Terça-feira, 17.11.09

A taxa de desemprego em Portugal disparou, durante o terceiro trimestre deste ano, para 9,8%, o que representa o valor mais alto registado desde pelo menos 1983 (bloco central). De acordo com os dados de hoje do INE, o número de desempregados em Portugal é agora de 548 mil, o que representa 9,8% da população activa do país. No trimestre anterior a taxa de desemprego era de 9,1% e, no mesmo período do ano passado, não passava dos 7,7%. Assim, no espaço de três meses, passou a haver mais 40 mil desempregados em Portugal, sendo o acréscimo anual de cerca de 114 mil. Assim avança Portugal em pleno estado de sítio judiciário, com polvos de corrupção a mostarar as ventosas, as instituições judiciárias às turras, altos políticos do Estado sob suspeita. Um mimo de país.
 



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Sábado, 14.11.09

Portugal saiu da recessão, proclamaram hoje as trombetas mediáticas devidamente aproveitadas por José Sócrates. Desgraçadamente, no mesmo dia, entrámos em recessão judiciária, proclamaram hoje as trombetas mediáticas, devidamente aproveitadas por José Sócrates. Passámos de um governo de maioria absoluta para uma espécie de federação de ministérios, com aparente falta de coordenação política. Devem ter mudado os calendários das reuniões de segunda-feira. Sócrates demorou mais tempo a formar Governo, o que desde logo indiciou uma enorme dificuldade política em escolher os nomes indicados para os lugares da concertação, agora muito mais exigentes do que os lugares de execução. A estratégia parece ser a de forçar eleições antecipadas logo que possível. A Face Oculta veio inoportunamente revelar a existência de um polvo de corrupção, que mostra a razão pela qual Sócrates se dedicou durante quatro anos a preencher cargos vitais na administração para os momentos de aperto. Nada escapou: serviços de informações, ministérios, bancos públicos e bancos alegadamente privados. Uma simples tarde de acerto parlamentar de Manuela Ferreira Leite serviu para mostrar que cada socialista parlamentar diz a sua diferente da outra. Na semana do arranque e tirando o apagamento dos fogos urgentes, o Governo começou sem folego, sem iniciativa e sem agenda. Sócrates é certamente o mesmo. A situação política é que mudou, embora tenuemente disfarçada pelo bom resultado autárquico.



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Terça-feira, 03.11.09

Confissão à cabeça nos termos legalmente previstos no Código de Processo Penal, versão XXCDRIIII, para a respectiva validade processual: a regularidade atrai-me, mas receio uma obsessiva compulsão para não a respeitar. Por isso, de vez em quando, escolho um blogue da semana, que fica a valer para semanas a fio, visto que, ao contrário do que consegue o meu amigo Pedro Correia, sou incapaz de separar as semanas de acordo com o rigor do calendáario gregoriano em vigor, seja para livros, rios, praias, filmes, actores e o que fôr. Vai daí, hoje apeteceu-me escolher um excelente blogue chamado A Destreza das Dúvidas para tornar este ambiente ainda um bocado mais pesado. Luís Aguiar-Conraria, Cristóvão de Aguiar e Fernando Alexandre  são destros e têm dúvidas, um privilégio nos tempos das certezas sobre o neoliberalismo que se saúda. Uma tentação nos tempos que correm, sobretudo em matéria económica.

 

Acresce isto: "Por estes dias chegará às livrarias o livro A Crise Financeira Internacional, que pode também ser adquirido no sítio da Imprensa da Universidade de Coimbra. Para ficarem com uma ideia do que nele vai escrito deixo aqui a Introdução: Na origem da crise financeira está o excesso de endividamento. Nos últimos anos do século XX e nos primeiros do século XXI, países como os Estados Unidos, o Reino Unido, a Irlanda, a Islândia, a Espanha ou Portugal aumentaram de forma extraordinária os seus níveis de endividamento, acumulado essencialmente pelas famílias para a aquisição de habitação e consumo. Na Dinamarca e na Holanda, por exemplo, o endividamento ultrapassou em mais de duas vezes o rendimento gerado anualmente. Assim, para percebermos as causas da crise financeira temos de identificar os factores que estiveram por detrás do extraordinário aumento do endividamento, em particular, o papel desempenhado pelo desenvolvimento dos mercados financeiros nas últimas décadas e a forma como o Estado se posicionou em relação a estes desenvolvimentos."

 

Vá lá, deixem-se um bocado de mundanices e façam um esforço. Verão que vale a pena. Já em destaque no local próprio.



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Sexta-feira, 30.10.09

A taxa de desemprego em Portugal aumentou para 9,2% em Setembro, revelou esta sexta-feira o Eurostat. Assim avança Portugal, de TGV no desemprego até ao apeadeiro socialista de Madrid...
 



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Quarta-feira, 15.07.09

Onde se lia "Avançar Portugal" passa a ler-se "Recuar Portugal".


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Sexta-feira, 10.07.09

Se não existisse ministério da Agricultura o país estaria pior? Creio que não. Bastava um simples Director-Geral para despachar burocracia. Mais a mais com um ministério da Economia mesmo ao lado, não faz sentido manter o monstro burocrático que é o ministério da Agricultura. Acaso a agricultura não é economia? Será o quê? E ainda se ganhavam uns milhões em ordenados, gabinetes e despesas gerais de manutenção…

Não tenho dúvidas que sem ministério teríamos facilmente uma agricultura mais desenvolvida e próspera. Para o estado do problema bastaria que existisse apenas um Director-Geral encarregue do assunto. Mais a amais tendo ao lado um ministério da Economia, que só faz sentido também num país socialista, em que o Estado se toma por um agente económico igual aos outros.

Peço desculpa de desiludir os leitores, mas julgo que há questões de fundo mais importantes do que falar dos cornos que despediram Manuel Pinho do Governo. O mesmo Manuel Pinho, aliás, que foi eleito deputado por Aveiro nas listas do PS, convém lembrar…

Ainda recentemente tivemos mais um exemplo da inanidade ministerial na agricultura. Por ocasião da inauguração da II Feira do Mirtilo de Sever do Vouga, Manuel Soares, presidente da Câmara Municipal de Sever do Vouga, por sinal também socialista, lastimou “os graves atrasos do Ministério da Agricultura na aprovação de projectos agrícolas relacionados com o desenvolvimento do cultivo do mirtilo”.

José Valente, presidente da Associação Empresarial que actua nos concelhos de Albergaria-a-Velha, Estarreja, Murtosa e Sever do Vouga, pôs o dedo na ferida: “Quantos técnicos do Ministério vieram a Sever do Vouga procurar ajudar os nossos produtores de mirtilo?”, questionou, para responder logo a seguir: “Zero”. Mais uma pergunta: “Quantos técnicos vieram a Sever do Vouga auxiliar no preenchimento dos formulários para candidaturas à União Europeia?”, perguntou e também respondeu: “Zero”.

E acrescentou ainda, dando eco aos lamentos dos produtores de Sever do Vouga: “Mas depois, sem nunca saírem dos seus gabinetes para vir ao terreno ver o que se está a fazer, vieram dizer que não era assim que se fazia”. O esforço que se tem feito na implantação de uma plataforma internacional de produtores do mirtilo, da qual Sever do Vouga faz parte, “merecia outra atenção por parte do MA”.

A dinâmica económica que está gerada em Sever do Vouga com o mirtilo merece o desprezo do ministério. Era justo que o país votasse ao desprezo o ministério, extinguindo-o.
 

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
(Mirtilo)


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Sábado, 04.07.09

Concordo com o Gabriel Silva: era bom que se aproveitasse o momento para extinguir o ministério da Economia. Qualquer repartição serve para despachar subsídios. Ninguém daria pela falta. Só mesmo Governos de esquerda como os do PS, do PSD e do CDS é que acham que a economia se encafua num ministério.


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Quarta-feira, 24.06.09

Façamos um amigo feliz e não falemos das más notícias. O PIB vai aumentar este ano 3,8%. O desemprego vai baixar para 6,7%. O investimento vai bater recordes: subirá 17,4%. Claro, o défice situar-se-á abaixo dos 2,3%. Procura-se: organização internacional disposta a assinar estas excelentes notícias para o país. E pronto, não custa nada praticar uma boa acção por dia.



publicado por Jorge Ferreira às 23:17 | link do post | comentar

A economia portuguesa deverá recuar 4,5% em 2009 e em 2010 continuará em terreno negativo, segundo a OCDE. Com a economia em recessão, o desemprego deverá atingir os dois dígitos: em 2009, a taxa de desemprego deverá subir para os 9,6%, para no ano seguinte chegar aos 11,2%. As novas previsões da OCDE apontam ainda para que a economia portuguesa registe em 2010 um recuo de 0,5%. O défice orçamental português deverá atingir os 6,5% este ano e no próximo e a taxa de inflação deverá ser negativa em 2009 (-0,2%) e voltar a valores positivos (1%) em 2010. Eis o país que Sócrates lega aos vindouros. Julgo que não são precisas mais palavras.
 



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Sexta-feira, 22.05.09

O director-geral da Volkswagen-Autoeuropa, Andreas Hinrichs, anunciou hoje que se quer reunir de novo com os trabalhadores para retomar as negociações. Considerando a situação em que se encontra a indústria automóvel, penso que a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa deveria ser a primeira a ter consciencia social e pensar nas dezenas de milhar de postos de trabalho que se perderão nas empresas fornecedoras se as suas reivindicações forem de tal ordem que provoquem o fecho da empresa. Ou não?...



publicado por Jorge Ferreira às 16:55 | link do post | comentar | ver comentários (2)

O que nos vai acontecer depois da crise passar, já sabemos, muito tempo depois da crise começar a passar nos países mais desenvolvidos? Eu receio que a recuperação da crise vá ser muito mais penosa para mais portugueses do que está a ser a crise propriamente dita.

 

Bem sei que as empresas fecham, estamos no limiar do meio milhão de desempregados, a dívida pública está astronomicamente descontrolada e o défice volta a disparar. Mas esta crise tem uma contradição essencial: por estranho que possa parecer a quem com ela mais sofre, os portugueses e as famílias que conseguem conservar o emprego até têm tido um aumento de rendimento disponível, muito por causa da queda abrupta dos juros do crédito à habitação que fez diminuir substancialmente as prestações mensais dos empréstimos para a compra de casa.

 

Sem que a despesa corrente do Estado tenha diminuído, o Governo desatou a gastar mais, injectando dinheiro, muitas vezes sem resultados aparentes, em empresas que acabam por fechar, e gastando também para disfarçar a crise. E prepara-se para gastar milhões no TGV e no aeroporto, que não só não têm efeitos imediatos no combate ao desemprego, como também só se vão sentir na despesa quando estivermos a sair da crise.

 

Neste momento as receitas fiscais caiem a pique devido por causa da recessão. O Governo admite um défice de 5,9% e a Comissão europeia aponta para 6,5%. E o que faz o Governo? Não admite. Outra vez não admite e tenta esconder a cabeça na areia. Exactamente como fez com a crise. O ministro das Finanças disse que "a correcção do défice não tem que implicar, em Portugal, um aumento de impostos, uma vez que avançámos com reformas de impacto decisivo na contenção da despesa", afirma o ministro, dando como exemplos as reformas da Segurança Social, da Administração Pública, da Saúde e da Educação. Falso. Começaram mas ficaram a meio, lá está, porque este ano há eleições.


Bruxelas diz que o peso da dívida pública na criação de riqueza em Portugal passará de 66,4% em 2008 para 75,4% este ano e para 81,5% em 2010. Teixeira dos Santos admite que a "redução a prazo" da dívida "exige a redução do défice orçamental para um nível próximo do". E como será isso possível? Diz o ministro que através do crescimento. Mas como para o Governo esse crescimento se fará à custa de investimento público, a solução Teixeira dos Santos é a pescadinha de rabo na boca.

 

Quando a crise passar, o que vai acontecer é que das duas, uma: ou se faz a reforma da despesa, que implica a reforma do Estado e do contrato social entre o Estado e os cidadãos, o que é impopular e difícil com os ciclos eleitorais vigentes (e nem o PS nem o PSD o querem), ou se aumentam os impostos para, mais uma vez por via do pesadelo fiscal, resolver o problema do défice. Só que o aumento de impostos vai sobrecarregar sobretudo quem tem rendimento e, por isso digo que o depois do adeus à crise vai ser outro calvário.

 

Claro, há sempre a “via Paulo Rangel”: combater a crise com os fundos europeus, isto é, pôr os fundos europeus a pagar a crise, como se diz no seu infeliz cartaz de campanha para as eleições para o Parlamento Europeu. É a proposta da preguiça e da irresponsabilidade nacional. Continuar a viver à custa de alguém. Só que não me parece que os fundos europeus possam servir para financiar o monstro público que, com método e preserverança construímos nas últimas décadas.

(publicado na edição de hoje do Semanário)

 



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Sexta-feira, 15.05.09

A economia portuguesa recuou 3,7% no primeiro trimestre de 2009 face a igual período do ano passado, naquele que é o pior resultado desde pelo menos 1977, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat e pelo INE. O desemprego já roça os 9%. Um estrondo que reconduz a economia para os idos de setenta. O pior é que com este Governo, se sairmos da crise, fá-lo-emos com a sreceitas esquerdistas dos idos de setenta. Isto é: os problemas fundamentais continuarão.
 



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Quarta-feira, 13.05.09

José Sócrates, anunciou esta tarde que o Governo fez uma proposta para a compra da companhia de seguros de crédito à exportação Cosec. O Governo anda a reboque de Basílio Horta, afinal um expert de investimento mas do público e não do privado, como era suposto..., que já o tinha defendido. Parabéns portugueses! Ides passar a ser proprietários da COSEC. Grande país...
 



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Terça-feira, 12.05.09

Cavaco Silva defendeu hoje na Turquia que é a economia de mercado a melhor via para somar a liberdade ao progresso. Eu também penso assim. O que me surpreende é que Cavaco Silva pense agora o mesmo, dado que enquanto governou somou mais despesa pública e mais Estado à vida de todos os portugueses. Seja bem vindo, mas foi uma pena ter desperdiçado dez anos...



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Quarta-feira, 22.04.09

Para o FMI não são 3,5% como para o Banco de Portugal, são 4,1%. O desemprego dispara. E a recessão não é só para 209. É também para 2010. Mais más notícias sobre a economia portuguesa e a vida dos portugueses. A solução para Sócrates passará a ser não um, mas dois TGV's?...



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Terça-feira, 14.04.09

O Banco de Portugal reviu hoje em baixa a previsão para a evolução da actividade económica em 2009, antecipando agora uma contracção de 3,5% no Produto Interno Bruto. Depois de sucessivas tentativas de dourar a pílula o Banco Portugal rendeu-se à realidade. Falta o Governo. Esta previsão significa que em termos práticos voltámos à situação económica de 1975, o glorioso ano do gonçalvismo comunista. Outro feito histórico do PS (Partido de Sócrates).
 



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Segunda-feira, 13.04.09

Dirá o Governo, provavelmente pela voz do seu preclaro ministro da Economia: "É preciso rigor jurídico! Não se trata de despedimentos, mas apenas da não renovação de contratos, nos termos da lei".



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A taxa de inflação homóloga em Portugal no mês de Março atingiu pela primeira vez em mais de 40 anos um valor negativo, ao fixar-se em menos 0,4 por cento, segundo dados divulgados hoje pelo INE. Mais uma vez o Governo do PS consegue fazer história, como José Sócrates tanto gosta de assinalar. Desta vez, conseguiu pôr Portugal no ano de 1969 em termos de inflação homóloga. Claro: a culpa é dos céus.
 



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Terça-feira, 10.03.09

O crescimento mundial poderá ser pela primeira vez em mais de 60 anos negativo este ano e os efeitos da crise serão particularmente severos em África, alertou hoje o director-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn. Isto é: desde a ressaca da II Guerra Mundial que a economia mundial não estava tão mal. Porque não existe procura. Porque não existe confiança. Porque não há dinheiro. Porque o pessoal tem vivido acima do que pode, ou seja, do que produz. Ou será que houve a III Guerra Mundial e eu não dei por nada?



publicado por Jorge Ferreira às 12:34 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Sexta-feira, 13.02.09

A economia portuguesa contraiu-se 2% no quarto trimestre de 2008, face ao trimestre anterior, o que contribuiu decisivamente para a variação nula do PIB no conjunto do ano, anunciou hoje o INE na sua estimativa rápida. Todos viam o que estava a suceder menos o Governo. Eis a prova de que como o Governo reagiu tarde de mais para quem tem a responsabilidade de governar e ainda por cima tem acesso privilegiado à informação.
 



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Sexta-feira, 06.02.09

O Governo tem derramado milhões sob várias formas jurídicas sobre a crise e sobre as empresas em dificuldades. José Sócrates tem afirmado que o Governo apoiará todas as empresas em dificuldades que puder. Não explicou ainda, todavia, como é que vai fazer isso. Com que dinheiro e com que critério, visto que é virtualmente impossível o Governo cumprir em sentido literal mais esta promessa espúria, demagógica e inconsequente.

 

Se o Governo quisesse mesmo ajudar a economia e as empresas devia começar por devolver o bom nome ao Estado. E para dar bom nome ao Estado, um gigantesco devedor e incumpridor para com particulares e empresas, o Governo devia começar por pagar as suas próprias dívidas, que ascendem a cerca de três mil milhões de euros, que representam 1,75% do PIB.

 

É que esta maneira casuística de gastar milhões que saem dos depauperados bolsos dos contribuintes pode dar nisto: no dia 21 de Março de 2007 José Sócrates presidiu à assinatura de um contrato de investimento na multinacional Qimonda, no valor de 70 milhões de euros numa nova fábrica. "Este investimento é uma prova de confiança em Portugal, na nossa economia e, em particular, na capacidade e competência dos portugueses", afirmou então José Sócrates, presente na apresentação do novo projecto da Qimonda.

 

Manuel Pinho, dono de um insuperável triunfalismo a cada passo desmentido pela realidade, lembrou na altura que a nova unidade produtiva, que Vila do Conde "ganhou" a Dresden (Alemanha) exportará mais 300 milhões. O Primeiro-Ministro destacou também a importância do projecto, não só pela dimensão, mas pela sua "intensidade tecnológica", que colocaria, "mais uma vez", o país na "vanguarda tecnológica" das energias renováveis. José Sócrates lembrou que 2007 foi o primeiro ano em que "Portugal vendeu mais tecnologia do que aquela que importou", números para os quais muito contribuiu a Qimonda. Na área "das renováveis" - "uma aposta estratégica do actual Governo" -, lembrou que em três anos, o país conseguiu criar um cluster na energia eólica e estaria a preparar-se para exportar tecnologia na área da energia solar.


Já depois da crise ter rebentado em todo a sua pujança, em Dezembro passado, a Caixa Geral de Depósitos prometia injectar 100 milhões na empresa.

 

Entretanto, os credores do Estado asfixiam, definham, desempregam e fecham. Não há voluntarismo de Sócrates que lhes valha. Muitos nem sequer têm direito a uma linha de jornal. São as tais micro, pequenas e médias empresas que empregam 90% da população activa. Todos os dias temos sido submersos por ondas de notícias de despedimentos, de falências, de insolvências. Milhões para que vos quero…

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

(Foto)

 

 



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Sexta-feira, 23.01.09

"Temos de pensar em medidas temporárias. Tenho muitas dúvidas que a descida generalizada dos impostos seja depois reversível", disse com a maior das calmas e tranquilidades, sabendo para que país fala, o ministro Teixeira dos Santos no Parlamento, na apresentação do segundo Orçamento de Estado para 2009. De passagem, o ministro acusou o PSD de eleitoralismo ao propor a baixa dos impostos, tal qual o PS faria se as posições se invertessem. A verdade é que nem um nem outro acreditam na iniciativa privada a sério e ambos, quando no Governo, têm aumentado brutalmente a carga fiscal sobre os cidadãos. Teixeira dos Santos, sabendo muito bem para que país fala, atreveu-se ainda a dizer que esta medida poderia comprometer o regresso, no futuro, à consolidação orçamental, acrescentando que o Governo já adoptou várias descidas pontuais de impostos, que representam mil milhões de euros. Por alguma razão o Finantial Times considera o actual ministro português das Finanças o pior de 19 Estados da União Europeia.

 
Sucede que, apesar do Primeiro-Ministro ter afirmado que desta vez as previsões são “sérias e responsáveis”, a verdade é que a Comissão europeia já se encarregou de desmentir novamente as previsões do segundo Orçamento para 2009, tal qual sucedeu com o primeiro Orçamento para 2009, que no momento em que estava a ser discutido foi destruído pelo próprio Governo com um pacote de medidas anti-crise que punham em causa a seriedade do documento.

 

Por outro lado, o aumento de despesa pública e o abrandamento da economia levam a despesa pública do Estado a pesar pelo menos 50% do PIB pela primeira vez na história. No primeiro Orçamento para 2009 o Governo fez uma batota aritmética. Alterou o método da contabilização das despesas no que diz respeito às contribuições sociais dos funcionários públicos. Esta alteração valeu um corte artificial nas despesas e receitas orçamentadas de 3.149 milhões de euros. O valor do défice ficou igual, mas o peso destas rubricas no PIB diminuiu, o que impossibilitava a comparação com 2008. A partir deste truque e sem que ele fosse visível a olho nu nos mapas do Orçamento o Governo, com as habituais trombetas da propaganda, vangloriava-se de ter conseguido passar o peso do Estado na economia de 46,1% para 46% em 2009 (como se 0,1% fosse um feito…). Mas a realidade, essa realidade que é a verdadeira líder da oposição em Portugal, está lá a trocar as voltas à propaganda financeira de Teixeira dos Santos. É que, considerando o valor de 2009 de acordo com os mesmos critérios utilizados em 2008, o peso do Estado na economia aumentaria, só por si, de 46,1% para 47,8%.

Actualizando a realidade com os dados do segundo Orçamento para 2009, e refazendo as contas temos de considerar que a economia terá crescido 0,3% em 2008 (e não os 0,8% que o Governo previa no primeiro Orçamento) e deverá, segundo o próprio Governo, baixar aos 0,8% este ano, o que não é certo, como o próprio ministro já admitiu, tendo em conta as tais previsões da Comissão Europeia, que apontam para uma baixa até aos 1,6%. Se assim fôr teremos que então o peso da despesa pública no PIB passou para 49,94% em 2008 e crescerá para 49,97% em 2009, chegando assim à barreira dos 50%.

Por último, a agência de notação financeira Standard & Poor’s decidiu também esta semana baixar a classificação que atribui ao risco de crédito do Estado português, passando o rating de “AA-“ para “A+”. As debilidades estruturais da economia portuguesa e as reduzidas expectativas de crescimento do país nos próximos anos são a principal razão para esta decisão que pode ter como resultado um agravamento dos juros a que o Estado obtém financiamento nos mercados internacionais. Mais contas para fazer, eventualmente num terceiro Orçamento de Estado, lá mais para o Verão e que mais uma vez vai agravar a dívida pública.

O rating de uma agência de notação financeira a um Estado mede o risco que existe de este poder vir a falhar um pagamento da sua dívida pública. Quanto mais baixo o rating, maior a ameaça considerada de se vir a registar no futuro uma falha no pagamento. Os ratings da Standard & Poor’s vão de “AAA” a “D”. A Standard & Poor’s tinha, durante a semana passada, lançado o alerta de que iria fazer uma análise mais aprofundada do rating português, com a possibilidade de realizar uma redução. Nas últimas semanas, esta mesma agência também decidiu baixar as classificações atribuídas à Grécia e Espanha.

O mesmo ministro das Finanças desculpou-se com a crise quando reagiu a esta péssima notícia. Mais uma vez passou ao lado da realidade e a realidade puni-lo-á por isso. As debilidades estruturais da economia portuguesa e o peso da dívida já vêm de trás, de muito antes de ter rebentado a crise. O que se passa é que o Governo andou a disfarçar e a crise desempenhou a função de demascarar a falsidade orçamental em que o país vivia.

Um país cuja dívida pública pesa 50% do PIB, o que significa que em cada dois euros que o país produz um é para entregar ao Estado e que tem uma carga fiscal tão penosa como é o nosso caso, não deve certamente as suas dificuldades ao neo-liberalismo, como está na moda dizer e José Sócrates não se cansa de comiciar sempre que pode. Deve-se, sim, ao socialismo, ao despesismo, ao estatismo e ao laxismo na utilização dos recursos públicos.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

 



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Quinta-feira, 22.01.09

A agência de notação financeira Standard & Poor' s decidiu hoje baixar a classificação que atribui ao risco de crédito do Estado português, passando o rating de “AA-“ para “A+”. As debilidades estruturais da economia portuguesa e as reduzidas expectativas de crescimento do País nos próximos anos são as duas razões apontadas para esta decisão, que pode ter como resultado um agravamento dos juros a que o Estado obtém financiamento nos mercados internacionais. O aumento da dívida pública para cerca de metade do PIB também deve ter pressionado a decisão. Nada disto tem a ver com a crise. Tem a ver com o falhanço do Governo de José Sócrates. A crise apenas serve para tentar disfarçar o falhanço da barreira de propaganda a que temos estado sujeitos venezuelanamente nestes três anos socialistas.
 



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Segunda-feira, 19.01.09

A economia portuguesa vai contrair-se 1,6 % em 2009, o défice será de 4,6 % do PIB e o desemprego irá aumentar para 8,8 % este ano e 9,1 % no próximo, estima a Comissão Europeia. Estes números são mais negros do que antecipou o Governo há poucos dias. Isto significa que o Governo corre sérios riscos de não conseguir acertar quando corrige. E levanta a hipótese de virmos a ter lá mais para o Verão o terceiro Orçamento do exercício. A confirmar-se será sem dúvida mais um marco histórico dos governos do PS e de Sócrates. Mais um a juntar aos 375.839 momentos em que Sócrates fez história.
 



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Sábado, 10.01.09

O Governo de José Sócrates conseguiu o  4759º feito histórico da sua curtinha existência para tanta produção de história, entenda-se: a evolução da dívida externa portuguesa indica que em 2010 o seu valor igualará ao do PIB, ficando o país totalmente hipotecado ao estrangeiro. Parabéns! Já agora: vamos poder escolher a nossa nova nacionalidade de entre a lista de credores?

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Sexta-feira, 09.01.09

Considerando o excesso de despesa do Euro 2004, designadamente com estádios chispeta e ó que não têm hoje utilização e sem esquecer que o de Leiria ainda está por acabar, considerando que as infraestruturas estão feitas, pode ser uma boa ideia a candiatura de Portugal à organização do Mundial de 2018 a meias com a Espanha. Rentabiliza os estádios e traz turismo e receita. Condição: tal não comportar mais despesa. Se assim fôr, a economia só tem a ganhar.



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Terça-feira, 06.01.09

Cá está a realidade a funcionar como líder da oposição e a obrigar José Sócrates a dizer-se e a desdizer-se num intervalo de meses. A economia portuguesa deverá cair este ano 0,8 %devido à contracção das exportações e do investimento privado, anunciou o Banco de Portugal no Boletim de Inverno. O mesmo Banco prevê ligeiras melhoras para 2010, mas não s epode excluir que a mesmíssima realidade dê uma ensaboadela tão forte ao Banco como temn dado ao Primeiro-Ministro. O dia de reis passa à história como o dia da recessão oficial, em bora a recessão real já tivesse chegado há muito.
 



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Sexta-feira, 26.12.08

Há coisas, como a tal bebida, que primeiro estranham-se e depois entranham-se. Ser banqueiro deve começar por ser muito estranho. Lidar com dinheiro que nunca se vê deve fazer confusão. Mas depois deve entranhar-se: com a habituação torna-se familiar.

 

Deve ser pelo que está a passar José Sócrates. Isto é: uma fase difícil. Desde que o socialista Sócrates desatou a avalizar, nacionalizar e intervir em bancos o espírito entranhou-se-lhe rápido. Tão rápido que na sua mensagem de Natal não hesitou em rejubilar com um feito do Governo de que ainda ninguém se tinha dado conta, nem provavelmente o próprio.

 

“Criámos as condições para que baixassem os juros com a habitação”, disse, sem tremelique de vergonha nem pudor, o Primeiro-Ministro. Ora, isto deve ter uma explicação. Sócrates vê-se banqueiro pela força dos convívios recentes e por segundos natalícios imaginou-se ou o Deus do mercado, ou, mais provável, o Presidente do Banco Central Europeu para quem com gáudio, felicidade e voto transferiu o poder de comandar a moeda e o crédito em Portugal nos idos de 1992.

 

Está finalmente decifrado o Código Sócrates: ele é o verdadeiro banqueiro anarquista. Expliquem-lhe que é só uma boa e prodigiosa história de Fernando Pessoa e não se conhece exemplo concreto, por favor. Poupe-nos, Sr. Engenheiro, às patranhas da propaganda barata.

(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

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Sexta-feira, 19.12.08

Desde que a crise financeira e por arrasto a crise económica começaram a atazanar cidadãos e Governos, que se ouve uma mentirola que não tem tido adequada contestação nem contra-argumentação. A mentirola é de que esta crise é da responsabilidade do Estado-mínimo que muitos têm defendido nos últimos anos como forma de potenciar a dinâmica da economia, de dar mais liberdade aos cidadãos e de permitir uma vida melhor a mais pessoas.

 

Ainda no debate mensal desta semana o Primeiro-ministro recorreu à sua estafada cassete sobre a crise, desta vez sem o triste número de atacar a bolsa como fez no comício de Guimarães do PS há uns meses. Lá veio no meio da cassete a ideia de que morreu a ideia do Estado-mínimo, a par da outra cassete preferida de José Sócrates sobre “só podemos gastar agora mais 0,8% do PIB porque metemos as contas públicas em ordem”.

 

É preciso lata. Chamar Estado-mínimo ao Estado pré-crise é a mesma coisa que chamar Torre Eiffel bebé à Torre de Pisa. Qual Estado-mínimo qual quê quando temos presente os níveis de despesa pública que esse Estado utilizava…, qual Estado-mínimo qual quê, quando estamos perante os níveis de interferência na esfera da vida privada dos cidadãos a que o Estado actualmente se permite perante a indiferença geral?... Dá de facto vontade de rir e só se percebe a insistência das esquerdas neste argumento por meras e mesquinhas razões ideológicas.

 

Penso e digo, justamente o contrário. É precisamente por o Estado ter engordado e tornado pau para toda a obra que tudo quer gastar para tudo fazer e tudo controlar que descurou as suas funções essenciais. Uma dessas funções é a de fiscalizar o adequado funcionamento dos mercados e da concorrência, coisa que o Estado anafado deixou de fazer, concentrado que passou a estar em fazer o que não devia.

 

É que o funcionamento das instituições financeiras passou a ser negligenciado pelas tais autoridades de regulação, que se aburguesaram, se refastelaram nos seus sofás e passaram a regular do seguinte modo: “Então está em ordem?” E a instituição, entre um chá e uns biscoitos respondia: “Está sim. Como pode verificar aqui pelos balancetes.” Nada de investigar onde estavam aplicados os fundos ou a proveniência dos mesmos. Não. Regulava-se pelo método da pergunta e resposta. Exactamente como sucedeu com o último escândalo norte-americano que se vai repercutir nas economias europeias da D. Branca Madoff.

 

Ora bem, aqui chegados os socialistas de serviço decidiram aproveitar a mentirola como boleia para tentar regressar ao passado socialista dos bancos públicos, da despesa pública, dos avales públicos, das obras públicas como motor da economia e das sociedades. Evidentemente que ao cidadão indefeso e preocupado este regresso do Estado soa bem, soa a conforto e segurança e pouco importa se é verdade ou não que a ideia do Estado-mínimo que nunca houve nas últimas décadas está ou não comprometida.

 

O que eu sei é que o regresso do Estado socialista vai sair muito mais caro a todos, em impostos e encargos sobre o futuro. Mas nesse futuro, quando ele chegar, já cá não estarão os iluminados socialistas que nos governam para responder pelo erro e para pagar a factura.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

(Foto)



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Quarta-feira, 17.12.08

O Parlamento Europeu votou hoje a proibição da semana de trabalho superior a 48 horas, desencadeando um confronto com os Estados-membros da UE e as empresas. Nalguns Estados existe a possibilidade, por acordo entre trabalhadores e empresas da semana de trabalho ir além das 48 horas. Para os afanosos deputados europeus não pode ser. Tem de ser tudo igual. Cada Estado não tem liberdade de decidir. Ora aí está o modelo social europeu no seu máximo esplendor decadente. Trabalhar cada vez menos, ganhar cada vez mais e lamentar a chinezização da economia europeia.
 



publicado por Jorge Ferreira às 12:26 | link do post | comentar

Quinta-feira, 11.12.08

Desde 2005 que os portugueses perdem poder de compra estando em último lugar da zona euro. Pouco a pouco e crise à parte, os balanços das políticas de Sócrates vão-se fazendo. Temos o pior poder de compra do euro. Deve ser a isto que Sócrates se refere quando diz que hoje estamos melhor preparados para enfrentar a crise.



publicado por Jorge Ferreira às 14:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 04.12.08

Enquanto os bancos centrais continuam a cortar nas taxas de juro, colocando o dinheiro mais barato para atrair novos empréstimos que financiem novos investimentos, o Governo continua a apostar em despejar carradas de milhões sobre bancos, alguns de duvidosa utilidade para a economia e a gastar no investimento público. E, misteriosamente, nada parece comover a senhora dona crise, que persiste, metodicamente, em ir colocando as principais economias mundiais, uma a uma, em recessão.

 

Parece-nos que a solução não está propriamente aí, mas em redefinir as funções do Estado, diminuir as suas necessidades de financiamento, com a consequente diminuição da carga fiscal, o incentivo à poupança e ao investimento e, então sim, o arranque das economias. Mas nada disto faz sentido para um socialista. Tanto pior para o país.

 

(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

 


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Sexta-feira, 14.11.08

Finalmente o ministro Teixeira dos Santos admite que é difícil fazer previsões. Até há bem pouco tempo, ele defendia com unhas e dentes todas as previsões que o Governo ia fazendo, até às que constam do Orçamento de Estado para 2009. Ora então, seja bem vindo à realidade, Sr. ministro! Não vale a pena continuar a atirar areia para os olhos dos portugueses com um oásisinho que só existiu mesmo na cabecinha governamental.



publicado por Jorge Ferreira às 18:40 | link do post | comentar

Segunda-feira, 03.11.08

Portugal vai crescer 0,5% em 2009 e apenas 0,1% em 2010. Esta previsão económica de Outono da Comissão Europeia contrasta com as contas do Governo português apresentadas há apenas 15 dias na proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano, que apontava para um crescimento do PIB de 0,8 por cento em 2009 e de 0,6 por cento no ano seguinte. Já não é só o FMI, que para José Sócrates perdeu credibilidade em apenas 15 dias, mas também a Comissão Europeia a pôr em causa as previsões do Governo. Será que agora Sócrates também vai dizer que a Comissão não tem credibilidade? Quem não tem credibilidade é o Governo, que passa a vida a enganar-se nas previsões! Pode ter votos, mas não tem, credibilidade.
 



publicado por Jorge Ferreira às 11:16 | link do post | comentar

Domingo, 02.11.08

Manuela Ferreira Leite declarou que a aposta do Governo nas obras públicas pode ajudar a reduzir o desemprego em Cabo Verde ou na Ucrânia, mas duvida que tenha efeitos no emprego em Portugal. Nada que já não acontecesse quando a senhora estava no Governo. Em todo o caso, convém lembrar que os portugueses não estão dispostos a trabalhar em certas coisas. E que a economia tem horror ao vazio.



publicado por Jorge Ferreira às 13:21 | link do post | comentar

Quinta-feira, 30.10.08

É conhecida a propensão megalómana de José Sócrates. Ele acha que faz história todos os dias. Evidentemente o senhor tem-se numa conta desproporcionada. Agora, sejamos justos: hoje, Sócrates fez mesmo história. A confiança dos consumidores medida pelo INE é a mais baixa de sempre. Parabéns, Sr. Primeiro-Ministro! É um feito notável.



publicado por Jorge Ferreira às 12:54 | link do post | comentar

Sexta-feira, 10.10.08

Em média, as empresas portuguesas demoram 80,1 dias a pagar aos seus fornecedores e os particulares levam cerca de 53 dias para saldar as dívidas. Do Estado vem o pior exemplo: em média, demora 137,8 dias para honrar os compromissos.

 

Num tempo de crise e de muito discurso a favor da comunistização da vida económica, prova-se que o estado é um factor de crise. Os dados e a leitura do fenómeno pertencem à Intrum Justitia, que divulgou as conclusões do European Payment Índex, que reflecte as respostas de um inquérito feito a seis mil empresas europeias.

 

Se o Estado cumprisse a economia estava melhor, as empresas estavam melhores, o nível de emprego era mais alto, a confiança era maior. Assim, quem se mete com o estado sabe que leva e trama-se. O cúmulo é que existe uma lista de entidades de quem o Estado é credor que tem 7-sete-7 nomes. Chegámos ao reino da mentira oficial.

 

(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

 



publicado por Jorge Ferreira às 11:55 | link do post | comentar

Sexta-feira, 19.09.08

É nos momentos de grande crise que se fazem grandes negócios.



publicado por Jorge Ferreira às 18:18 | link do post | comentar

Quinta-feira, 18.09.08

Se eu fosse jornalista, fazia um inquérito de opinião hoje, na rua, empírico, a quem passasse, com esta pergunta muito simples: "Sabe o que é a Euribor?" E aposto que veríamos como o capitalismo sabe viver ao mesmo tempo no bolso de cada um e longe da sua cabeça.


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publicado por Jorge Ferreira às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 15.09.08

Teixeira dos Santos, manifestou-se surpreendido com a duração da instabilidade que tem afectado os mercados financeiros, hoje agravada com o anúncio da falência do Lehman Brothers, o quarto maior banco norte-americano, reconhecendo o impacto negativo que esta crise tem nos agentes económicos. Este Governo, ao mesmo tempo é curtido. Surpreende-se sempre mesmo com aquilo que não surpreende ninguém. Sempre apanhados nas curvas.
 



publicado por Jorge Ferreira às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Se o FMI não está surpreendido com a falência do Lehman Brothers, quem sou eu para estar? E já agora: poderiam ter avisado antes sobre a ausência de surpresa sobre este facto, assim como fazem nos EUA com os furacões, em que avisam antes e quem quer morrer fica em casa mas é lá com eles? E já agora: poderia o FMI informar se vai acontecer mais alguma coisinha brevemente que não lhes seja surpreendente?


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Terça-feira, 15.07.08

Só o Governo persistia em não ver. Só o Governo insistia em fingir. Só o Governo é o responsável por termos acordado tarde e más horas para a crise que todos percebiam. Portugal vai pagar caro duas vezes: vai pagar caro pela crise em si mesma e vai pagar caro pela demora do Governo em agir. As previsões do Banco de Portugal para o crescimento da economia são desastrosas.



publicado por Jorge Ferreira às 18:48 | link do post | comentar

Domingo, 13.07.08

Por causa do preço do petróleo, que encarece sobremaneira o transporte de mercadorias, a empresa alemã que inventou os ursos de peluche, a Steiff, decidiu deslocalizar da China para Portugal. E esta, hem?, como diria o outro.

 

(Foto)



publicado por Jorge Ferreira às 13:34 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 04.07.08

"Só agora o país parece dar-se conta que deixou irresponsavelmente de produzir. Ao princípio, como até pagavam subsídios aos não produtores, parecia que vivíamos no país das maravilhas. Agora que o modelo económico estoirou é que se vê o buraco onde irresponsavelmente nos foram metendo sucessivas gerações de ministros e secretários de Estado, todos boas pessoas, mas todos cúmplices da mentira em que se tornou o nosso modelo económico e social. Abandonámos a agricultura a troco de dinheiro, abandonámos as pescas a troco de dinheiro, virámo-nos para os serviços e abandonámos a indústria, optando por comprar lá fora o que podíamos fazer cá dentro, preferindo o marketing, a comunicação e a informática à metalurgia, à indústria transformadora, aos sectores produtivos em geral."

 

Há uma semana escrevi este texto.

 

Agora, Cavaco Silva decidiu acordar, 23 anos depois de ter começado a exercer as funções de Primeiro-Ministro. Presumo que ache que não tem responsabilidades na situação.



publicado por Jorge Ferreira às 20:26 | link do post | comentar

Quinta-feira, 03.07.08

Teixeira dos Santos preocupado com subida da taxa de juro para o "dia-a-dia de muitos portugueses". Talvez se o Governo não tivesse persistido tanto tempo na propaganda tivesse podido tomar medidas a tempo e horas para atenuar estes problemas. Mas não. Ainda há pouco tempo o Governo dizia que vivíamos numa espécie de oásis. Agora, pagamos todos.



publicado por Jorge Ferreira às 20:02 | link do post | comentar

Terça-feira, 24.06.08

O investimento de Portugal no exterior e do exterior em Portugal baixou até Abril, comparado com igual período do ano anterior, segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal. Para o Banco de Portugal, mesmo na sua versão mais rosa, reconhecer este desaire do ministério da Economia, esse ministério absurdo que só serve para distribuir subsídios, mordomias e mal, e da Agência de Basílio Horta, é porque a situação é mesmo verdadeira. E preocupante. Apesar dos discursos, o Governo não conseguiu criar condições favoráveis ao investimento em duas áreas fulcrais: educação e justiça.
 



publicado por Jorge Ferreira às 19:43 | link do post | comentar

Sexta-feira, 30.05.08

Vinte e dois anos depois de termos entrado nas Comunidades Europeias e depois de milhões de contos e de euros investidos em tudo e mais alguma coisa, é triste verificar que Portugal piorou a sua situação relativa em comparação com os outros Estados da União Europeia em indicadores sociais e de desenvolvimento. Esse dinheiro foi investido para que o país e os seus cidadãos convergissem com os países e com os povos mais desenvolvidos e o que sucedeu é em vez de convergirmos, divergimos. Desse ponto de vista encontramo-nos todos a viver a consequência de uma oportunidade perdida.

É fácil apontar o dedo aos políticos que negociaram os fundos, que decidiram os fundos, que distribuíram os fundos, que gastaram os fundos. E eles terão enormes responsabilidades no fiasco europeu. Mas é preciso perceber que o problema é mais fundo que essa responsabilidade principal. E que esse problema tem que ver com uma falta de exigência cívica colectiva de rigor e competência.

A forma como a sociedade portuguesa se indigna periodicamente com a pobreza, simplesmente a propósito de um relatório internacional ou de um artigo mais polémico de um colunista é um paradigma do que pretendo significar com a falta de exigência cívica de que falo.

É essa cultura de facilidade que perpassa em toda a sociedade de uma forma geral que também explica que se tenha chegado a um ponto em que cada português deve em média quinze mil euros a instituições financeiras. A dívida dos portugueses às instituições financeiras somou quase 150 mil milhões de euros no ano passado, o que significa que cada português, em média, deve 15 mil euros.

Esta é a conclusão do relatório sobre a estabilidade do sistema financeiro divulgado esta semana pelo Banco de Portugal. O montante do endividamento de 2007 representa 91 (!) por cento da riqueza produzida pelo país no último ano. 

 

No mesmo, o banco central manifestou preocupação por a taxa de endividamento dos portugueses ter subido de 124 para 129 por cento do rendimento disponível apenas num ano. E alerta para o perigo de um número elevado de famílias não cumprir as obrigações financeiras porque “o accionamento de hipotecas teria graves consequências do ponto de vista social, dada a importância da habitação como bem de primeira necessidade e o deficiente funcionamento do mercado de arrendamento”. Assim se mede o quanto se vive acima do que se pode e do que se produz em Portugal.

 

Quanto à taxa de poupança dos portugueses, desceu em 2007 pelo sexto ano consecutivo. No ano passado, a poupança foi 7,9 por cento do rendimento disponível. O sobreendividamento e a pobreza são as duas faces do atraso económico e social.

 

A este cenário já de si pouco recomendável regista-se agora uma brutal alta de preços nos combustíveis, com todas as consequências demolidoras que isso tem em toda a economia, desde a desactivação de pequenas empresas, ao sequente desemprego até aos aumentos nos preços da alimentação. Situação que, como facilmente se percebe produz mais pobreza.

 

Ou percebemos todos, Estado e cidadãos, que só se pode começar a dar a volta ao assunto com mais responsabilidade social de todos ou nada feito.

 

 

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)



publicado por Jorge Ferreira às 16:27 | link do post | comentar

Sexta-feira, 16.05.08

Finalmente o Governo decidiu encarar a realidade e rever as previsões de crescimento da economia. Três anos depois de Sócrates Portugal tem a pior economia da zona euro.

 
A economia portuguesa apenas deverá crescer 1,5 por cento em 2008, de acordo com as previsões agora corrigidas pelo ministro das Finanças. Este valor fica muito abaixo dos 2,2 por cento inicialmente previstos pelo Governo e ainda abaixo dos 1,9 por cento registados em 2007. Em 2009, segundo o ministro, Portugal deverá crescer dois por cento. Dada a deficiência de capacidade de previsão do Governo, nada garante que em 2009 a situação melhore.
 
O Governo previa para 2008 um crescimento económico de 2,2 por cento, enquanto as previsões do FMI são de 1,3 por cento e as da Comissão Europeia apontam para uma aceleração de 1,7 por cento. Segundo as novas previsões do Governo, em 2009 a economia portuguesa deverá crescer dois por cento, acelerando para 2,2 por cento em 2010 e 2011.

Apesar da desaceleração registada entre 2007 e 2008, o Governo prevê que, ainda assim, a taxa de desemprego diminua de oito por cento em 2007 para 7,6 por cento este ano. Esta desaceleração da taxa de desemprego deverá manter-se em 2010 e 2011 com o número de desempregados em percentagem da população activa a situar-se, respectivamente, em 7,2 e 6,9 por cento. Quanto à inflação, o ministro das Finanças prevê que se situe nos 2,6 por cento este ano e diminua para 2,2 por cento em 2009.

Recorde-se que, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa abrandou no primeiro trimestre deste ano, apresentando um crescimento real de 0,9 por cento em termos homólogos, o que correspondeu a menos nove décimas do que o valor apurado no trimestre anterior também em termos homólogos.

Já a evolução da economia portuguesa de Janeiro a Março, face aos últimos três meses de 2007, registou uma variação negativa de 0,2 por cento, o que correspondeu também a uma desaceleração de 0,9 décimas quando se compara com a variação em cadeia dos últimos dois trimestres de 2007.
 
A verdade é que o país está de pantanas. O défice está artificialmente controlado, visto que a despesa pública, designadamente a despesa corrente não desce, antes aumenta. O que significa que sem mais receitas, o défice voltará a resvalar. Se a economia não arranca, não há mais impostos. As cobranças derivadas do combate à evasão não se repetem. E como há eleições para o ano a tendência de agradar, que já se nota em vários sectores da governação como na saúde e na função pública fará o resto. O resto da crise que o governo não consegue nem sabe como enfrentar.
 
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)


publicado por Jorge Ferreira às 00:26 | link do post | comentar

Sexta-feira, 02.05.08

Este mês não será apenas o mês do coração, mas também o mês da oposição. Primeiro, moção de censura do PCP, já no dia 8 de Maio, para o PCP responder à ocupação do seu discurso pelas propostas do Governo contra a precariedade do trabalho que o PCP tanto queria e agora não gosta de ver. Trata-se também de marcar terreno a Carvalho da Silva nas negociações na concertação social. Trata-se, enfim, de mais uma jornada do campeonato inter-turmas da extrema-esquerda.

 

Depois, novas directas no PSD para organizar o caos político interno. Quer num caso, quer noutro, é em 2009 que se pensa. E, no centro das preocupações, a sorte de Sócrates. A oposição concorre para tirar a maioria a Sócrates, não para ganhar a Sócrates.

 

No estado actual da situação é a crise que pode derrotar Sócrates e não a oposição. Aliás, a bem dizer a oposição não é uma oposição mas uma posição: a posição do passado que o país cilindrou por duas vezes nas urnas, em eleições europeias e legislativas.

 

Não é pelo espectáculo das oposições que o gato vai às filhós.

 

Esta semana, adensaram-se as preocupações do Primeiro-Ministro. As notícias são más. A Comissão Europeia deu seguimento à recomendação do FMI para rever em baixa as previsões de crescimento da economia. Os preços de bens essenciais para o consumo individual ou para o funcionamento da economia, como os bens alimentares, o crédito à habitação e os combustíveis estão numa escalada de que não se vê fim.

 

Os jornais de economia desta semana acrescentaram preocupações. Ficámos a saber que recentes membros da União Europeia, como a Estónia e a Eslováquia vão ultrapassar Portugal em criação de riqueza no próximo ano, o que significa competência e eficácia na rentabilização das oportunidades criadas com a adesão e ficámos a saber que pelas contas de Bruxelas a inflação vai comer poder de compra às nossas carteiras pelo terceiro ano consecutivo. Isto significa que o rendimento disponível continua a descer e que Portugal vai ficando para trás em competitividade face aos seus parceiros económicos da União Europeia, com os quais devia convergir.

A situação económica do país é, no mínimo, preocupante. Mas o Governo continua com um discurso optimista e com uma política insensível às dificuldades. Cavaco Silva já vai avisando que é preciso não regredir no resultado alcançado na diminuição do défice, já que se percebe que com 2009 à vista a despesa pública pode derrapar para ultrapassar o cabo das tormentas eleitoral.

 

Que o Governo não pode dormir na forma muito mais tempo, ninguém duvida. O que vai fazer quando acordar, ninguém sabe. Talvez nem o próprio Governo. Estas crises não se combatem com mais socialismo, mas com políticas diferentes. Houvesse um, ao menos um, líder da oposição à direita minimamente decente e não queimado por desgraças governativas anteriores e outro galo cantaria.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)



publicado por Jorge Ferreira às 00:55 | link do post | comentar

Sexta-feira, 11.04.08
Vítor Constâncio, considera que o Governo deve ter uma visão “mais realista” sobre o crescimento da economia portuguesa, contestando a posição do primeiro-ministro que considerou “excessivamente pessimista” a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que Portugal apenas crescerá 1,3 por cento em 2008. Até tu, Brutus? Na verdade, quando até Vítor Constâncio, até há bem poucos dias tão optimista quanto o Governo sobre o crescimento da economia portuguesa, vem agora recomendar frigorífico à sopa escaldante da propaganda, então é caso para dizer: cidadãos, preparem-se para os dias difíceis que estão para vir.


publicado por Jorge Ferreira às 19:52 | link do post | comentar | ver comentários (1)

JORGE FERREIRA

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