Segunda-feira, 5 de Março de 2007

(
Prokofiev)
Nesta data, em 1501, partia do Tejo a expedição de João da Nova que viria a descobrir as Ilhas de Ascensão e de Santa Helena. Em 1539, morria, num naufrágio, D.Nuno da Cunha, governador da Índia. Em 1891 começava a ser publicada a terceira série do semanário humorístico, de crítica política e social, "O António Maria", de Rafael Bordalo Pinheiro. Em 1917, morria, em Lisboa, Manuel de Arriaga, aristocrata açoriano e primeiro Presidente da República Portuguesa. Em 1932, era criada a Academia Nacional de Belas-Artes. Em 1933, Adolfo Hitler e o partido nazi obtinham o maior número de lugares no Parlamento alemão. Em 1953, morria o compositor russo Sergei Prokofiev, 62 anos, poucas horas depois do líder soviético José Estaline. Em 1990, era lançado o jornal Público, sob a direcção de Vicente Jorge Silva. Em 2001, demitia-se o ministro do Equipamento Social, Jorge Coelho, assumindo a "responsabilidade política" do acidente da véspera, a queda da ponte de Entre-os-Rios.Em 2006, morriam António Manuel Pinto Barbosa, 88 anos, economista, antigo ministro das Finanças e ex- governador do Banco de Portugal, e Sérgio de Azevedo, 69 anos, empresário teatral.

(
José Relvas)
Hoje é Segunda, 05 de Março, sexagésimo quarto dia do ano. Faltam 301 dias para o final de 2007. Este dia é dedicado a São João José da Cruz e a São Teófilo. Nos céus, a Lua encontra-se na Fase Minguante. Quarto Minguante, dia 12, às 03:54. O sol nasce às 07:08 e o ocaso regista-se às 18:32. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 04:05 e 16:21, a baixa-mar às 09:54 e 22:03. Peixes é o signo dos nascidos nesta data, destacando-se o fidalgo José Relvas, que proclamou a implantação da República da varanda da Câmara Municipal de Lisboa (1858).
Domingo, 4 de Março de 2007

Homenagem simples a um grande guarda-redes. Manuel Bento fez coisas impossíveis nas balizas. É uma referencia. Ponto final. Entretanto, é de leitura obrigatória esta
entrada, no Comunicatessen.
Muitos cidadãos menos informados dos meandros da política ainda hoje legitimamente me questionam sobre as razões pelas quais decidi sair do CDS em 2002 e participar na fundação da Nova Democracia. Eu compreendo as dúvidas. Os cidadãos apreendem o fenómeno político pela rama, pelas notícias dos telejornais, pelos sound bytes que furam a indiferença jornalística e pelas manchetes dos jornais que vêm nas bancas quando passam na rua, já que a maioria não os compra.
E eu explico. Costumo explicar com gosto. A maior objecção que recebo é que eu e as pessoas que tomaram idênticas atitudes fizémos mal. Que devíamos ter ficado e esperado que chegasse a hora de tomar o poder interno outra vez. Infelizmente, a maioria das pessoas acha pouco para sair de um Partido divergências ideológicas, de princípio. Porque estão habituadas à política do golpe e do rotativismo do poleiro, do tacho, do motorista, do palanque. Temos que o aceitar e respeitar. Mas não devemos ceder a essa visão da política.
Costumo contra-argumentar que, além das razões de princípio, existiram outras, que têm essencialmente a ver com o facto de o CDS se ter tornado um partido exactamente igual aos piores partidos do sistema, em matéria de clientelismo e de promiscuidade de influências. E costumo dar exemplos relacionados com decisões de militantes do CDS que exerceram funções governativas e autárquicas.
Aveiro tem dado um poderoso contributo neste domínio. O líder do PS de Aveiro, Raul Martins, anunciou que vai participar ao Ministério Público, com vista à perda de mandato, que o líder da bancada do CDS na Assembleia Municipal, exerce funções directivas numa empresa municipal. Para Raul Martins, a questão de fundo é o «princípio ético no desempenho de cargos públicos de ninguém poder ser juiz em causa própria», lembrando que a Assembleia é órgão fiscalizador por excelência. O líder da bancada do PS criticou também o presidente da Câmara, Élio Maia, por ter nomeado administradores de duas empresas municipais (EMA e PDA) dois deputados municipais, um dos quais do CDS.
Raul Martins daria uma preciosa ajuda a José Sócrates no Governo, no sentido de ajudar o PS a não fazer estas malandrices nas empresas do Estado onde coloca os boys desempregados do activo partidário. Mas tem razão no plano dos princípios.
Por outras palavras: o CDS, mal chega ao poder, no Governo (é ver a administração da Caixa Geral de Depósitos) ou ao poderzinho, nas autarquias, serve-se como aqueles que critica. Faz exactamente a mesma coisa. Tem exactamente o mesmo comportamento. Faz exactamente o mesmo aos princípios: manda-os para debaixo dos móveis.
O CDS em Lisboa critica as poucas vergonhas de Carmona Rodrigues e do PSD na Câmara Municipal e nas empresas municipais. Em Aveiro faz exactamente o mesmo que critica em Lisboa. É esta falta de coluna que fez do CDS um partido vulgar, banal e tão guloso como os partidos que diz criticar. Numa palavra: um local pouco recomendável e sem qualquer autoridade moral ou política para criticar o PS e o PSD.
Eis a diferença: com a Nova Democracia esta promiscuidade, esta gula, esta confusão de interesses acabava, pela simples razão de que acabavam as empresas municipais. Se a Câmara de Aveiro acha que há actividades que devem ser prosseguidas de forma empresarial, que dê o exemplo e deixe a iniciativa económica privada produzir. Extinga as empresas municipais, com o seu exército de ordenados, administradores, directores, assessores, familiares e amigos, que ainda por cima acumulam com funções autárquicas onde podem influenciar decisões em benefício duplo, triplo e quádruplo. Acabe com a pouca vergonha. Ganha uns tostões, que bem precisa, e sobretudo dá um poderoso contributo para aumentar os níveis de higiene política.
(publicado na edição da última sexta-feira do Diário de Aveiro)
As notícias desta semana são uma boa vitrina da identidade nacional. Os portugueses parece que são dos europeus que mais defendem o seu país, mesmo quando o seu país toma decisões erradas. E que para se reverem nas suas coisas recorrem preferencialmente à História e ao futebol.
Certamente é isso que explica que se atolem num ridículo concurso televisivo sobre a escolha de quem foi o melhor português de sempre, uma tolice verdadeiramente lumpen e ponham bandeirinhas à janela a pedido do Professor Marcelo em quem não votam quando podem e do Sr. Luís Filipe, que acham que ganha dinheiro a mais.
Mas esta semana, repito, foi um grande dia para a identidade nacional. Uma autarca de Felgueiras afirmou perante um Juiz e um Procurador do Ministério Público que todos os partidos tinham contas paralelas. Pretendia-se desculpar pelo facto de o seu também as ter. Convoca-se José Sócrates a esclarecer esta negritude do PS de Felgueiras e pergunta-se ao Ministério Público se vai mandar extrair certidão destas declarações para abrir inquérito. Sendo certo que os portugueses continuarão a amar Portugal, mesmo que nada disto aconteça.
Ficou também a saber-se que a NATO desmentiu Luís Amado sobre informações que este prestou ao Parlamento sobre o caso dos voos da CIA. No fundo parece que estas declarações foram declarações paralelas à verdade. Digamos paralelas para evitar processos e inquéritos que, nalguns casos são extremamente rápidos embora noutros sejam extremamente demorados. Certo mesmo é que os portugueses continuarão a amar Portugal, mesmo que um ministro seja assim posto em causa por uma organização internacional de tanto prestígio e influência como é o caso da NATO.
Ficou ainda a saber-se que, depois dos tempos em que os alunos levavam pancada dos professores, incluindo reguadas nas mãos e nas pernas (vão desculpar-me os leitores este pequeno apontamento auto-biográfico pelo qual vos afianço que jamais esquecerei a minha professora da 2ª classe), agora são os professores que levam pancada dos alunos e, supra-sumo da barbárie, das famílias dos alunos. A disciplina nas escolas continua a ser considerada pelos pedagogos modernos uma violência a que não devem sujeitar-se as criancinhas, futuros estafermos de elite devidamente acolitados pelos energúmenos dos familiares que estão transformados em escolta ilegal. Mas certo mesmo é que os portugueses continuarão a amar Portugal, recorrendo se necessário ao Infante D. Henrique, ao Eusébio e ao Figo para afugentar pesadelos da vida real.
Lá diz o velho ditado: quem feio ama, bonito lhe parece.
(publicado na edição da última sexta-feira do Semanário)

(
Ponte Hintze Ribeiro)
Nesta data, em 1777, D.Maria I demitia Marquês de Pombal de todos os cargos e ordenava o seu desterro. Em 1811, o general Massena iniciava a retirada do seu exército de Portugal, finalizando a terceira invasão francesa. Em 1933, Franklin Roosevelt assumia a presidência dos EUA, no primeiro mandato. Em 1965, a Síria nacionalizava a indústria petrolífera. Em 1984, morria o poeta Pedro Homem de Melo, 80 anos.Em 1998, o almirante Fuzeta da Ponte era exonerado do cargo de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Em 2001, o tabuleiro da centenária ponte Hintze Ribeiro, sobre o rio Douro, ligando Entre-os-Rios e Castelo de Paiva, caía, às 21:10 horas, arrastando consigo um autocarro onde seguiam 53 passageiros, e três automóveis, com seis pessoas. Não houve sobreviventes. Em 2003, a Barragem do Alqueva abria uma comporta para permitir o início da demolição da velha Aldeia da Luz. No mesmo dia, em Portugal, batia-se o recorde mundial da maior concentração de palhaços, ao juntarem-se 1226, em Viana do Castelo. Em 2004,morriam José Manuel Coelho Ribeiro, 71 anos, antigo presidente do Conselho de Gerência da RTP, e Claude Nougaro, 74 anos, cantor e poeta francês. Em 2005, morria o jornalista e profissional da rádio José Matos Maia, 73 anos, produtor da versão portuguesa de "A Guerra dos Mundos"/"A Invasão dos Marcianos", inspirada na encenação de Orson Welles sobre a obra de H.G.Wells.

(
Infante D. Henrique)
Hoje é Domingo, 04 de Março, sexagésimo terceiro dia do ano. Faltam 302 dias para o final de 2007. Este dia é dedicado a São Lúcio I. Nos céus, a Lua encontra-se na Fase Minguante. Quarto Minguante, dia 12, às 03:54. O sol nasce às 07:09 e o ocaso regista-se às 18:31. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 03:35 e 15:53, a baixa-mar às 09:26 e 21:34. Os nascidos nesta data pertencem ao signo Peixes, destacando- se o Infante D.Henrique (1394), o poeta Eugénio de Castro (1869) e a cantora negra sul-africana Miriam Makeba (1932).
Quinta-feira, 1 de Março de 2007
Em viagem. Volto já.