queira quer não, o principal factor do atraso económico e social do país.
Mas há que dizer ainda outras duas coisas. Alguns dos chamados grandes empresários portugueses sempre preferiram acoitar-se no amparo dos dinheiros públicos e do encosto com o poder do que experimentar o negócio a sério. Dá mais trabalho certamente. É ver nomeadamente a pouca vergonha que se passou com as chamadas privatizações, que foram devoluções e não privatizações, com concursos públicos de fachada em muitos casos, com resultado pré-decidido.
Por último: desta situação tanto é responsável a pequenez dos políticos portugueses que têm tido o sortilégio de manobrar o Estado, como as vítimas deles, ou seja os portugueses, e no caso do estudo da CIP os financiadores ocultos, que preferem não se incomodar e denunciar. Como vêem agora, Roma não paga a traidores, mas também não paga a cobardes, esses idiotas inúteis nas mãos do poder (mas aqui para nós, caros empresários, a verdade é que já o sabiam, não é assim?).
Depois de ler o link que antecede, digam-me lá se isto tem salvação...


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Sábado, 16 de Junho de 2007
A política criminal no seu pior, por José António Barreiros, no Patologia Social.
Liberdade de expressão (nem de propósito), por Vítor Sequinho dos Santos, em O Meu Monte.
Há Medo, por Nuno Garoupa, em A Reforma da Justiça.

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publicado por Jorge Ferreira às 23:32 | link do post | comentar

Jorge Ferreira, um blogger de 30 anos que diz que vive na Nova Zelândia! Rasgamortalha!


publicado por Jorge Ferreira às 22:22 | link do post | comentar

Um obscuro orgão de consulta do Presidente da República, que tem o mister e dever de aconselhá-lo sobre a forma como usa os seus parcos poderes, reuniu esta semana e disse, mais coisa menos coisa, que a Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia deve ser assim mais ou menos como o Euro 2004. Ou seja que todos devem apoiar. O quê apoiar? A cadeira? Os fatos? Os menús dos repastos que vão decorrer por entre intermináveis reuniões? Pois isso o obscuro orgão esqueceu-se de explicar. Apoiar é que sim. Acefalamente. Rebanhisticamente. Para não incomodar Suas Excelencias. Quais Excelencias? Também não sei. As que forem.


publicado por Jorge Ferreira às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)


(Benfica)
Pela primeira vez na história do futebol português uma SAD de um clube desportivo é alvo de uma OPA. Apenas algumas semanas depois da entrada em bolsa. É muito divertido ver a inveja que grassa por esses blogues fora por parte de adeptos de outros clubes cujas SAD's estão cotadas há vários anos sem suscitarem o interesse do mais manhoso dos investidores. A verdade é esta: o Benfica é muito mais que um mero clube de chuteiras. Muito mais. Aguentem-se.

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publicado por Jorge Ferreira às 14:54 | link do post | comentar | ver comentários (1)

(Estaline)

Começa a ser sinistra a concepção sobre os direitos fundamentais dos cidadãos que os porta vozes do sistema vão lentamente expondo nas páginas, nas palavras, na opinião. Esta estalinista diferenciação que Fernanda Câncio estabelece entre o direito das mulheres abortarem e o não direito dos médicos à objecção de consciência, faz lembrar outros tempos, outros sítios, outros personagens. Só faltou a proposta final que se deduz de tudo quanto escreve: a um médico que decida defender a vida e invocar objecção de consciência para não fazer um aborto deve-se-lhe apontar uma pistola à cabeça para o obrigar a fazer o aborto. O que pensará Fernanda Câncio da cláusula de consciência dos jornalistas? Será contra?


publicado por Jorge Ferreira às 13:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Jorge Ferreira, cavaleiro da selecção nacional de Hipismo do Brasil.


publicado por Jorge Ferreira às 13:14 | link do post | comentar

Cá está. Foi só deixar passar um tempinho. António Balbino Caldeira lá vai de arguido. O diploma de José Sócrates ressuscitou. E que tal esclarecer o que falta sobre a matéria? O pessoal aguenta outra entrevista, que não seja por isso...


publicado por Jorge Ferreira às 02:09 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Edição especial género separata para efeitos de organização do arquivo da Sra. Directora em exercício da DREN:O Jumento. João Miranda, no Blasfémias. Com reincidência. André Azevedo Alves, em O Insurgente. João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos. Miguel Castelo Branco, no Combustões. Paulo Gorjão, no Bloguítica. Com reincidência. Ena, tanto processozinho! Era bom não era, Sra. Directora?

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publicado por Jorge Ferreira às 02:02 | link do post | comentar

Sexta-feira, 15 de Junho de 2007
Ainda nós temos a mania de zombar dos defeitos excessivos da democracia. A verdade é que a realidade não pára de nos surpreender. Por vezes somos confrontados com exemplos de cidadania verdadeiramente tocantes, paradigmas de miltância, de dádiva, de entrega desprendida a um ideal ou a uma instituição. Verdadeiros soldados rasos da participação responsável na vida democrática. É o caso hoje divulgado do cívico Jacinto Leite Capelo Rego, um dos beneméritos misteriosos do milhão de euros misterioso que foi misteriosamente entregue ao misterioso CDS e que parece, ao que dizem (em Portugal nunca se sabe...) estar misteriosamente sob investigação. Mistérios, no fundo, da própria democracia, que vão povoando o imaginário mítico da entrega à cousa pública. Sempre misteriosamente desinteressada.

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publicado por Jorge Ferreira às 23:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)

A pré-campanha das eleições intercalares de Lisboa corre de feição a toda a sorte de patologistas desocupados. Depois um candidato que dizem que faz falta (ao anedotário, concedo!) de ter prometido uma praia no Cais de Sodré, eis que outro quer fazer casamentos gay no Salão Nobre da Camara Municipal de Lisboa. No meio disto tudo o drama é que ainda falta um mês para as eleições pelo que nos devemos preparar para um desfile de delírio. A coisa promete. O disparate anda à solta em Lisboa.
(publicado em O Carmo e a Trindade)

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publicado por Jorge Ferreira às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Marques Mendes anunciou que nos próximos seis meses não será líder da oposição. Digamos que o PSD anda mesmo muito baralhado e confuso. Por mim desde já declaro que manterei a mesma atitude relativamente ao Governo que nos tem desgovernado. E mais, considero ser estrita obrigação do Governo representar decentemente Portugal no exercício da Presidência do Conselho da União Europeia. Ou será que essa Presidência vai servir de pretexto para uma mordaça? Era só o que faltava.


publicado por Jorge Ferreira às 21:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)

José Sócrates sabe melhor que ninguém que os últimos seis meses foram um desastre para o Governo. Sabe melhor que ninguém que não se pode dar ao luxo de perder as eleições de Lisboa. Sabe melhor que ninguém que a Presidência portuguesa não pode ser ensombrada por um ministro que se sabe já de ciência certa ser um erro de casting. E sabe que não pode comprometer a cooperação estratégica com Cavaco Silva. Seria empreitada a mais para um homem só.

Assim se explica o aparente recuo do Governo na Ota. Aparente, porque a verdade é que o golpe do estudo do LNEC, apesar de ter sido um sucesso mediático, tem demasiadas fragilidades para ser sincero, autêntico, profícuo.

Em primeiro lugar, se o Governo tivesse tomado um banho de humildade política não tinha mandado estudar a localização de Alcochete. Tinha, sim, mandado estudar todas as localizações possíveis, incluindo a mais barata de todas, que é a da manutenção do aeroporto da Portela, com um aeroporto de apoio. Não o fez, o que mostra que a preocupação do Governo não é estudar para tomar uma decisão fundamentada, mas apenas fingir que estuda para manter no final a sua teimosa posição de sempre: a Ota.

Em segundo lugar, se o Governo estivesse de boa fé política, não tinha encomendado o estudo técnico a uma entidade dependente do Governo, por muita competência e qualidade que tenha, como é o caso do LNEC. Tinha encomendado o estudo a uma entidade independente. Sabe-se o que aconteceu aos técnicos da NAV que se atreveram a discordar da Ota: foram literalmente corridos. Ninguém no LNEC desejará entrar no index do ministro Mário Lino.

Em terceiro lugar, o anúncio da encomenda ao LNEC esbarra com a catadupa de certezas inabaláveis, incluindo uma inaudita torrente de disparates, que o Governo afirmou nos últimos meses em defesa da Ota. Do jamais, jamais, ao deserto, passando pelas afirmações de Sócrates no Parlamento, sempre insistindo na Ota e na necessidade de avançar já, até à grotesca exigência de apresentação de estudos a quem criticava a opção Ota, como se o Governo não existisse justamente para estudar antes de decidir, de tudo se ouviu, forte e feio, para que o anúncio feito agora tenha credibilidade.

Em quarto lugar, somam-se indícios de que a decisão sobre a Ota vai avançar independentemente do estudo. Se a vontade do Governo fosse autêntica, como se explicaria que, apesar da encomenda do novo estudo, o Governo vá entregar em Bruxelas até 20 de Julho o projecto de construção do aeroporto na Ota para efeito de financiamento comunitário? Será que, afinal, o Governo já conhece as conclusões do estudo que encomendou? O que fará, se por milagre o LNEC aconselhar Alcochete?

O modo como o Governo tratou este assunto é bem elucidativo da forma como se governa em Portugal. Ou melhor, da forma como se desgoverna.
(publicado na edição de hoje do Semanário)


publicado por Jorge Ferreira às 00:09 | link do post | comentar

Enquanto a Associação dos Antigos Alunos da Universidade de Aveiro tem agendada para o próximo dia 29 a realização de uma tertúlia sobre a "Gestão do Stress", pode dizer-se que “stress” é cousa de que o Governo do PS não padece em relação a Aveiro.
É sabido que nos últimos tempos o Governo só tem tido olhinhos para as trapalhadas políticas em que se tem metido, com o insuperável José Sócrates à cabeça, e para Ota. Parece que as necessidades do país se esgotam na megalomania do ministro iberista, que acha que Portugal não devia existir como Estado independente, Mário Lino, o mesmo que não tem feito outra coisa senão tratar da Ota e criar um compêndio do disparate político como há muitos anos não se via por cá.
Mas o país é muito mais do que isto. E as necessidades dos portugueses muito mais do que as travessuras do Governo e dos seus membros.
Pode com propriedade dizer-se que, transcorridos que estão mais de dois anos de mandato deste Governo, o distrito de Aveiro e as suas necessidades estratégicas de desenvolvimento jazem nas gavetas do esquecimento do Governo.
Há vários exemplos como, em matérias estruturais para os interesses do distrito, o silêncio e a passividade são a marca do desinteresse socialista pelos problemas de Aveiro. Um, tem a ver com a falta de Plano de Ordenamento da Orla Costeira. O outro, diz respeito ao abandono da Ria de Aveiro em termos de enquadramento de gestão estratégica.
Ainda esta semana Ribau Esteves chamou a atenção e muito oportunamente para o facto de já ter decorrido mais de um ano sobre o fim do prazo de consulta pública a que foi sujeito o POOC e ainda se estar à espera das decisões para a sua aplicação concreta no terreno.
Ora, como sabemos, se há zona do território carecida de ordenamento é justamente a orla costeira, que nos últimos anos tem sido sujeita a uma erosão que criou enormes problemas às populações. O litoral português, já de si sobrecarregado com o êxodo de populações do interior que se tem continuamente verificado nos últimos anos, depende de mais de trinta- entidades-trinta diferentes, cada uma a puxar a brasa à sua sardinha. Mas o Governo não quer saber.
Relativamente à Ria de Aveiro e desde que o anterior Presidente da República vetou o diploma do Governo do PSD que resolvia o problema da gestão da Ria, devido à convocação das últimas eleições legislativas, que o Governo do PS fez rigorosamente nada. A Ria continua, na prática, ao abandono da miríade de intervenientes tutelares que a governam sem estratégia de conjunto, o que significa que uma riqueza natural única, um património natural sem igual, está desgovernada.
O que é feito do famoso lobby de Aveiro nos corredores do poder de Lisboa? Com que andam distraídos os deputados por Aveiro na Assembleia da República? Não faço ideia. O que sei é que os problemas continuam por resolver, o que indicia que andam certamente ocupados com muitas coisas menos com os problemas das populações que os elegeram.
Já sabíamos que o ministro do Ambiente é uma nulidade política neste Governo. Mas o que não imaginávamos é que o Primeiro-Ministro se teria de repente tornado tão insensível aos problemas ambientais que em tempos teve a responsabilidade de resolver como ministro do Ambiente de António Guterres.

Post-Scriptum: O ano passado chamei a atenção para o facto de Aveiro ter todas as condições para ter uma feira do livro que constituísse uma referência cultural à altura das tradições e da cultura da cidade e do distrito, mais a amais dispondo de uma Universidade prestigiada em Portugal e no estrangeiro. Sei que Élio Maia o ano passado dedicou alguma atenção ao assunto. Infelizmente e depois de visitar a feira deste ano, tenho de insistir na crítica e na chamada de atenção para a falta de dinamismo da Câmara Municipal neste domínio. Nesta matéria, o Vereador do pelouro não está lamentavelmente á altura das exigências e das necessidades. Aveiro é que perde. É uma pena.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

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publicado por Jorge Ferreira às 00:05 | link do post | comentar

Quinta-feira, 14 de Junho de 2007
Depois de se reunir com a Gebalis, a Nova Democracia emitiu as seguintes considerações:
"1.A nossa posição defensora da extinção das Empresas Municipais reforça-se. 2. Os Bairros Sociais são hoje bancos de votos para o PS e o PSD. 3. É altamente escandaloso que existam pessoas a viver em Bairros Sociais que possuam segunda habitação fora da cidade de Lisboa. 4. O PS e o PSD têm uma gestão eleitoral dependente da manutenção dos Bairros Sociais tal qual se encontram estruturados. 5 Existem candidatos do Partido Social Democrata que são caciques eleitorais que mantêm secções distritais do próprio partido à custa da entrega de casa para determinadas famílias. 6. O escândalo em que a cidade de Lisboa se mantém em matéria de Habitação Social é para nós sinonimo de corrupção política que importa rapidamente destruir e combater. A Lista da Nova Democracia não se calará enquanto todo este sistema politicamente corrupto não for extinto."
Quem fala assim não é gago.


publicado por Jorge Ferreira às 16:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)

O Governo acaba de chegar a acordo com Isaltino de Morais para transferir o IPO de Lisboa para Oeiras. O Presidente da Câmara Municipal de Oeiras está acusado da prática de crimes, sendo inocente até trânsito em julgado de sentença condenatória. O PS está coligado na Câmara Municipal de Oeiras com o dito Isaltino.

Só não percebo por que razão o PS trata tão mal Fátima Felgueiras. Só não percebo por que razão o PS quer obrigar os autarcas acusados a suspender os mandatos. Só não percebo por que razão António Costa está calado sobre o IPO. Ou se calhar percebo tudo. Como diz o povo, estão todos bem uns para os outros.

Nas eleições em Lisboa, há uma grande oportunidade de mudar este estado de podridão em que mergulhou a democracia portuguesa. É votar em Manuel Monteiro e na Nova Democracia. Oxalá a aproveitem.

Já agora: o Parque Mayer faz hoje 85 anos. Abandonado, desprezado, inacabado, destruído, ele é o melhor símbolo da falência política da CML nas últimas décadas. Uma cidade que resiste a este desleixo durante tanto tempo, só pode ser uma grande cidade. E só pode ter muita paciência.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)


publicado por Jorge Ferreira às 14:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 13 de Junho de 2007
É Marta Suplicy, a ministra do Turismo do impagável Lula da Silva, que para resolver a crise dos aeroportos brasileiros, onde se passam horas à espera de avião e para sair do aeroporto, aconselhou o pessoal a "relaxar e gozar". Não sei se a senhora estava a sugerir uma espécie de prostituição de Estado, eminentemente socialista, controlada pelo Estado, para compensar os utentes dos aeroportos da conflitualidade laboral. Mas, ao contrário do que aconteceu com o ministro de cá, a ministra de lá pediu desculpa, dizendo que não pretendia zombar do sofrimento das pessoas nos aeroportos.


publicado por Jorge Ferreira às 23:17 | link do post | comentar

Proteger as enguias, em Os Amigos da Ria.
Palavras para quê?, pelo José Barão das Neves, no Tubarão.
Oh freguês! Vai um manjerico?, pela MP, no Eclético.
Vertigem, por Torquato da Luz, no Ofício Diário.
Transparências, por Sai Si Si, em Confissão do Silêncio.
Arroz doce, por Onanistélico, em O Tupperware Onanista.
Só a actual? Acho que sempre foi!, por Diogo Mendes Silva, em O Que Diz Ele.
Mais que as mães, por RT, no Táxi.

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publicado por Jorge Ferreira às 22:06 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Certamente inspirado pelos elogios do secretário de Estado António Braga à competência de Hugo Chavez, Aníbal Cavaco Silva decidiu passar uma reprimenda pública, em comunicado oficial da Presidência da República, à RTP, por esta ter interrompido por duas vezes a estimulante transmissão em directo das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A tentação de Cavaco Silva intervir na comunicação social, para os mais esquecidos vem de longe, vem do Governo, onde tinha ministros especializados no assunto. Não se estranha, pois, que a coerência se mantenha, já que se sabe da estabilidade de Cavaco Silva, nas virtudes e nos defeitos. O que é espantoso é que a RTP se tenha vergado e pedido desculpas pelo sucedido, tendo de imediato anunciado uma retransmissão integral das comemorações! Quem julgava que a tentação de intervir na Comunicação Social era um exclusivo de José Sócrates e do seu Governo, está redondamente enganado. Em Belém mora a mesma tentação, embora agora menos visível porque as oportunidades do Presidente ficar desagradado com a política editorial da comunicação social são proporcionais aos seus poderes, ou seja, poucas. Atenta, veneranda e obrigada, a RTP, mostra a sua natureza de departamento audiovisual do sistema. Quanto ao Presidente, esse, estará impante do sucesso da reprimenda. E Portugal, então, coitado, lá vai cantando e rindo conforme lhe deixam os poderes em execrcício.


publicado por Jorge Ferreira às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (2)

O Zé faz mesmo falta. Ao anedotário alfacinha. Agora quer fazer uma praia no Cais do Sodré. E não se lhe pode embargar a verve?


publicado por Jorge Ferreira às 18:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

É o caso do António Vassalo Lourenço, hoje maestro e director artístico da Orquestra Filarmonia das Beiras. As voltas que a vida dá.

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publicado por Jorge Ferreira às 16:51 | link do post | comentar

(Santo António)

Em 1231, morre em Itália um franciscano português nascido em Lisboa, canonizado pelo papa Gregório IX em 1232 e declarado Doutor da Igreja por Pio XII, em 1946. Chamava-se de nome civil Fernando de Bulhões mas todos o conhecem por Santo António. Em 1935, o Estado Novo criava a Federação Nacional para a Alegria no Trabalho, FNAT. Em 1941, o Governo de Pétain anuncia que 12.000 judeus de França foram deportados para os campos de concentração por impedirem a cooperação franco-germânica. Em 1971, François Mitterand torna-se Secretário-Geral do PS francês. Em 2005, morre Álvaro Cunhal, antigo Secretário-Geral do PCP.


publicado por Jorge Ferreira às 15:11 | link do post | comentar


Por bondade do Pedro Guedes fui convidado a dizer de minha justiça sobre a direita, num número da excelente revista Alameda Digital, onde conto com muitos e bons amigos. O prato-forte escolhido foi justamente debater sobre as direitas. A minha é certamente a menos valiosa das contribuições publicadas. Há por lá muito e bom para ler. Agradeço publicamente o convite, que muito me honrou, para escrever na revista e, para os ociosos, aqui fica a ligação para o textinho, que desta vez, sai ileso das polémicas de ocasião e dos sound bytes tão em voga.



publicado por Jorge Ferreira às 13:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 12 de Junho de 2007
(Huskies Siberianos)

Blair tem menos encanto na hora da despedida. O homem decidiu soltar os cães, como sói dizer-se e chamou matilha selvagem aos jornalistas e quer mais controle da Internet. Blair, o Enorme Condutor do Povo pela Terceira Via, sai em grande dos palcos. Palpita-me que estas considerações cobardolas que só se fazem quando se sai terão selváticos adeptos por cá. Sempre foi, é e será difícil conviver com a liberdade de imprensa. Os socialistas, que têm a mania de se apresentar como os campeões da liberdade de expressão, quando lhes toca à porta a liberdade, são iguaizinhos aos piores.


publicado por Jorge Ferreira às 23:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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