Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Mário Nogueira, o professor sindicalista que já não dá aulas há muitos anos (quantos serão?...), disse hoje em Coimbra que se o Ministério da Educação "quiser guerra, vai ter guerra". Ora esta declaração belicista da nova vedeta da CGTP, porventura embalado pelos elogios revolucionários do camarada Carvalho da Silva para lhe suceder como líder da CGTP, raia o absurdo e o inadmissível. O sindicalista já perdeu o norte e faz a luta sindical pela luta sindical, esquecendo os interesses de fundo que são superiores à sua vaidade sindical e mediática. Está a exigir seriedade e boa fé ao ministério, esquecendo que assinou um contrato com esse mesmo ministério com falta de seriedade e de boa fé, visto que não o cumpriu, nem, em bom rigor, alguma vez o quis cumprir. Prometeu alternativas que nunca apresentou, o que significa que faz uma luta sindical com reserva mental porque o que verdadeiramente persegue é o objectivo de não haver avaliação alguma, que não o simulacro de avaliação que hoje existe. Agora diz que está pronto para a guerra. Acho melhor emprestarem-lhe uma quadriga de um museu, mascararem-no de legionário e porem-no a galgar a planície alentejana (sempre é mais plana e não tão atreita a acidentes de relevo) a combater uns gauleses figurantes que certamente com as televisões por perto, não serão difíceis de contratar (até podem ser os figurantes das apresentações do Magalhães). Está na altura de dizer ao Sr. Mário para desamparar a loja e parar de causar mais dano ao já de si danoso sistema de ensino português. É que já não há pachorra, Sr. Mário! Ao princípio esta contenda parecia uma versão política do jogo da bolha que vai combatendo a crise nos bolsos de muitos portugueses por esse país fora. Agora, o que parece é uma coisa muito feia de que nem digo o nome.



publicado por Jorge Ferreira às 15:39 | link do post | comentar

3 comentários:
De karadas a 8 de Dezembro de 2008 às 19:15
Caro Jorge Ferreira

Confesso que me dá vontade de rir quando vos ouço a falar de avaliação. Que sim, toda a gente deve ser avaliada.
Recue um bocadinho no tempo e veja se se recorda dos seus tempos de deputado. Nessa altura como é que foi avaliada a sua prestação na Assembleia da República?
Já agora, na sua presente actividade profissional, talvez não fosse má ideia que o senhor nos apresentasse o modelo pelo qual é avaliado.
Antecipando-me ao seu comentário, se é que vai comentar, quer apostar que não me vai apresentar nenhum modelo. Por uma simples razão: não existe!


De Pedro a 8 de Dezembro de 2008 às 00:45
Caro Senhor Jorge Ferreira diga lá só qual é o seu partido.
Não se esqueça que não é só no seu partido que existe gente capaz e trabalhadora.


De congeminações a 7 de Dezembro de 2008 às 15:10
Mas pelo já lhe garantiu a inclusão do seu nome na próxima lista de deputados do PCP às legislativas do próximo ano. Tudo graças à sua intervenção na manipulação da luta dos docentes que lhe serviu da tranpolim . Como será depois de ser eleito deputado. Estou ansioso por ouvi-lo no hemicíclo.


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