Quinta-feira, 19.11.09

Não era preciso ser ministro das finanças nem especialista de finanças públicas para perceber que ia ser necessário outro orçamento rectificativo, como aqui fiz várias vezes (dispensem-me os links). O Governo dizia que não. O Governo fez que sim. Deve ser por estas e por outras que, apesar dos milagres das conferencias alcatifadas, o Finantial Times diz que temos o 4º pior ministro fas Finanças da União Europia. Chamem a LPM outra vez por favor.



publicado por Jorge Ferreira às 16:51 | link do post | comentar

Sexta-feira, 13.11.09

Bem que me lembrava de qualquer coisita...



publicado por Jorge Ferreira às 10:49 | link do post | comentar

Segunda-feira, 26.10.09

Lembro-me vagamente de uma notícia do Expresso no período de fogo de Constâncio no caso BPN, que dava Teixeira dos Santos como novo Governador do Banco de Portugal depois das poeiras assentarem. Estarei enganado? O Henrique Monteiro podia dar uma ajudinha?



publicado por Jorge Ferreira às 15:02 | link do post | comentar

Sexta-feira, 24.07.09

O final da legislatura fica marcado por um tema recorrente na vida dos portugueses no século XXI: agora é o PSD que quer avaliar a real situação das contas públicas. Agora é o PS que recusa a ideia do Parlamento fazer essa avaliação.

O descontrolo das contas públicas é uma espécie de “karma” nacional. Nos últimos anos o país tem passado a vida a mexer a roda sem que ela saia do mesmo sítio. Faz lembrar um jipe atolado nas areias do antigo Paris-Dakar.

O Estado gasta e, diga-se em abono da verdade, desperdiça muitas vezes,  sistematicamente mais do que aquilo que o país pode, mais do que aquilo que a economia portuguesa consente, mais do que aquilo que a produtividade das empresas portuguesas justifica.

Os dois primeiros anos de José Sócrates pareceram constituir uma saudável excepção a esta situação, que aliás, a consulta dos anais da história parlamentar portuguesa permitirá ver que é uma situação que se discute desde o século XIX.

A fraqueza ancestral das forças nacionais no sentido de produzir riqueza sempre foram disfarçadas com sucessivas fontes de financiamento do exterior. As especiarias da Índia, o ouro do Brasil, as matérias-primas das colónias e os fundos comunitários foram sucessivamente permitindo ao país viver acima das suas possibilidades, fazer uma vida de rico sendo pobre, soltando a preguiça escondida que existe no fundo de cada ser humano. O Estado gastava de mais? Que interessava isso se se sabia que havia sempre alguém que apareceria para pagar?

Desta vez, não há QREN que nos valha. Apesar das aparências orçamentais alcançadas por José Sócrates nos primeiros anos de Governo, a verdade é que a despesa fixa e corrente do Estado nunca se alterou. À parte as doses maciças de propaganda governamental, a realidade substantiva não se alterou. O que significa que num momento de aperto mais uma vez ficariam a nu as debilidades gastadoras do Estado.

Foi justamente o que sucedeu o ano passado e é precisamente o que está a suceder este ano. As contas públicas estão novamente descontroladas. Com a crise económica a receita dos impostos baixou drasticamente. Como a diminuição do défice se fez pelo lado da receita e não, como seria saudável e sustentável, pelo lado da despesa, voltámos à estaca zero.

Bem pode Teixeira dos Santos, qual Mohammed Saeed Al-Sahhaf, o trágico-cómico ministro da informação de Saddam Hussein, vir jurar a pés juntos que as contas públicas não estão descontroladas. O mundo está a ruir à sua volta e, todavia, o ministro das Finanças não repara.

Vira o disco e toca o mesmo.

(publicado na edição de hoje do Semanário)

 



publicado por Jorge Ferreira às 11:22 | link do post | comentar

Terça-feira, 21.07.09

Ministro garante que não há descontrolo das contas públicas.

 

(Foto)



publicado por Jorge Ferreira às 12:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 18.06.09

Para o Governo e para o PS  e para Teixeira dos Santos o enriquecimento ilícito é lícito se pagar imposto. Ora, esta filosofia mercantilista se aplicada a outras actividades ilícitas poderá resolver os problemas do défice. É a verdadeira galinha dos ovos de ouro. depois digam que os governantes são incompetentes...



publicado por Jorge Ferreira às 19:56 | link do post | comentar

Segunda-feira, 06.04.09

Apanha-se mais depressa um Governo amigo dos pobres do que um coxo.



publicado por Jorge Ferreira às 12:39 | link do post | comentar

Sexta-feira, 27.03.09

O INE anunciou hoje que o défice público durante o ano passado se situou em 2,6 por cento do PIB. Este valor fica acima dos 2,2 por cento que eram estimados pelo Governo para o ano passado e representa a manutenção do mesmo desequilíbrio nas contas que já tinha sido registado em 2007.  Afinal de contas o Governo sempre gasstou mais do que devia. Afinal de contas a despesa pública sempre aumentou como muitos avisaram e o Governo sempre desmentiu. Afinal de contas o Governo não é aquele mito de "pôr as contas em ordem". Afinal de contas, ainda antes da crise rebentar em todo o seu esplendor, lá se foi o único trunfo do Governo. José Sócrates prometeu 2,2%. Foram 2,6%. Mais um capítulo da história de ficção que é a governação de Sócrates.



publicado por Jorge Ferreira às 13:21 | link do post | comentar

Quinta-feira, 26.02.09

O Governo está de cabeça perdida. Se o accionista da Caixa que é o Estado não deve explicações, quem deve? Devia haver limites para a pouca vergonha. Mas não há. Muito menos com este Governo.



publicado por Jorge Ferreira às 20:02 | link do post | comentar

Segunda-feira, 23.02.09

O que é que o BPN tem que o BPP não tem? A Elisa Ferreira não é certamente e os euros não batem assim.



publicado por Jorge Ferreira às 23:08 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.01.09

"Temos de pensar em medidas temporárias. Tenho muitas dúvidas que a descida generalizada dos impostos seja depois reversível", disse com a maior das calmas e tranquilidades, sabendo para que país fala, o ministro Teixeira dos Santos no Parlamento, na apresentação do segundo Orçamento de Estado para 2009. De passagem, o ministro acusou o PSD de eleitoralismo ao propor a baixa dos impostos, tal qual o PS faria se as posições se invertessem. A verdade é que nem um nem outro acreditam na iniciativa privada a sério e ambos, quando no Governo, têm aumentado brutalmente a carga fiscal sobre os cidadãos. Teixeira dos Santos, sabendo muito bem para que país fala, atreveu-se ainda a dizer que esta medida poderia comprometer o regresso, no futuro, à consolidação orçamental, acrescentando que o Governo já adoptou várias descidas pontuais de impostos, que representam mil milhões de euros. Por alguma razão o Finantial Times considera o actual ministro português das Finanças o pior de 19 Estados da União Europeia.

 
Sucede que, apesar do Primeiro-Ministro ter afirmado que desta vez as previsões são “sérias e responsáveis”, a verdade é que a Comissão europeia já se encarregou de desmentir novamente as previsões do segundo Orçamento para 2009, tal qual sucedeu com o primeiro Orçamento para 2009, que no momento em que estava a ser discutido foi destruído pelo próprio Governo com um pacote de medidas anti-crise que punham em causa a seriedade do documento.

 

Por outro lado, o aumento de despesa pública e o abrandamento da economia levam a despesa pública do Estado a pesar pelo menos 50% do PIB pela primeira vez na história. No primeiro Orçamento para 2009 o Governo fez uma batota aritmética. Alterou o método da contabilização das despesas no que diz respeito às contribuições sociais dos funcionários públicos. Esta alteração valeu um corte artificial nas despesas e receitas orçamentadas de 3.149 milhões de euros. O valor do défice ficou igual, mas o peso destas rubricas no PIB diminuiu, o que impossibilitava a comparação com 2008. A partir deste truque e sem que ele fosse visível a olho nu nos mapas do Orçamento o Governo, com as habituais trombetas da propaganda, vangloriava-se de ter conseguido passar o peso do Estado na economia de 46,1% para 46% em 2009 (como se 0,1% fosse um feito…). Mas a realidade, essa realidade que é a verdadeira líder da oposição em Portugal, está lá a trocar as voltas à propaganda financeira de Teixeira dos Santos. É que, considerando o valor de 2009 de acordo com os mesmos critérios utilizados em 2008, o peso do Estado na economia aumentaria, só por si, de 46,1% para 47,8%.

Actualizando a realidade com os dados do segundo Orçamento para 2009, e refazendo as contas temos de considerar que a economia terá crescido 0,3% em 2008 (e não os 0,8% que o Governo previa no primeiro Orçamento) e deverá, segundo o próprio Governo, baixar aos 0,8% este ano, o que não é certo, como o próprio ministro já admitiu, tendo em conta as tais previsões da Comissão Europeia, que apontam para uma baixa até aos 1,6%. Se assim fôr teremos que então o peso da despesa pública no PIB passou para 49,94% em 2008 e crescerá para 49,97% em 2009, chegando assim à barreira dos 50%.

Por último, a agência de notação financeira Standard & Poor’s decidiu também esta semana baixar a classificação que atribui ao risco de crédito do Estado português, passando o rating de “AA-“ para “A+”. As debilidades estruturais da economia portuguesa e as reduzidas expectativas de crescimento do país nos próximos anos são a principal razão para esta decisão que pode ter como resultado um agravamento dos juros a que o Estado obtém financiamento nos mercados internacionais. Mais contas para fazer, eventualmente num terceiro Orçamento de Estado, lá mais para o Verão e que mais uma vez vai agravar a dívida pública.

O rating de uma agência de notação financeira a um Estado mede o risco que existe de este poder vir a falhar um pagamento da sua dívida pública. Quanto mais baixo o rating, maior a ameaça considerada de se vir a registar no futuro uma falha no pagamento. Os ratings da Standard & Poor’s vão de “AAA” a “D”. A Standard & Poor’s tinha, durante a semana passada, lançado o alerta de que iria fazer uma análise mais aprofundada do rating português, com a possibilidade de realizar uma redução. Nas últimas semanas, esta mesma agência também decidiu baixar as classificações atribuídas à Grécia e Espanha.

O mesmo ministro das Finanças desculpou-se com a crise quando reagiu a esta péssima notícia. Mais uma vez passou ao lado da realidade e a realidade puni-lo-á por isso. As debilidades estruturais da economia portuguesa e o peso da dívida já vêm de trás, de muito antes de ter rebentado a crise. O que se passa é que o Governo andou a disfarçar e a crise desempenhou a função de demascarar a falsidade orçamental em que o país vivia.

Um país cuja dívida pública pesa 50% do PIB, o que significa que em cada dois euros que o país produz um é para entregar ao Estado e que tem uma carga fiscal tão penosa como é o nosso caso, não deve certamente as suas dificuldades ao neo-liberalismo, como está na moda dizer e José Sócrates não se cansa de comiciar sempre que pode. Deve-se, sim, ao socialismo, ao despesismo, ao estatismo e ao laxismo na utilização dos recursos públicos.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

 



publicado por Jorge Ferreira às 00:12 | link do post | comentar

Sábado, 17.01.09

Diz este ministro, especialmente conhecido por acertar e nunca rectificar que o TGV não terá impacto nem no défice nem na dívida. É o milagre não das rosas, que já vimos que abandonaram os milagres à Rainha D. Leonor, mas das borlas. Estes socialistas têm cá uma lata...



publicado por Jorge Ferreira às 14:52 | link do post | comentar

Portugal vai ter um novo Orçamento. Sim, isto não é nem uma rectificação, nem um suplemento, como tem sido qualificado pela semântica da crise. É um novo Orçamento, que envergonha o Governo que propôs, o Parlamento que aprovou e o Presidente que promulgou o primeiro Orçamento, que todos, todos, sabiam ser uma mentira, uma falsidade e uma mistificação. E depois queixam-se da (falta de) credibilidade das instituições. Outra trapalhada do Governo Sócrates que, se tivesse acontecido a outros era razão para crise nacional, demissão do Governo e antecipação de eleições.



publicado por Jorge Ferreira às 00:09 | link do post | comentar

Sexta-feira, 09.01.09

José Sócrates deu uma entrevista esta semana. E com a mesma lata, com a mesma firmeza e com o mesmo grau de convicção falou da recessão que apenas há 56 dias negava, com igual lata, igual firmeza e igual convicção. Isto para já não falar na crise que o seu ministro da Economia comunicou há vários meses que tinha terminado.

 

Desculpem lá mas pessoas assim não dão confiança nem tranquilidade a ninguém. E, sobretudo, não dão credibilidade a um Estado já de si muito mal visto por aí por muitas razões, algumas delas seculares. O Primeiro-Ministro tem tentado desculpar as trapalhadas em que o seu Governo tem andado metido com o chavão de que esta é uma crise que acontece uma vez na vida. Evidentemente que o que José Sócrates diz, no rating das coisas que são para levar a sério está muito mal cotado. Mas eu gostava que José Sócrates fosse o Primeiro-Ministro que acontece uma vez na vida, tal qual o próprio costuma dizer sobre a crise.

 

Temo, porém, que José Sócrates me vá acontecer na vida uma segunda vez. A oposição democrática, o que naturalmente exclui a oposição à esquerda do PS, pelo menos até Manuel alegre fazer o tal partido, se o chegar a fazer, parece competir com o PS na asneirada política. Manuela Ferreira Leite desapareceu outra vez, depois de ter proclamado que depois do período de festas não haveria férias nem fins de semana e que havia que dar combate ao Governo todos os dias. No CDS discute-se quantas dezenas saíram do partido no distrito de Bragança.

 

Esta semana fica marcada por outro episódio lamentável. Poucos dias depois de Cavaco Silva ter promulgado o Orçamento, o ministro das Finanças anuncia a apresentação de um orçamento suplementar. Curiosa semântica esta. Para o Governo teimoso não há nada a rectificar e portanto não haverá orçamento rectificativo. Há sim uma nova situação que “ninguém no mundo inteiro” foi capaz de prever, segundo José Sócrates, e por isso o Governo elabora um apêndice, uma separata, um encarte orçamental. Apetece, caros leitores, por vezes, recorrer ao português vernáculo quando a paciência se esgota. Resistamos…

 

Está, pois, provada a incompetência do Governo, que ainda o primeiro caderno do Orçamento estava em discussão na Assembleia da República já anunciava rectificações, no pacote de medidas contra a crise, às mentiras que lá tinha escrito.

 

O Presidente também não fica lá muito bem na fotografia pela segunda vez a seguir ao melodrama politicamente mal conduzido do Estatuto dos Açores. Promulgou uma lei do orçamento que sabia muito bem que não correspondia à verdade. Os jornais disseram que só o fez depois de pedir esclarecimentos ao Governo, que supostamente os deu. Ora, das duas, uma: ou as explicações também não são boas e o Orçamento não devia ter sido promulgado, ou, se o foram, o Governo enganou o Presidente. Nenhuma das hipóteses prova a existência de boa moeda nas instituições da República. Ou em Belém, ou em S. Bento.

(publicado na edição de hoje do Semanário)

 



publicado por Jorge Ferreira às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 24.12.08

A Portaria 1488/2008 entrou em vigor ontem. Este desinspirado diploma assinado por Fernando Teixeira dos Santos em 15 de Dezembro foi publicado em 22 de Dezembro no Diário da República. E do que trata a Portaria. Muito simples: “O presente diploma regula a concessão, pelos Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP), de apoio socioeconómico aos seus beneficiários em situações socialmente gravosas e urgentes. O apoio destina -se à prevenção, redução ou resolução de problemas decorrentes da condição laboral, pessoal ou familiar dos beneficiários, que não sejam atendíveis através dos regimes gerais de protecção social, visando assegurar a sua dignidade e os seus direitos de cidadania.”

 

Assim mesmo. Expressivo. Delimitador. Rigoroso. Seco. Certeiro. Objectivo. Jamais o legislador terá alcançado tanta clareza e objectividade na redacção legislativa. Este diploma não sofrerá certamente catadupas de rectificações, como outros diplomas secundários costumam ser, vitimados pelas qualidades inversas das deste diploma na respectiva redacção. Que diabo, o que é um Código Penal ou de Processo Penal ao pé de diploma de tão grande alcance como esta Portaria?

 

O Estado, anos depois da sua letargia decidiu acordar. Vai daí atribuiu aos seus funcionários directos ou indirectos uma coisa que o romance constitucional português ficcionou para todos. Todos quem? Todos os cidadãos. Sabemos que o português, costuma dizer-se em sede de brejeirice e linguagem de assédio sexual codificada, é muito traiçoeiro. Mas quando se lê uma lei, descansa-se quanto às segundas intenções. O legislador é cego, faz leis para todos, com normas gerais e abstractas que se aplicarão sempre que o facto previsto na norma ocorrer. Ensina-se no bê à bá de Introdução ao Direito.

 

Ora, o que nos, no seu romance best-seller, o sábio legislador? Muito simplesmente, isto: ”Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.” A obra chama-se Constituição e é um ex-libris do progressismo social e político para todos os autores de esquerda.

 

Pura ilusão. Ninguém respeita o romance. A mesma dignidade? Não. Em Portugal, há uns cidadãos com mais dignidade que outros, como a Portaria escreve e acima se cita. Os portugueses que trabalham directa ou indirectamente para o Estado e que tenham a desdita civilizacional de terem problemas de natureza laboral, pessoal ou familiar, embora a lei não especifique objectivamente as circunstâncias e deixe na mão do Governo a decisão arbitrária de conceder ou não o subsídio, têm um apoio do Estado em dinheiro. Os que não trabalham para o Estado são abandonados à sua sorte laboral, pessoal ou familiar, na feliz abrangência da redacção do ministro portariador.

 

Resta-lhes a promissora carreira de sem-abrigo. Vistas as coisas como elas são, a bem dizer, não têm de se queixar. Com sorte aparecem na televisão no Natal, quando não há notícias e um sem abrigo cai sempre bem no alinhamento de qualquer telejornal. Também parece que há bacalhau cozido na véspera de Natal não sei onde para os que aparecerem.

 

Nada de queixas, pois. E com uma vantagem: com esses não é necessário gastar portarias, papel, logo árvores, uma vez que não é necessário publicação no jornal oficial. A todos, trabalhem ou não para o Estado, de forma directa ou indirecta, desejo eu um Feliz Natal. Manias antigas minhas.

(publicado na edição de hoje do Semanário)



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Quarta-feira, 17.12.08

O plano anticrise do Governo vai ter um efeito de 0,7 % no crescimento da economia portuguesa em 2009, disse hoje o ministro das Finanças no Parlamento. A somar aos 0,6% já previstos no orçamento? Sem os 0,6% já previstos no orçamento? Qual orçamento? O orçamento rectificado pelo plano anti-crise ou o orçamento virtual já aprovado mas sem redacção final? Mas 0,1%? Quanto é? Nobody knows. PS is a mistery.
 



publicado por Jorge Ferreira às 16:51 | link do post | comentar

Segunda-feira, 15.12.08

Além de elegante, temos um Primeiro-Ministro milagreiro. Desde o Verão que assistimos a um espectáculo verdadeiramente enternecedor. Todos os meses o Governo toma medidas que negou no mês anterior. Contradição? Não. Os milagreiros são assim. Fazem-se notados. Agora, prepara-se outro milagre: obrigar os bancos a emprestar o dinheiro avalizado pelo Estado às empresas. O Governo dos milagres é assim: julga que pode obrigar a economia. Já quando desceu o IVA dos ginásios (chegar a Primeiro-Ministro elegante sempre exige um choquezito fiscal...) o Governo queria obrigar os ginásios a baixar os preços. Que doce ilusão este Governo nos fornece em quadra natalícia. Ele não só faz milagres como obriga toda a gente. E assim se muda o mundo e a vida da gente.

(Foto)



publicado por Jorge Ferreira às 11:59 | link do post | comentar

Sábado, 13.12.08

Ainda o Orçamento do Estado não está promulgado, publicado e em vigor, e já o Governo faz de conta que não há Orçamento. Este programa extraordinário anunciado hoje pelo Governo para combater a crise já podia e devia ter sido incorporado no Orçamento para 2009. Não o foi por teimosia e incompetência do Governo, assessorado pelo pior ministro das Finanças de 19 dos 27 Estados membros escrutinados pelo Finantial Times. Cada vez se coloca mais a questão: o que fará o Presidente da República? Promulgará um documento mentiroso, já completamente ultrapassado pela realidade? Ainda para mais, cheira-me que neste plano existem medidas e dinheiros já anteriormente anunciados. Ou não? E não chega de gozar com o pagode? No mínimo, em nome da seriedade política e do rigor orçamental, exige-se um orçamento rectificativo, o que seria sem dúvida mais uma trapalhada a juntar a tantas mais que têm caracterizado o Governo de José Sócrates. Um orçamento rectificativo de um Orçamento que formalmente nem chegou a estar em vigor, a bem dizer nem sequer redacção final da Comissão Parlamentar consegue ter por faltas de deputados...



publicado por Jorge Ferreira às 15:58 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sexta-feira, 21.11.08

A política económica e financeira do Governo não faz piruetas. Nas priruetas, se forem bem feitas, dão-se uns passeios em aceleradas circunferencias, mas acaba por se cair no mesmo sítio. Digamos que se trata de uma vertigem passageira. A política económica e financeira do Governo anda é aos pinotes. O pior ministro das Finanças de 19 dos 27 países da União Europeia acaba de arrasar as declarações de José Sócrates dos últimos meses sobre a jóia da coroa do Governo PS, isto é, sobre o défice. Será José Sócrates um dos votantes secretos do painel do Finantial Times?...



publicado por Jorge Ferreira às 18:19 | link do post | comentar

Quarta-feira, 19.11.08

O Finantial Times decretou que Teixeira dos Santos é o pior ministro das Finanças da União Europeia. Trata-se de uma manipulação indecente da alta finança internacional contra o melhor ministro do Governo do PS. Primeiro, porque o pasquim não avaliou os ministros dos 27 países, mas só de dezanove. Não pode por isso publicar que Teixeira dos Santos é o pior da União, mas apenas que é o pior de 19 dos 27. Depois dizem que se basearam nas estatísticas do país de origem. Ora, os grandes da Europa têm, como se sabe a mania imperialista de falsificar a história para ficarem bem na fotografia, pelo que há que dar o devido desconto, o que o pasquim não fez. Por último, o pasquim não identifica os economistas e os comentadores portugueses consultados. O Governo tem sérias razões para desconfiar que entre os tais se encontram Campos e Cunha, que como se sabe se encontra mancomunado com José Manuel Fernandes para deitar abaixo o ministro das Finanças. José Sócrates está, assim, em condições de afirmar que a classificação se trata de uma manipulação indecente, adiantando que vai propôr a Sarkozy´que na próxima reunião do Conselho Europeu seja aprovada uma recomendação a todos os jornais dos 19, perdão, dos 27, que antes de publicarem estas classificações as sujeitem ao visto prévio da portuguesa ERC, já com convincente know-how adquirido em ocultar declarações inconvenientes de vencidos nas votações, para assegurar a veracidade e o rigor das informações publicadas sobre os Estados-membros.

 

POST-SCRIPTUM: este texto é uma ironia, atenção, atenção, este texto, repito, é uma ironia.



publicado por Jorge Ferreira às 18:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 14.11.08

Finalmente o ministro Teixeira dos Santos admite que é difícil fazer previsões. Até há bem pouco tempo, ele defendia com unhas e dentes todas as previsões que o Governo ia fazendo, até às que constam do Orçamento de Estado para 2009. Ora então, seja bem vindo à realidade, Sr. ministro! Não vale a pena continuar a atirar areia para os olhos dos portugueses com um oásisinho que só existiu mesmo na cabecinha governamental.



publicado por Jorge Ferreira às 18:40 | link do post | comentar

Domingo, 26.10.08

As Finanças abriram a caça ao blogue. Concretamente a O Jumento, cuja autoria sei que é uma das obsessões do Ministério das Finanças há muito tempo. Para isso vale tudo para o Governo das liberdades democráticas e do Estado de Direito. O PS não olha a meios nem a leis para atingir os seus fins. Teixeira dos Santos não terá mais que fazer? O Governo não terá mais que fazer? Em vez de gastarem rios de dinheiro dos contribuintes nesta investigação os governantes do PS deviam era explicar ao país como é possível alterar a lei do orçamento sem o ministro ou o Primeiro-Ministro saberem. Esta pouca vergonha a que se chegou parece, todavia, não chocar ninguém. O blogue é que é importante. Da claustrofobia democrática, em tempos descrita por Paulo Rangel, o PS evoluiu agora para um estado de esquizofrenia democrática.



publicado por Jorge Ferreira às 21:09 | link do post | comentar

Domingo, 12.10.08

Teixeira dos Santos anunciou hoje uma medida para aumentar o acesso à liquidez do sistema financeiro que, realçou, “tem-se revelado sólido e continua a demonstrar resistência à situação internacional”. O Governo português vai disponibilizar “até 20 mil milhões de euros” em garantias, “abertas a todas as instituições de crédito sediadas em Portugal”. Se o Governo não fizesse isto, o que aconteceria? Será que a robustez não é assim tanta como o Governo tem feito crer? Entretanto, aguardo com muito interesse a presença dos banqueiros, uns mais que outros, no Prós & Contras de amanhã.
 



publicado por Jorge Ferreira às 14:18 | link do post | comentar

Segunda-feira, 06.10.08

O que será que vai acontecer que justifique esta declaração do Estado? Para o Governo o sistema financeiro está a resistir bem à crise, a economia portuguesa está a resistir bem à crise, tudo está a resistir bem à crise, as obras públicas até vão continuar todas como se nada se estivesse a passar, numa versão socratiana do célebre oásis cavaquista. Então o que justifica esta estranha declaração?



publicado por Jorge Ferreira às 17:21 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quinta-feira, 02.10.08

Pois sim, as instituições financeiras demonstram robustez para resistir à crise. Mas à cautela o Estado enfiou 390 milhões de euros na Caixa Geral de Depósitos.



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Segunda-feira, 15.09.08

Teixeira dos Santos, manifestou-se surpreendido com a duração da instabilidade que tem afectado os mercados financeiros, hoje agravada com o anúncio da falência do Lehman Brothers, o quarto maior banco norte-americano, reconhecendo o impacto negativo que esta crise tem nos agentes económicos. Este Governo, ao mesmo tempo é curtido. Surpreende-se sempre mesmo com aquilo que não surpreende ninguém. Sempre apanhados nas curvas.
 



publicado por Jorge Ferreira às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 03.07.08

Teixeira dos Santos preocupado com subida da taxa de juro para o "dia-a-dia de muitos portugueses". Talvez se o Governo não tivesse persistido tanto tempo na propaganda tivesse podido tomar medidas a tempo e horas para atenuar estes problemas. Mas não. Ainda há pouco tempo o Governo dizia que vivíamos numa espécie de oásis. Agora, pagamos todos.



publicado por Jorge Ferreira às 20:02 | link do post | comentar

Quarta-feira, 02.07.08

Para Teixeira dos Santos o relatório da IGF que aponta 43 milhões de euros de gastos irregulares com pessoal em vários ministérios nada tem de extraordinário. Estou de acordo com o ministro. Isto tem tudo de ordinário. Porque é verdadeiramente ordinário ver o Estado sistematicamente a violar a lei e a fazer o contrário do que exige aos cidadãos. Muito ordinário, mesmo.



publicado por Jorge Ferreira às 14:47 | link do post | comentar

Terça-feira, 01.07.08

O ministro das Finanças anunciou para o cancelamento da dívida bilateral de São Tomé e Príncipe, admitindo alargar o gesto a outros países lusófonos no quadro de iniciativas internacionais envolvendo os «países altamente endividados». Ora não há nada melhor para aliviar a depressão do que ter gestos de rico. Sempre se faz de conta. Portugal, um país onde como se sabe não há necessidades, faz de "mãos largas" e perdoa dívidas. Grande Governo este, sim senhor.



publicado por Jorge Ferreira às 18:27 | link do post | comentar

Quarta-feira, 16.04.08

O ministro das Finanças afirmou hoje que Portugal continuará a criar empregos em termos líquidos ao longo do ano, apesar da elevada incerteza e da deterioração da conjuntura internacional. Eu julgo que todos prefeririam que se criassem empregos sólidos.



publicado por Jorge Ferreira às 20:51 | link do post | comentar

Quarta-feira, 09.04.08
Eu já desesperava. Não gosto de estar sempre em desacordo. Por isso, hoje fiquei feliz: finalmente concordo com o Governo. Teixeira dos Santos, considerou hoje as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) de "demasiado pessimistas". Absolutamente de acordo. Também penso que ao FMI teria bastado ser pessimista para ser verdadeiro. Não era necessário ser demasiado pessimista. O problema é que à boleia desta concordância é Teixeira dos Santos que entra em discordância com o seu próprio Governo, que pela voz autorizadíssima do seu Primeiro-Ministro, tem declarado um optimismo ainda que moderado.


publicado por Jorge Ferreira às 23:02 | link do post | comentar

Terça-feira, 01.04.08
"Com um défice de 2,7%, 2,6% ou 2,5% não há margem para o Governo actuar, ao nível dos impostos", Fernando Teixeira dos Santos, há um ano, na Comissão Parlamentar de Finanças.

(Via O Insubmisso)


publicado por Jorge Ferreira às 14:04 | link do post | comentar

Sexta-feira, 28.12.07
"No seu esforço para simplificar a burocracia o ministro das Finanças acabou de adoptar a "demissão no dia", o gestor é presidente da administração do maior banco público e no dia seguinte é candidato à presidência da administração do principal concorrente privado. Parta tal bastou uma visita de cortesia a Teixeira dos Santos. Isto é algo que só sucede no mundo do futebol onde o treinador de uma equipa pode ser treinador e ir disputar o campeonato num clube rival. Bem isto só é possível em campeonatos com poucas regras como é o campeonato português onde vale tudo, se fosse noutro campeonato o Teixeira dos Santos certificar-se-ia de que o treinador não estaria a dar o golpe do baú."
O Jumento.


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PARTIDOS DOS ALUNOS

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PARTIDOS DE AVEIRO

A ilusão da visão
Academia de aveiro
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PARTIDOS DE OEIRAS

À rédea solta
Escrever sobre porto salvo
Eu sou o poli­ticopata
Oeiras local
Rememorar oeiras

PARTIDOS DE TOMAR

Alcatruzes da roda
Algures aqui
À descoberta de tomar
Charneca da peralva
Nabantia
Olalhas
Os cavaleiros guardiões de sta. maria do olival
Sondagem tomar
Tomar
Thomar vrbe
Tomar, a cidade
Tomar a dianteira
Vamos por aqui

PARTIDOS DE VILA VIÇOSA

A interpretação do tempo
Infocalipo
O restaurador da independencia
Tasca real

PARTIDOS POÉTICOS

Arrimar
Corte na aldeia
Forja de palavras
Linha de cabotagem (III)
Nimbypolis
O melhor amigo
Ofí­cio diário
Orgasmos dos sentidos

PARTIDOS DAS ÁGUIAS

A águia
A ilíada benfiquista
A mística benfiquista
Amo-te, benfica
Anti-anti-benfica
Benfiquistas desde pequeninos
Calcio rosso
Chama imensa
Diário de um adepto benfiquista
E isso me envaidece
E pluribus unum
Encarnados
Encarnado oriental
Encarnado e branco
Eterno benfica
Football dependent
Gloriosa fúria vermelha
Glorioso jornal
Gordo vai à baliza
Javardos benfiquistas
loucos pelo slb
Mágico slb
Mar vermelho
Memória gloriosa
Não se mencione o excremento
Novo benfica
O antitripa
O inferno da luz
O grémio benfiquista
Os nossos queridos jornalistas desportivos
País de corruptos
Quero a verdade
Ser benfiquista
Slbenfica - forever champions
Slblog
Tertúlia benfiquista
Um zero (1-0) basta
Vermelhovzky
Vedeta da bola
Vedeta ou marreta?
Velho estilo ultras
Vermelho à moda do porto

PARTIDOS DA BOLA

Cromo dos cromos

PARTIDOS DO DIREITO

Ab surdus
Assembleia de comarca
Blog de informação
Blog do dip
Cartilha jurídica
Cum grano salis
Direito na sociedade da informação
Dizpositivo
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