Sábado, 17.10.09

As crónicas dos últimos dias eleitorais de 6 do 10 em diante e até ontem, de José Adelino Maltez, no Tempo que não há meio de passar e descontados alguns jogos de linguagem que, de desnecessários, apenas complicam um bocadinho a crueza por si só certeira de tantas palavras.



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Quinta-feira, 24.09.09

campanha eleitoral do PS para o Parlamento Europeu tinha um orçamento de 1,5 milhões de euros, mas afinal custou 2,764 milhões - uma derrapagem de 1,2 milhões, ou seja, cerca de 80% a mais do que o PS tinha previsto no orçamento que entregou à Entidade das Contas antes da campanha. A propaganda do PS acabou por ser a mais cara das europeias. Já no Governo e nas obras públicas o PS faz o mesmo. Gasta mais do que diz que vai gastar e sai muito caro aos contribuintes.



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Segunda-feira, 15.06.09

Depois das eleições de Domingo todos voltámos a ouvir os lugares comuns do costume sobre a abstenção, sobre a necessidade de votar e o Presidente da República aproveitou até o 10 de Junho, data em que se comemora Portugal, em que se comemora Camões e em que se comemoram as Comunidades para fazer mais um apelo à participação dos portugueses nas eleições. Mas de uma maneira geral parece que ninguém está interessado em analisar as causas da doença, limitando-se a proferir frases mais ou menos imaginativas sobre os sintomas.

 

Ninguém pára para pensar na falta de legitimidade e de representatividade das instituições europeias, que hoje resultam de complicados cozinhados políticos propositadamente feitos em linguagem esotérica para ninguém perceber. Ninguém parece interessado, e falo dos protagonistas políticos que exercem funções de representação nos órgãos de soberania cá dentro e nas instituições europeias em Bruxelas em arrepiar caminho e ouvir o povo. Ouvir o povo, precisamente uma coisa de somenos para esta Europa cada vez menos próxima dos cidadãos, cada vez mais imperceptível pelo comum dos mortais.

 

Limito-me, assim, a deixar falar por mim quem certamente fala melhor do que eu. O discurso de António Barreto (parecia até adivinhar o discurso que vinha a seguir e a repetição das tais frases feitas sobre a abstenção…) no 10 de Junho devia ser o programa da República para sair da crise. Duvido que alguém se atreva.

 

“Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir.

 

Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos.

 

Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis.”

 

A isto chama-se, em bom português, tocar na ferida.

(publicado na edição de 12 de Junho de 2009 do Diário de Aveiro).



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Quarta-feira, 10.06.09

Daqui a cinco anos voltaremos a ouvir falar dos deputados europeus e da monstruosa abstenção, com a qual ninguém parece interessado em aprender. Mais de seis milhões de eleitores não se deram ao trabalho de escolher qualquer partido. Não foram para a praia porque não havia Sol. Não foram de férias, porque não têm dinheiro. Apenas viraram as costas à eleição. Lições? Nenhuma. “The show must go on”.

 

Relativamente ao terço de eleitores que votou, julgo serem de retirar duas conclusões principais.

 

A primeira é de natureza partidária e de índole psicológica. A vitória do PSD estilhaçou duas verdades oficiais de comentadores e comunicação social em geral: uma, a de que Sócrates é invencível em eleições, a outra é de que Manuela Ferreira leite não é capaz de ganhar uma eleição. Até agora, parecia que Sócrates era a reencarnação do “spiderman”, quando na verdade a única eleição que ganhou sem serem as legislativas de 2005, foi nenhuma: perdeu autárquicas, presidenciais e europeias. Para um super-homem não está mal. Sócrates precisa de uma barrela de humildade. Duvido…

 

Quanto ao PSD, ganhou as autárquicas, as presidenciais e estas europeias, mas não pode embandeirar em arco. O voto dos eleitores não é extrapolável de eleição em eleição e ganhar umas não quer dizer que vá ganhar as seguintes. A grande conquista do PSD foi ter demonstrado que essa possibilidade o passou a ser: uma possibilidade. Há um mês atrás ninguém seria capaz de arriscar sem pôr em causa o seu bom nome da praça que Manuela Ferreira Leite era capaz de ganhar umas eleições. É capaz. Está desfeita a ideia feita, nada inocentemente propagada.

 

A segunda tem a ver com o futuro do país. De um país sui generis na Europa, em que um partido dominado por um líder trotskista e outro de natureza estalinista tiveram juntos quase tantos votos como o PS. Nestas eleições para o Parlamento Europeu a esquerda portuguesa dividiu-se em três blocos: o trotskista, o comunista e o socialista.

 

Num país que precisa de mudanças profundas no Estado, que precisa de reestruturar a despesa pública como de pão para a boca, uma sociedade que precisa de mais liberdade na educação, na saúde, na defesa perante as intromissões do Estado na vida privada dos cidadãos, esta é uma má notícia. Nada do que o país precisa se consegue fazer à esquerda. Ora, perante estes resultados é inevitável que o PS dê uma guinada à esquerda na tentativa de retirar espaço aos dois blocos estalinista e trotskista.

 

Depois deste interlúdio de fim de semana, voltámos, enfim, à dura realidade da vida normal. Do BPN, do Freeport, do Banco de Portugal, do TGV, da crise. Até Outubro, em que, aí sim, se realiza sondagem definitiva.

(publicado na edição de hoje do Semanário)

 



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Terça-feira, 09.06.09

Há algumas ilações a tirar destas eleições, do ponto de vista de certas ideias correntes de comentadores e analistas da opinião publicada por cotejo com o real juízo da opinião pública. Primeiro, os cartazes eram horriveis. Fundo preto, necrológico. Feios. Depois, nunca mais saía o cabeça de lista. Foi o último partido a apresentar cabeça de lista. Atrasados. Cheios de problemas internos. E, todavia, ganhou as eleições. Vivam os comentadores! Vivam os analistas! O povo que vota é tramado...



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Segunda-feira, 08.06.09

Hoje respira-se melhor.



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Os votos brancos nestas eleições duplicaram relativamente ao que é habitual em todas as eleições, representando 4.63% (164. 858 votos). Se a estes somarmos os nulos, 2% (71. 127 votos), temos um assombroso novo partido, com 6,63% e 235.985 votos. Isto significa que as várias opções oferecidas pelos chamados pequenos partidos não é mobilizadora de uma parte substancial do descontentamento com os partidos do sistema.



publicado por Jorge Ferreira às 11:35 | link do post | comentar

Tem sido esquecido um dos maiores vencedores das eleições: Cavaco Silva. O "seu" PSD ganhou. A "sua" líder do PSD ganhou. E Sócrates, que lhe tem movido um afrontamento sem quartel foi o grande derrotado da noite. Belém vai ganhando, paulatinamente, espaço de manobra, de influencia e de poder.



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Hoje, os accionistas e sócios das empresas de sondagens devem estar a pensar mudar de vida ou mudar de gerentes. Ou de negócio.



publicado por Jorge Ferreira às 10:30 | link do post | comentar

Pedro Passos Coelho foi um dos grandes derrotados da noite. Depois daquela parte gaga com Paulo Rangel, Manuela Ferreira Leite fez-lhe a vontade e ganhou as eleições. A gula do poder não é boa conselheira. Está encostado até Outubro, pelo menos.



publicado por Jorge Ferreira às 10:21 | link do post | comentar

Pronto, esta já passou. Daqui a cinco anos ouviremos de novo grandes tiradas sobre a crescente abstenção nas eleições para o Parlamento Europeu. Até lá nem mais uma palavrinha, vai uma aposta?



publicado por Jorge Ferreira às 10:13 | link do post | comentar

"A ameaça da extrema-esquerda em Portugal é significativa, crescente e deve ser levada a sério. Antes que seja tarde demais."

André Azevedo Alves, n' O Insurgente.



publicado por Jorge Ferreira às 10:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Paulo Rangel fez uma grande campanha. Desde o início que delineou uma estratégia, que seguiu à risca e convenceu no estilo, na novidade, na eficácia. É o segundo vencedor da noite. Vital Moreira foi um desastre. Andou aos ziguezagues e também convenceu: no mau estilo, na patente falta de novidade, na estrondosa falta de eficácia. A campanha que fez teria sido óptima se tivesse sido o candidato do PCP. Candidatou-se pelo partido errado.



publicado por Jorge Ferreira às 09:56 | link do post | comentar

A leitura da política é uma coisa mais simples do que os cientistas gostam de fazer crer. Manuela Ferreira Leite foi a grande vencedora das eleições. Era dada como o grande falhanço do PSD há três meses. Alguns vaticinavam até que não chegaria às legislativas. Tudo lhe criticavam. As frases, o estilo, os discursos, as atitudes, as escolhas. Foi umja proeza ganhar as eleições de ontem. O reverso desta realidade é que José Sócrates registou uma derrota estrondosa. "O Menino de Ouro" do PS, no mínimo, passou a "Menino de Prata" e de uma prata baça.



publicado por Jorge Ferreira às 09:46 | link do post | comentar

Sexta-feira, 05.06.09

“Toda agente estava interessada em nós. Tudo era belo e novo, votávamos resoluções altamente simbólicas que atraíam a atenção dos media. Na verdade, não tínhamos poder nenhum. Hoje, os meus sucessores vivem a situação inversa. O PE trabalha em questões de fundo e tem poder, mas já não atrai as atenções.” Assim se lamentava Simone Weil no Journal du Dimanche, no passado fim de semana, da situação de alheamento e desinteresse que a maioria dos cidadãos nutre pelo Parlamento Europeu, ao ponto de ser crescente a taxa de abstenção nas respectivas eleições, a qual, de resto, em Portugal é superior à da média comunitária.

 

Simone Weil esqueceu-se de dizer o óbvio. Nos primeiros tempos toda a gente percebia e entendia claramente a Europa. Hoje, nenhum percebe e entende, ao ponto de Vital Moreira, esse génio académico da complexidade tratadística, nos considerar a todos excessivamente ignorantes e ineptos para votar sim ou não num referendo a um Tratado.

 

É que a União, entretanto, tornou-se perigosa. Tem muitíssimo mais poder e quanto mais poder tem mais complexa, mais distante dos cidadãos, mais incompreendida e contestada é. Tornou-se uma espécie de pintura abstracta sem significado, sem sentido, sem norte, sem objectivo e sem democracia.

 

A suspensão dos debates quinzenais de José Sócrates na Assembleia da República, uns sopapos numa manifestação da CGTP, os lares de idosos, feiras de queijo, Robin dos Bosques e o Xerife de Nothingam na agricultura, a roubalheira no BPN, as acções de Cavaco Silva na SLN, as cartas de Vítor Constâncio, tudo isto e muitos mais assuntos momentosos constituíram a agenda da campanha eleitoral que ora termina e que, para quem ainda não percebeu, visa eleger deputados portugueses para o Parlamento Europeu.

 

Havia muita coisa que interessava saber da parte de quem se propõe representar, em primeira instância, o seu país, que os elege e, quando vota, lhe dá mandato de confiança da representação política. Daí que a primeira palavra dos candidatos devesse ser sobre como tencionam, se é que tencionam, compatibilizar o interesse da União Europeia com o interesse de Portugal, como imaginam organizar no exercício do seu mandato a conciliação entre a federação europeia e o interesse nacional. Quem deve mandar mais e em que domínios? Para qual das duas comunidades, a nacional e a europeia, vai a sua lealdade política primeira? Defendem mais integração política ou defendem menos, e em que matérias, com que competências, com que custos financeiros?

 

E poderíamos continuar com as decisões instrumentais relativas ao projecto que é suposto terem. São a favor ou contra a recondução do alto funcionário Durão Barroso na Comissão Europeia e para fazer concretamente o quê? São a favor ou contra a entrada do gigante muçulmano turco na União e em caso afirmativo para quando? São a favor ou contra a criação de um exército europeu, abdicando dessa forma da protecção do chapéu de chuva militar norte-americano nas horas de aperto?

 

Havia, pois havia, mas não houve.

 

Os partidos discutiram tudo, menos aquilo sobre que serão chamados a decidir no Parlamento Europeu. Mas, caros leitores, os partidos são inteligentes e sabem o que fazem. Sabem muito bem que uma vez com o lugarzinho garantido e devidamente instalados em Bruxelas e Estrasburgo não terão direito à opinião, muito menos à decisão dessas matérias. Quem decide são os partidos multinacionais e federalistas europeus onde os supostamente portugueses partidos concorrentes ao parlamento Europeu se integram. O Partido Socialista Europeu e o Partido Popular europeu é que mandam. O PS, o PSD e o CDS são meros figurantes para engrossar o número.

 

A verdade é que a maioria dos deputados eleitos cá chegam lá e votam de acordo com os mandamentos das multinacionais partidárias europeias em que se integram. E aí, o PS no PSE e o PSD e o CDS no PPE, riscam pouco ou nada, tendo que se submeter às decisões que outros tomam por eles. É por isso que se explica que os partidos, na campanha que hoje termina, tenham fugido a sete pés de falar de assuntos europeus. Não querem passar pela vergonha de serem confrontados com o que disseram na campanha no momento em que a obediência ditar posição oposta na hora de votar no frio e distante hemiciclo de Estrasburgo.

 

É, pois, justíssimo o desprezo com que são tratados lá fora e o desinteresse com que os eleitores os premeiam nas eleições para o Parlamento Europeu cá dentro. Para combater a abstenção é preciso que sejam os partidos e os candidatos os primeiros a mudar a sua atitude servil na Europa e o seu comportamento político em Portugal. Não é seguro que tenham percebido isso, muito menos que estejam pelos ajustes.

(publicado na edição de hoje do Semanário)

(Foto)

 



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Quinta-feira, 04.06.09

O Tratado de Nice diz que o Parlamento Europeu tem 736 deputados. O Tratado de Lisboa aumenta esse número para 754. Na diferença desses 18, alguns países ganham, outros países, caso de Portugal, perdem deputados. O Tratado de Lisboa não está em vigor. Mas todos vão fazer de conta que estão. Depende do segundo referendo irlandês, em Outubro e, caso os Conservadores ganhem as próximas eleições inglesas, de um referendo em Inglaterra que David Cameron já anunciou, apesar do Parlamento britânico já ter ratificado o Tratado. Assim, os cidadãos vão eleger 18 deputados fantasmas. Chamam-lhes transitoriamente observadores. Não podem votar mas vão ter ordenado como os outros. Os espanhóis, que elegem quatro desses fantasmas já disseram que não querem esperar cinco anos pela efectividade de funções dos seus deputados fantasmas. Querem uma deliberação do Conselho para resolver. E assim vamos, à margem do Direito, de esquema em esquema, fazendo figura de parvos. Dizem que se trata de uma construção original esta balbúrdia europeia em que vivemos. Eu penso que a maioria dos cidadãos acha que é mas é uma grande trapalhada. Perceberam a abstenção, ou sabem fazer complicações abstractas mas não são capazes de perceber o óbvio?

(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)



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Quarta-feira, 03.06.09

Poderá um blogue ser considerado um orgão de comunicação social? O meu texto de hoje no Blogue do Público sobre as Eleições 2009.



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Segunda-feira, 01.06.09

O calor ameaça transformar a campanha para o Parlamento Europeu de penosa em delirante. Já não faltava Vital Moreira querer "reabilitar" Correia de Campos, qual vítima de uma depuração estalinista, vem agora Paulo Rangel prometer hoje em Mirandela, no distrito de Bragança, que como eurodeputado terá uma ligação especial à região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Então e as outras províncias portuguesas (eu gosto das províncias tal e qual aprendi na escola...)? Não merecerá cada uma delas uma ligação especial dos senhores deputados portugueses ao Parlamento Europeu?...



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"O que pensa o partido liderado por Paulo Portas sobre a recondução do presidente da Comissão Europeia, o reforço dos poderes do Parlamento Europeu, a criação de um exército único, as inovações previstas no Tratado de Lisboa ou a eventual entrada da Turquia na UE? Pensará provavelmente alguma coisa, mas terá decidido não partilhar as suas reflexões com os eleitores talvez para não correr o risco de maçar alguém. Resta um cenário alternativo: o CDS nada diz porque nada tem para dizer. Aqui para nós, é uma hipótese que não devemos pôr de parte."

 

Pedro Correia, no Delito de Opinião.



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Sexta-feira, 29.05.09

O candidato Vital Moreira prometeu que não faria campanha nas eleições para o Parlamento Europeu discutindo política interna. Invectivava até o seu rival directo a falar das questões europeias, como que insinuando que ele não percebia nada de Europa. Mas o candidato socialista, com o tempo, tem-se desvitalizado. Ontem descobriu um novo tema europeu: o caso de polícia e de política interníssima ligado ao BPN. Parece-me existir um certo desnorte na campanha socialista. Ou será que a emergência de novas notícias sobre o caso Freeport obriga o candidato socilaista a tentar prolongar o assunto BPN na agenda mediática, perdão, na agenda europeia?… Depois de Elisa Ferreira ter desvitalizado o imposto europeu, é agora a vez de Maria de Belém desvitalizar a crítica ao PSD no caso do BPN. A deputada do PS e presidente da comissão parlamentar de inquérito ao BPN, Maria de Belém Roseira, disse hoje à Lusa que “não se revê” nas declarações do candidato socialista e destacou “a participação activa” do PSD na comissão. Isto não está a correr nada bem…



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Terça-feira, 26.05.09

A greve dos professores de hoje correu mal. A adesão foi fraquíssima. Mário Nogueira cansa mais do que resolve. Talvez a programação da luta tendo em vista potenciar os resultados eleitorais do PCP nas eleições de 7 de Junho se venha a revelar perversa.



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O presidente do Partido Socialista Europeu no Parlamento Europeu, Poul Nyrup Rasmussen, sublinhou num blog que Durão Barroso não deve considerar que a permanência na presidência da Comissão “está no saco”, refere hoje a BBC. Segundo a BBC, Rasmussen admite que o Partido Popular Europeu pode continuar a ser o maior grupo no Parlamento Europeu depois das eleições, mas sublinha que estes apoiantes de Barroso não terão maioria absoluta e que uma combinação dos verdes, liberais, o novo grupo dos conservadores britânicos e o PSE pode apresentar um candidato alternativo. Olha que bela surpresa está reservada a Vital Moreira se o PPE não tiver maioria absoluta: uma coligação-salada com os conservadores britânicos!…



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Domingo, 24.05.09

José Sócrates foi começar a campanha para as eleições para o Parlamento Europeu em “espanhol”, um poliglota, a Valencia e em português a Coimbra num pequeno pavilhão semi-vazio. Paulo Rangel diz que vai interpelar José Sócrates todos os dias para compensar a falta dos debates quinzenais na… Assembleia da República portuguesa. O pessoal do CDS, com o outrora especialista de feiras à cabeça, quis começar a campanha numa feira que já tinha decorrido há dois dias. Uma campanha cada vez mais estimulante, sem dúvida…



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Sábado, 23.05.09

Obviamente Zapatero falou castelhano e não espanhol (Sócrates acha que há uma língua espanhola...) no comício socialista de Coimbra. Foi a costumada humilhação não só para Sócrates, mas bem pior que essa, para todos os portugueses. Mas os espanhóis não têm culpa. Eles fazem pela vida. A bimbalhada portuguesa que mal passa a fronteira põe o sotaque na boca é que não aprende nada. Quanto ao comício foi um fracasso. Manuela Ferreira Leite percebeu que não era capaz de mobilizar e decidiu não os fazer. Sócrates não percebeu ainda o que lhe está a acontecer.



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Sexta-feira, 22.05.09

 

 

 

 

 

Tirem-me dali...

 (Foto)



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Domingo, 17.05.09

O PSD começa amanhã a colar os cartazes de Paulo Rangel. Não pude deixar de me surpreender com o slogan do cartaz. Desde pequenino que me têm dito que os fundos europeus serviam para, finalmente, resolver a nossa crise. Agora a proposta é resolver a crise com os fundos europeus. Somos sem dúvida, um país de progresso… Combater a crise, caro Paulo Rangel, tem de começar em nós próprios, no aumento da produtividade das empresas, da qualidade do ensino, do rigor nas contas públicas, na diminuição da despesa do Estado e do desperdício público de dinheiro. Esta coisa de estarmos sempre à espera que os outros façam por nós o que a nossa indigência não nos deixa fazer por nós próprios, acabou com a perda de África! Esperava mais e melhor do primeiro cartaz.

 



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Quinta-feira, 14.05.09

Vital Moreira, segundo as suas próprias palavras, em recente entrevista ao "i", iniciou a sua dissidencia com o PCP em 1982, concretizou essa dissidencia em 1987, com o grupo dos seis e saiu formalmente em 1990. Oito longos anos para tomar uma decisão. Já relativamente à estratégia para as eleições europeias o candidato ora socialista prometeu que só ia falar de assuntos europeus, criticando asperamente Paulo Rangel por este só falar de política nacional numas eleições para o Parlamento Europeu. Mas Vital Moreira aprendeu a decidir mais rápido desde que saiu do PCP. Em apenas algumas semanas conseguiu deixar de falar em assuntos europeus e só aparece a falar de assuntos internos, como a alegada necessidade de uma nova maioria absoluta de José Sócrates noutras eleições e agora o caso Lopes da Mota-Freeport. Faz bem sair do PCP. Aprende-se a viver mais rápido. E a política nacional sempre é, afinal de contas, mais emocionante do que o tédio que o espera em Estrasburgo e Bruxelas, não é assim?



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Quarta-feira, 13.05.09

Nasceu o Papa Myzena, um blogue não oficial de apoio à candidatura de Paulo Rangel. A coisa promete, mais pelo lado da oposição a José Sócrates do que pelo lado das políticas europeias. É o Destaque do Tomar partido para esta semana. Estão de parabéns os promotores designadamente o meu blogoincansável amigo João Gonçalves.



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Terça-feira, 12.05.09

Tema: “O Parlamento Europeu e a Cidadania” , no dia 13 de Maio, quarta-feira, às 18.30 horas, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Torre B, Aud. 2 (3º piso). Os oradores são Manuel Monteiro – Fundador do Partido Nova Democracia, Paulo Sande – Director do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, André Freire – Cientista Político/Professor no ISCTE e Maurits Van der Hoofd – Militante do partido holandês D66 (ELDR/ ALDE).



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Quarta-feira, 06.05.09

O PSD apresentou hoje o seu contrato com os eleitores para as eleições de 7 de Junho. Por junto, é assim: apoiar Durão Barroso, manter o português como língua comunitária,  “garantir o emprego e criar riqueza”, “mais segurança, justiça e liberdade”, “reforçar a coesão económica e social”, “colocar os jovens na frente da construção europeia”, “dar prioridade ao ambiente e à energia” e “assumir uma estratégia marítima europeia”. Ou seja, uma questão fulanizada, Barroso, a manutenção de um dado, a língua e um conjunto de generalidades que mais parece uma redacção da 4ª classe. Numa palavra: uma pobreza. Rangel, apesar de federalista, merecia melhor. Quem se atreve a concretizar?



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É uma pena Paulo Rangel ser federalista. Não fora esse pequeno-grande senão e...



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Segunda-feira, 04.05.09

Está encontrado o “happening” das eleições para o Parlamento Europeu. A escaramuça do 1º de Maio merece uma palavrinha. É certo que não aconteceu nada que não suceda recorrentemente em inúmeros jogos de futebol ao fim de semana por esse país fora, perante a indiferença da opinião publicada.  Mas manda a boa educação e a convicção democrática que se diga que Vital Moreira não deve ser vítima das “brigadas Brejnev” da mesma forma que outros foram no passado, quando ele era dirigente de primeira linha do PCP. Eu, por acaso, estive sitiado, no então Liceu Gil Vicente, nos idos de 1975, por essas simpáticas e amáveis brigadas, numa altura em que o ora democrata Vital Moreira certamente aprovaria essa actuação revolucionária. Mas isso não é motivo para deixar de considerar que a Constituição prevê o direito de livre circulação e fixação em qualquer ponto do território nacional. Estou, assim, solidário com o candidato socialista. Quanto ao mais e quanto, sobretudo, às reacções do PCP, resta acrescentar que não me espantam. O PCP não é um partido democrático, é um partido que foi obrigado a viver em democracia, o que faz toda a diferença e convém nunca esquecer. Adelante



publicado por Jorge Ferreira às 10:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sondagem da Universidade Católica para o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Antena Um e RTP:

 

PS — 39%
PSD — 36%
BE — 12%
CDU [PCP+PEV] — 7%
CDS-PP — 2%
Outros — 2%

 

Já sabemos que sondagem mesmo serão as próprias eleições de 7 de Junho, que terão uma mega amostra de cerca de 25% do eleitorado, se as previsões negras sobre a abstenção se confirmarem. Esta sondagem da Universidade Católica sobre os resultados da sondagem de 7 de Junho, mostra uma recuperação do PSD, que assim parece finalmente capitalizar voto de protesto, um bom resultado do Bloco de Esquerda, uma mau resultado do PCP e o péssimo resultado do CDS. Quanto a este último, já se sabe: com 3 ou 4% no dia da contagem, Portas dirá que teve mais uma vitória porque teve o dobro que lhe davam as sondagens, apesar de, também como de costume perder votos em relação à última eleição.



publicado por Jorge Ferreira às 09:54 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 30.04.09

Vital Moreira regressa às suas origens. É bonito e não, não, não, não tem nada de oportunismo político.



publicado por Jorge Ferreira às 20:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Este ano os portugueses vão ser chamados a votar por três vezes. A primeira, para elegerem os deputados portugueses ao Parlamento Europeu, a que Portugal tem direito nos termos dos tratados europeus. A segunda, para elegerem os membros das câmaras municipais, metade dos membros das assembleias municipais e os membros das assembleias de freguesia onde não existem plenários de cidadãos eleitores. A terceira, para elegerem 230 deputados à Assembleia da República. Por junto, para elegerem milhares e milhares de cidadãos para o exercício de funções de representação aos mais diversos níveis institucionais e políticos.

 

É, sem dúvida, uma boa ocasião para uma reflexão sobre a utilidade, a função, a realidade e a ficção desses actos nobres da democracia política portuguesa. Será que elegemos mesmo quem pensamos que elegemos quando votamos? Será que elegemos pessoas para funções com utilidade prática? Será que não elegemos gente a mais para o que se trata de fazer durante os respectivos mandatos? Será que não existem eleições escondidas por detrás das eleições formais previstas na Constituição e nas leis? Será que estas eleições devem continuar a fazer-se tal e qual se fazem?

 

1. O biombo europeu.

 

As eleições para o Parlamento europeu, tal qual são actualmente realizadas inserem-se num determinado projecto político de “Euro-Estado” que considero esgotado e inadequado face aos problemas actuais dos Estados, e das sociedades. É corrente ouvirmos os políticos das corridas eleitorais fazer o discurso para consumo interno que para acabar com o mau estar nacional bastaria fazer a célebre reforma da administração pública, corrigindo a celulite do Estado.

 

Infelizmente, não têm razão: hoje, isso já não é suficiente. O processo aceleradíssimo de substituição do Estado pelo “Euro-Estado” determinou, entre outras consequências, que a maioria dos factores de poder jurídico-político já não se encontra na disponibilidade dos eleitores portugueses.

 

Este “Euro-Estado” em formação incorpora em doses elevadas à potência muitos dos piores defeitos que os “Terreiros do Paço” nacionais já revelaram. O modelo que os eurocratas querem à viva força consagrar vive de uma máquina administrativa pesada e centralizadora, um super-Estado planificador, ordenador, intrometido, em que a voz do indivíduo se diluíu na imensidão labiríntica dos corredores da burocracia de Bruxelas.

 

Depois da falência do Estado providencia está em fase de acabamentos a Europa providencia, com o seu funcionalismo, com o seu socialismo, com os seus défices tipicamente intervencionistas, onde cada vez se trabalha mais para entregar tributos do que para criar mais riqueza, investimento e emprego.

 

Esta situação é anterior à crise económica que vivemos, a qual só veio evidenciar ainda mais esta vulnerabilidade, acrescida de alguns outros factores conjunturais.

 

A Europa em que acredito e por que julgo que vale a pena lutar não passa pela ressurreição de soluções sociais mortas ou moribundas, subjugando ainda mais os cidadãos e as sociedades e não sendo fiel ao sonho do pluralismo fundacional do projecto europeu, que sempre entendeu, concebeu e assumiu a Europa como uma democracia de muitas democracias, como unidade de muitas diversidades e não como uma hierarquia de potências ou uma oligarquia de impérios frustrados.

 

Então o que fazer para alterar esta situação e retirar o biombo europeu da nossa frente?.

 

A Europa em que acredito baseia-se nos princípios da cooperação, da colaboração, da partilha, sem a anulação da individualidade própria de cada Estado e a sua indelegável capacidade de decisão sobre os seus interesses. O que tem por consequência que os Governos de cada Estado são os principais e máximos responsáveis pelas políticas que adoptam e pelas decisões que tomam.

 

Há, pois, que conciliar a soberania dos Estados e a representação política que os Estados fazem das Nações europeias com a eficiência europeia, sem que eficiência signifique cada vez menos Estados e cada vez mais Governo europeu.

 

Ao lermos o Tratado de Lisboa, a versão mais actual da Constituição europeia, compreendemos as razões que levam muitos dos seus autores a não desejar discuti-lo e, muito menos, referendá-lo. Têm, afinal, dificuldade em explicar aos cidadãos, as verdadeiras consequências das normas que escrevem de forma, aliás, suficientemente rebuscada para que se possa invocar o argumento da complexidade dos textos para os subtrair ao voto popular. Mas esse é o seu primeiro grande erro. Ao quererem à pressa erguer o seu edifício, falando apenas das vantagens, sem ousarem expor os riscos, as perdas, as alterações substanciais, e concretas, na vida dos Estados e no poder dos seus órgãos políticos, os autores do Tratado matam, porventura sem se dar conta, a própria ideia de Europa. E fazem-no, porque construíram um discurso oficial sobre a Europa que não tem correspondência na prática quotidiana dos grandes Estados, das instituições europeias que estes dominam e da vida dos cidadãos.

 

Primeiro, porque apresentam a Europa como o tio rico que só dá, sem nunca querer nada receber; segundo, porque falam dela como se do paraíso se tratasse, não admitindo falhas ou dúvidas sobre a sua consistência; terceiro, porque se comportam como deuses sentados no Olimpo, olhando do alto dos seus tronos para os pobres e ingratos seres, que nem sempre aceitam as suas sugestões e profecias; quarto, porque se comportam como proprietários do poder político e não como simples mandatários, transitórios, da vontade popular; quinto, porque querendo construir uma nova ilha, símbolo de uma utopia reinventada, se afastam do que é natural e real na vida dos homens, as nações dotadas de poder político próprio e independente; sexto, porque ao confundirem partilha de soberania, com transferência de soberania, enfraquecem a democracia nos Estados sem construir a democracia na Europa; sétimo, porque ao retirarem autoridade e poder aos órgãos dos Estados soberanos fomentam a revolta e a oposição europeias; oitavo, porque ao criarem mais órgãos políticos na União patrocinam o vazio político nos Estados e a desresponsabilização política dos seus governantes; nono, porque ao abrirem caminho para a existência da nacionalidade europeia (o tal “Nós Europeus” dos cartazes do PS…), provocam o ressurgimento dos nacionalismos extremados; e décimo, porque ao quererem unificar e dar tratamento igual, ao que é diferente, afastam os povos da Europa de si próprios, contribuindo para o seu isolamento e desconfiança.

 

Ora, o Parlamento Europeu é uma instituição típica do Estado europeu. Defendo que ele deve deixar de existir e voltar a ser o que já foi, uma assembleia parlamentar, com representantes escolhidos pelos Parlamentos nacionais e não escolhidos por sufrágio directo e universal. Aliás, os elevadíssimos índices de abstenção que se verificam em todos os países nas eleições europeias mostram bem o desinteresse dos cidadãos pela sorte da instituição.

 

Por detrás deste biombo eleitoral europeu está a ideia de que o super-Estado europeu é democrático porque até tem um Parlamento e este até é eleito em eleições semelhantes às que os Estados realizam para os Parlamentos nacionais. Nada mais falso, apesar de nos últimos anos o Parlamento Europeu ter visto os seus poderes paulatinamente aumentados. O Parlamento Europeu é uma instituição comunitária cujos membros são regiamente pagos e que é dominado por dois grandes partidos federalistas, o Partido Socialista Europeu e o Partido Popular Europeu, nos quais se integram o PS, o PSD e o CDS. No caso português, actualmente, mais valia o PS, o PSD e o CDS concorrerem com uma lista única ao Parlamento Europeu. Ninguém perceberia que se trata de três partidos diferentes.

 

Hoje em dia, graças a sucessivas revisões dos Tratados, o Parlamento Europeu tem alguns poderes que interferem com a soberania dos Estados, cujo exercício não obedece à lógica dos interesses nacionais de cada país, mas a lógicas de lobby de interesses e de estratégia dos grandes Estados, cujos partidos dominam por sua vez os dois partidos europeus federalistas. Esta não é uma realidade que os cidadãos tenham presente quando votam, julgando estar a eleger representantes de Portugal, quando, na verdade, estão apenas a dificultar a vida aos interesses de Portugal, sob a atraente capa da democracia representativa. É o biombo a agir.

 

No próximo dia 7 de Junho, repetir-se-á a encenação. Pelos vistos com uma esmagadora abstenção, da qual ninguém parece interessado em retirar consequências políticas.

(publicado na edição de hoje do Semanário)



publicado por Jorge Ferreira às 15:03 | link do post | comentar

Quarta-feira, 29.04.09

O dia e o mês estavam certos: 12 de Junho. O problema estava no ano. Portugal não aderiu à CEE em 1986, como se lia num cartaz do PS, mas sim um ano antes. Um erro de que o PS só se apercebeu depois de afixado um cartaz da campanha das eleições europeias e que foi já retirado pelo partido na segunda-feira. O espírito Magalhães, isto é, o espírito da gralha, possuiu o PS.

(Foto)



publicado por Jorge Ferreira às 12:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Num momento de crise económica e social profunda, em que os portugueses, cada vez mais portugueses, vivem com extrema dificuldade, cada vez mais extrema, seria muito pedagógico que o Estado e os partidos dessem o exemplo e decidissem reduzir para metade o montante de gastos previstos para a campanha eleitoral. Ousarão?… O Estado vai reservar 4,5 milhões de euros para o financiamento das campanhas eleitorais dos partidos e movimentos que concorrem às eleições para o Parlamento Europeu. O valor, correspondente a 10.000 salários mínimos nacionais (actualmente fixado nos 450 euros), será atribuído após o acto eleitoral aos partidos políticos ou movimentos que “obtenham representação” no escrutínio - nos termos da Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais em vigor, mas em revisão no Parlamento. Nas europeias de 7 de Junho, os partidos ou movimentos que preencherem os requisitos fixados na lei e que, simultaneamente, obtiverem o resultado mais expressivo são os que mais recebem: 20 por cento do total (900 mil euros) será distribuído em partes iguais pelos partidos que elejam pelo menos um eurodeputado, os restantes 80 por cento (3,6 milhões de euros) em função dos resultados eleitorais. Além da subvenção estatal, os partidos ou movimentos podem financiar as suas campanhas com donativos particulares. O limite das quantias em dinheiro, não tituladas por cheque ou transferência bancária, que os partidos ou movimentos podem receber é, no entanto, uma das alterações previstas à Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais, em discussão na Assembleia da República (AR). O projecto de lei, já aprovado na generalidade, prevê também o reforço das subvenções públicas para as presidenciais e autárquicas. Ainda sem votação final global agendada, não é ainda possível saber se o diploma se aplicará às eleições europeias ou apenas aos actos eleitorais previstos para o final do ano, autárquicas e legislativas. No seu discurso comemorativo do 35º aniversário do 25 de Abril, o Presidente da República, Cavaco Silva exortou os partidos políticos a revelarem “sobriedade nas despesas” nas próximas campanhas eleitorais - “que não se gaste o dinheiro dos contribuintes em acções de propaganda demasiado dispendiosas para o momento que atravessamos”.

A notícia está no Diário de Notícias.



publicado por Jorge Ferreira às 12:14 | link do post | comentar

Segunda-feira, 27.04.09

Palpita-me que muito nos vamos divertir com as campanhas eleitorais que aí vêm. Agora, que vemos o PS a fazer tin por tin aquilo que tem criticado ao PSD, a reboque da agenda de Ferreira Leite, no cartaz e de Paulo Rangel, no tema, aguardo, deliciado as justificações, certamente alicerçadas em robustos argumentos teóricos, do cabeça de lista do PS sobre o seu desaparecimento da estratégia e do ecran da campanha europeia do partido pelo qual se candidata…



publicado por Jorge Ferreira às 15:11 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17.04.09

O meu 'slogan' para as eleições para o Parlamento Europeu.



publicado por Jorge Ferreira às 11:17 | link do post | comentar

A mordaça reentrou no debate político pela voz de Paulo Rangel, que acusou o outrora constituinte amordaçante Vital Moreira de querer impor uma mordaça no debate eleitoral das eleições para o Parlamento Europeu. Com aquela pose de anti-fascista das origens o candidato socialista reagiu, ofendido, invocando curriculum anti-mordaça, ainda Rangel não era nascido e acusando o candidato do PSD de desrespeitar a História.

 

A isto tudo chama-se desconversar e não é certamente por acaso que os estudos internacionais apontam para uma abstenção nas eleições de Junho na ordem dos 75% em Portugal. A verdade é que as preocupações dos eleitores são bem outras do que a sorte dos políticos a caminho da prateleira dourada de Estrasburgo, onde, aliás, se decide pouca ou nenhuma coisa, tirando a sorte de um comissário politicamente incorrecto. Aliás, o próprio Vital Moreira considerava em 2004 que a eleição para o Parlamento Europeu era irrelevante. Deve ter mudado de opinião, o que no caso de Vital Moreira, é recorrente.

 

A mordaça é um tema sazonal que vai bem com a mitologia de Abril. Pode inspirar até o regresso das canções de protesto sem necessidade de as pedir emprestadas aos Xutos e Pontapés.

 

Paulo Rangel tem razão num ponto: hoje é quase impossível, a não ser para mentes abstractas e esotéricas, discutir a Europa sem discutir a política interna. Basta pensar num debate sobre a utilização dos fundos comunitários na agricultura, no desenvolvimento regional, na formação profissional e em inúmeros programas de apoio ao comércio, à indústria e por aí fora: a forma como foram utilizados e desbaratados pelos Governos do PSD e do PS. Ora lá está: é preciso cuidado com esses debates internos, porque eles podem cair em cima da cabeça do excelente cabeça de lista do PSD…

 

Já ao PS não convém nada a discussão interna. O PS está desejoso de se livrar dos fardos eleitorais e quanto mais irrelevante fôr a participação eleitoral, melhor, porque mais irrelevantes politicamente serão as conclusões a tirar dos resultados. As eleições de Junho correm o risco de se transformar numa grande sondagem paga pelo Estado, que sairá de borla à comunicação social e aos partidos, que ainda receberão um bónus financeiro por aceitarem participar na sondagem…

 

Quanto à mordaça: há mordaças para todos os gostos. O PS quer fugir do debate interno e o PSD quer fugir do debate sobre o modelo federalista da União Europeia e das suas próprias responsabilidades no estado a que isto chegou com vários milhões de fundos comunitários desperdiçados pelo meio.

 

No fundo, a verdadeira mordaça é a mordaça do politicamente correcto que molda o debate de surdos que está em curso e que promete tornar ainda mais desinteressante o sufrágio. E quanto mais irrelevante fôr o sufrágio melhor para ambos: o PS disfarça a crise de credibilidade e de decadência governativa em que está mergulhado e o PSD disfarça a crise de oposição e de afirmação em que se consome há vários anos.

(publicado na edição de hoje do Semanário) 



publicado por Jorge Ferreira às 01:43 | link do post | comentar

Terça-feira, 14.04.09

Paulo Rangel deve esclarecer se vai ser também candidato a deputado nas eleições legislativas deste ano, tentando segurar-se a dois carrinhos, como é moda dos e das socialistas ou se, pelo contrário, é candidato em exclusivo ao Parlamento Europeu.



publicado por Jorge Ferreira às 22:54 | link do post | comentar

A escolha de Paulo Rangel é um prémio mas também um sacrifício partidário. De entre os disponíveis num Grupo Parlamentar de baixa qualidade, o PSD não encontrará, a meu ver, substituto à sua altura para os debates quinzenais com Sócrates. Pior ainda é uma solução de interinato parlamentar, como ouvi na rádio que vai acontecer. A escolha significa ainda uma derrota de Rui Rio e do mendismo, seja lá o que fôr que signifique o mendismo



publicado por Jorge Ferreira às 20:13 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Domingo, 12.04.09

A propósito das próximas eleições para o Parlamento Europeu só se têm discutido as passerelles. À esquerda, discute-se Barroso ou não Barroso. Do lado direito, Mendes ou Rangel. Alguém verdadeiramente se surpreende com esta pobreza franciscana?... O que ir para lá fazer, que modelo de Europa defender, que papel para Portugal, se é que verdadeiramente o há, isso não interessa nada e vê-se depois. L' important sont les noms...



publicado por Jorge Ferreira às 22:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 10.04.09

Saudações de Direita,

Quem Faz a Moeda,

O Suprapátrida,

Sejamos Práticos,

Alvíssaras,

Ocorreu-me e

O Contratempo Europeu.

 



publicado por Jorge Ferreira às 19:42 | link do post | comentar

As próximas eleições europeias, as primeiras do ciclo de três que teremos este ano, são um contratempo para os partidos da alegada direita. CDS e PSD têm revelado enorme dificuldade em encontrar quem os represente e têm um discurso nulo sobre o que está em causa nas eleições. Esta realidade demonstra que a oposição está sem capacidade de decisão e de atracção política. O que é deveras surpreendente, dada a crise que atravessamos, o desencanto com o Governo do PS e a falta de credibilidade que José Sócrates exibe.

 

O CDS decidiu-se, enfim, esta semana e não teve alternativa se não recrutar no refugo interno um personagem que não aquece nem arrefece. A lista europeia dos neo-federalistas do CDS é uma lista de obediências internas, não de convicções políticas. Já se percebeu que Portas já não encanta ninguém que não tenha a obrigação de se deixar encantar.

 

Diz-se, por outro lado, que vai pedir a adesão formal ao partido federalista chamado Partido Popular Europeu, o que será, a confirmar-se, o selo de garantia da inutilidade europeia superveniente deste partido. O PSD, até à hora em que escrevo, nem refugo nem não refugo. Está sem candidato, sem programa e sem discurso, embora não se espere nenhuma novidade de um partido que pertence ao decadente projecto europeu vigente na União Europeia. Tem um cartaz de Manuela Ferreira Leite espalhado pelo país, um cartaz necessário para a líder do PSD, mas bastante desfasado da agenda política, a não ser que seja ela própria a candidata do PSD ao Parlamento Europeu…

 

Para quem acredita numa Europa de Estados soberanos, as eleições para o Parlamento Europeu são relativamente desinteressantes. Para os cidadãos dos países em que o voto não é obrigatório também, visto que os mesmos cidadãos dispensam a essas eleições um altivo desinteresse, optando por taxas de abstenção maciça, por muito que alguns pedagogos se esforcem por nos demonstrar a importância das decisões que o órgão toma durante os cinco anos de cada mandato, de acordo com os esotéricos Tratados europeus.

 

O Parlamento Europeu surge aos olhos dos cidadãos como uma prateleira política dourada, para onde são recambiados políticos em fim de carreira ou sem ocupação, regiamente pagos, que dão uma despesona à União, o mesmo é dizer, aos orçamentos dos Estados da União, o mesmo é dizer e sempre, ao nosso bolso. As grandes decisões da União, todos o sabem, não são tomadas ali.

 

Melhor seria, para poupar sucessivos vexames democráticos à União, que se regressasse à eleição indirecta dos deputados do Parlamento Europeu, como se fazia, aliás, no tempo em que a Europa era uma Europa de soberanias e não de federalismos.

 

Mas as eleições vão mesmo acontecer. O interesse que resta, que é o interesse das consequências internas dos resultados eleitorais, tal e qual ocorreu nas últimas eleições homólogas com uma estrondosa e histórica derrota do CDS e do PSD, vale de pouco para a mudança política de que o país precisa.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

 



publicado por Jorge Ferreira às 01:08 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 03.04.09

O PS acha que mais vale prevenir que remediar. Como a maioria absoluta está duplamente em risco, decidiu reforçar a prevenção. A maioria absoluta está duplamente em risco devido às profundas alterações dos cadernos eleitorais e à sucessão de trapalhadas e suspeições que rodeiam José Sócrates.

 

Olhando as sondagens, o PS verificou que todas apontam um improvável ministro campeão de popularidade, com a óbvia e ancestral excepção do ministro dos negócios estrangeiros que, em qualquer Governo, é sempre o ministro mais popular. Esse improvável ministro chama-se Vieira da Silva, vem da ala esquerda tão do agrado de Manuel Alegre e foi-lhe atribuída a pasta de esquerda do Trabalho e da Solidariedade Social.

 

Foi sopa no mel, como se costuma dizer. Vai daí, o PS nomeou-o responsável pela coordenação das três campanhas eleitorais deste ano, a saber: europeias, autárquicas e, sobretudo, legislativas. Desde então o ministro improvável anda num virote pelo país. Tudo quanto é creche, equipamento social, inauguração, não prescinde do descerrar de lápide pelo ministro improvável. De norte a sul, Vieira da Silva anda num corropio.

 

Hoje, é dia de campanha eleitoral em Aveiro. Está marcada para as 12 horas de hoje a inauguração do Lar e Centro de Dia de Santa Joana. Está pronto há vários meses e com todas as licenças necessárias. Mas da mesma maneira que andam a pressionar a provável Mota Engil do camarada Jorge Coelho para acabar as obras a tempo de Mário Lino ir cortar a fita para os eleitores verem, também um pouco por todo o país tudo parece esperar pela oportuna presença de qualquer governante e, desta vez, convenhamos, além de improvável, o governante é de peso: é o super-campanhas do PS. A obra, imprudentemente acabada antes de tempo, pertence à Associação Centro Social Santa Joana e apenas aguardava a marcação da inauguração oficial pela Secretaria de Estado do Trabalho e Segurança Social para entrar em pleno funcionamento. A cerimónia contará, obviamente, com a presença do ministro do Trabalho e Solidariedade Social, José Vieira da Silva.


Mas as inaugurações não chegam para saciar a gula eleitoral socialista. As primeiras pedras também não escapam!


O Centro Comunitário da Vera Cruz lança a primeira pedra do Lar para Idosos também hoje, com a inevitável e parece que, a partir de agora, obrigatória presença do ministro do Trabalho e Solidariedade Social.


Denominada “Sal e Sonhos de Uma Vida”, esta é a maior obra do Centro Comunitário, desejada há muitos anos e que vai nascer no “coração” da freguesia, com um orçamento global de um milhão e 700 mil euros. Tudo com as pedras abençoadas pelo improvável delegado do PS para a tri-campanha eleitoral que se aproxima.

 

O PS está, ninguém o duvide, em campanha eleitoral. À grande, à francesa e à custa do erário público.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

 

 



publicado por Jorge Ferreira às 00:10 | link do post | comentar

Quarta-feira, 01.04.09

 

A partir de hoje também colaboro no blogue que o Público criou para debater a enxurrada eleitoral deste ano. Quem quiser saber quem são os escribas todos é ler aqui.

" A partir de uma ideia de Carlos Santos, José Gomes André e o Nuno Gouveia que agregou por convite mais de 40 participantes, quase todos autores ou integrantes de outros Blogs, Paulo Querido e António Granado chamaram ao o Público um novo Blog, Eleições 2009, que pretende, na reunião de sensibilidades e cores políticas distribuídas geograficamente, fazer a cobertura das 3 campanhas eleitorais deste ano.

O Blog arranca com a participação de:

Alexandre Homem Cristo (sem blog), Ana Margarida Craveiro dos
31 da Armada e Delito de Opinião, Ana Matos Pires do Jugular, Ana Narciso do Vila Forte, Ana Paula Fitas dos a Nossa Candeia e Forum Palestina, André Freire do Ladrões de Bicicletas, António Granado do Ponto Media, António José Correia (sem blog), Bruno Gonçalves (sem blog), Carlos Manuel Castro dos Palavra Aberta e Câmara dos Comuns, Carlos Santos do o Valor das Ideias, Cipriano Justo (sem blog), Clara Pinto (sem blog), Daniel Rebelo (sem blog), Diogo Moreira do Loja de Ideias, Francisco Rocha Gonçalves (sem blog), Gabriel Silva do Blasfémias, Isabel Meirelles (sem blog), João Espinho do Praça da República, em Beja, João Ribeirinho Soares (sem blog), Jorge Assunção dos Delito de Opinião e Despertar da Mente, Jorge Ferreira do Tomar Partido, Jorge Vala do Vila Forte, José Guilherme Gusmão dos Ladrões de Bicicletas e Esquerda.net, José Manuel Faria do Ruptura Vizela, José Reis Santos do Loja de Ideias e Les Canards Libertaires, Luís Alberto Sousa do Vila Forte, Luís Malhó do Vila Forte, Luís Novaes Tito do a Barbearia do senhor Luís e Penduras, Manuel Meirinho (sem blog), Maria João Marques do Farmácia Central, O Cachimbo de Magritte e O Insurgente, Marta Rebelo do Babel, Natasha Nunes do Les Canards Libertaires, Nuno Ferreira da Silva (sem blog), Nuno Gouveia do O Cachimbo de Magritte e 31 da Armada, Palmira F. Silva do Jugular e De Rerum Natura, Paulo Querido do Certamente, Paulo Sousa do Vila Forte, Pedro Morgado do Avenida Central, Pedro Oliveira do Vila Forte, Pedro Pestana Bastos do O Cachimbo de Magritte,Rui Pedro Nascimento do Loja de Ideias, Rui Tavares do Rui Tavares, Tiago Azevedo Fernandes do a Baixa do Porto e TAF-Opinião, Vasco Campilho do 31 da Armada e Vasco Campilho, Virgílio Alves do Thomar Vrbe, Vitor Manuel Dias do Tempo das Cerejas.

Têm sido muitos os Blogs que já referenciaram este novo projecto pelo que, na impossibilidade de menção de cada um deixo, pela minha parte, um sincero agradecimento.

Contamos com a vossa presença e comentários sem os quais tudo isto não fará qualquer sentido.
LNT"

Este texto foi uma trabalheira do Luís Novaes Tito, que eu descaradamente reproduzo, para encurtar razões... (falso: é resultado de pura preguiça!).



publicado por Jorge Ferreira às 10:06 | link do post | comentar | ver comentários (3)

JORGE FERREIRA

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PARTIDOS POÉTICOS

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PARTIDOS DAS ÁGUIAS

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O grémio benfiquista
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