Quarta-feira, 11.11.09

Ficou hoje bem à vista de todos a razão pela qual foi necessário confeccionar o cozinhado processual penal feito em 2007, a que alguns chamaram de revisão apócrifa de um Código de Processo Penal, assinado pelo PS e pelo PSD, com cíumes do CDS por não ter assinado também, mas que votou!, e que entrou em vigor em tempo recorde.



publicado por Jorge Ferreira às 23:19 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28.10.09

Já agora, para quem já ouviu falar na coisa, mas nunca teve oportunidade de a ver de perto e ao vivo, permito-me, com vénia ao Leonel Vicente reproduzir um acordo escrito de "bloco central", chapéu de chuva onde em notas de pé de página, tipo contratos de adesão aparecem as letrinhas pequeninas, que ninguém lê, mas que é onde está o que realmente interessa: poder, alcatifas, pelouro, penacho, gabinete, sofás de afundanço para selar bons negócios, de sucatas por exemplo, motoristas, viaturas de serviço para ir ao Vau em Agosto ver Mário Soares, secretária Lizete, telefone integrado de video e fax, farpelas adomingadas, administrações em empresas municipais, serviços municipalizados, licenças, taxas, títulos e demais utensílios de trens de cozinha que ninguém sabe para que servirão, mas que na altura própria revelarão todo o génio de quem lá o pôs, pois que alguém, certamente, vai precisar deles.

(Camara Municipal de Tomar)



publicado por Jorge Ferreira às 23:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 26.06.09
O bloco central é tido e bem como uma espécie de ninho de empresas, em que as nomenclaturas do PS e do PSD, com umas migalhas do CDS, se encontram, convivem e partilham negócios, administrações e lucros que o Estado, directa ou indirectamente lhe proporcionam. As diferenças entre ambos emergem apenas das conjunturas e dos tacticismos eleitorais de circunstância.

O TGV é um bom exemplo. Todos o querem. Divergem no momento e nas conveniências. Manuela Ferreira Leite assinou a construção de cinco linhas no Governo. José Sócrates já quis, duas, três, quatro, uma, etc. Manuela Ferreira Leite querias as linhas para ontem. José Sócrates também. Manuela Ferreira Leite decidiu agora que não pode ser já por causa da crise e do endividamento. Quis adiar. José Sócrates queria para amanhã. Agora quer para Outubro. Adiar, portanto. O bloco central, de vez em quando decide confundir-nos e transforma-se em confusão central. Uma espécie de caos organizado, por onde vão escorrendo milhões em estudos, consultadorias, pareceres e outras coisas essenciais para alimentar sempre os mesmos. Isto, em Outubro, passa.
(publicado na edição de hoje do Semanário)


publicado por Jorge Ferreira às 10:20 | link do post | comentar

Sexta-feira, 08.05.09

 

O improvável aconteceu. Graças a algumas equívocas palavras de Cavaco Silva e a alguns comentadores de ocasião, como Jorge Sampaio, o tema mais improvável de todos nestes tempos de crise e eleições em que vivemos, a reedição de um bloco central, voltou à agenda do debate público.
 
A política em democracia convoca a diferença. Pressupõe a concorrência de ideias e de propostas a sufragar pelos eleitores. Essa parte tem um lado desagradável. Às vezes, as pessoas excitam-se e dizem coisas no ardor do combate que descredibilizam os próprios mas por arrasto, a própria democracia. O bloco central é vermos Manuel Pinho e Paulo Rangel a comer farinha Maizena do mesmo prato. Improvável? Nem tanto, nem tanto, como adiante veremos…
 
Esta lógica de concorrência ideológica e política ainda se torna mais necessária em tempos de crise. Apenas em situações de emergência nacional, como uma catástrofe natural devastadora ou um estado de guerra e de ameaça à independência nacional se deve admitir em democracia uma situação de união nacional partidária.
 
Existem duas modalidades de bloco central: o partidário e o político. O partidário consiste numa coligação governamental entre o PS e o PSD. O político é o sistema em que temos vivido nos últimos anos, em que PS e PSD repartem entre si, independentemente de estarem no Governo ou na oposição os lugares da administração e das empresas do Estado. Em bloco central, na versão clientelar temos nós vivido.
 
Nesse sentido, é falso o argumento de que o bloco central partidário traria como consequência uma repartição entre os dois partidos dos lugares de nomeação na administração e nas empresas do Estado. Porque já hoje é assim e, todavia, desde 1985 que não temos bloco central partidário… Digamos que com este seria ainda mais descarada a ocupação.
 
O debate sobre a constituição de um bloco central beneficia sempre o partido que está na mó de cima, neste caso o PS. Não é inocentemente que têm surgido declarações de apoio a essa solução. Elas visam em última instância transmitir aos eleitores a mensagem de que podem votar à vontade no PS porque a estabilidade está sempre assegurada. E, desta forma, tentar alcançar a improvável reedição da maioria absoluta de Sócrates. Pacheco Pereira percebe isto muito bem e por isso tem escrito tanto sobre o assunto, tentando desmontar a estratégia que está por detrás deste súbito debate.
 
O problema é que em democracia não há garantias absolutas. Eu até concedo que seja impossível um bloco central entre José Sócrates e Manuela Ferreira leite, como Pedro Santana Lopes afirmou esta semana. Mas todos sabemos que no PSD o mais fácil, quando cheira a poder, é apear o obstáculo. Se o PS ganhar as eleições com maioria relativa e Cavaco Silva e demais forças de bloqueio da renovação da República quiserem um bloco central, será Manuela Ferreira Leite o elo mais fraco.
 
Nessa circunstância, Manuela Ferreira Leite será substituída como líder do PSD, sem apelo nem agravo. E virá outro salvador que, em nome do sacrossanto interesse nacional e da estabilidade governativa, cometerá o pecado da gula política e se apresentará disposto a comer a farinha do mesmo prato que o PS.
 
O principal argumento em defesa do bloco central no caso do PS não ter maioria absoluta é o de que a crise vai exigir medidas muito impopulares que exigem uma grande base política de apoio. E costuma dar-se como exemplo o Orçamento de Estado para 2010, supostamente o mais brutal do ciclo da crise, com o pico de falências e desemprego. Também é um argumento falso. Nem PS nem PSD tomaram no passado ou tomarão no futuro as medidas verdadeiramente impopulares que uma resposta eficaz e duradoura à crise exige. Ambos aumentam a despesa pública, ambos combatem o défice pelo lado da receita, ambos aumentam impostos depois de prometer o contrário, ambos têm a mesma concepção do Estado. O passado de ambos garante-nos que estamos livres de reformas a sério. Governem juntos ou separados. O grande problema de governarem juntos é apenas a legitimação política e institucional do bloco central de interesses em que convivem juntos há muitos anos. Sinistro.

 

(publicado na edição de hoje do Semanário)



publicado por Jorge Ferreira às 13:18 | link do post | comentar

Segunda-feira, 04.05.09

Manuela Ferreira Leite garante que não fará coligação pós-eleitoral com o PS. Ou seja: que com ela não haverá o tão famoso e  sinistro bloco central partidário. Falta o se. E se Manuela Ferreira Leite deixar de ser líder do PSD? Quem nos garante que não virá outro Mota Pinto?



publicado por Jorge Ferreira às 21:41 | link do post | comentar

Jorge Sampaio, por uma vez, fala claro: quer um bloco central para depois das eleições legislativas. Quem o viu e quem o vê... Primeiro: Jorge Sampaio não acredita na maioria absoluta do PS. Segundo: Jorge Sampaio, que ficou conhecido pelas hesitações e pelos discursos redondos, anda a falar claro. Isto não é um silogismo, mas se fosse, diria que Jorge samapio quer voltar a Belém.



publicado por Jorge Ferreira às 09:57 | link do post | comentar

Quinta-feira, 30.04.09

O presidente da CIP (que saudades de Pedro Ferraz da Costa...), depois de ter defendido a nacionalização temporária da economia num dos Prós & Prós do início da crise, quer agora um bloco central se nenhum partido tiver maioria absoluta nas eleições. Cá para mim há por aí algum pessoal aflito com a repartição dos grandes negócios do Estado...



publicado por Jorge Ferreira às 10:52 | link do post | comentar

Segunda-feira, 20.04.09

Cavaco Silva decidiu animar as hostes mediáticas com mais umas inconsequentes (Dias Loureiro diz-lhe alguma coisa, Senhor Presidente?...), dizendo umas palavrinhas contra a governação de José Sócrates e contra os empresários supostamente obedientes aos ministros e seus "ajudantes". Eu guardo sempre a dúvida sobre quem obedece a quem: se são os empresários que obedecem aos ministros e seus "ajudantes" se são os ministros e os seus "ajudantes" que obedecem aos empresários. Fiquei assim neste estado depois de uma célebre Comissão Parlamentar de Inquérito sobre as privatizações do BPA, do BES, do JN, do DN, da Mundial Confiança, do Totta & Açores e, sobretudo, depois de ouvir nessa Comissão alguns ministros e "ajudantes" de Governos de Cavaco Silva.



publicado por Jorge Ferreira às 14:47 | link do post | comentar

Terça-feira, 31.03.09

Terminaria hoje o prazo dado por Nascimento Rodrigues ao Governo para que resolvesse o impasse da nomeação de um novo provedor. Mas Nascimento Rodrigues não se pode demitir, de acordo com o estatuto do provedor que o obriga a ficar em funções até à nomeação do sucessor. Agora está de baixa, com um vírus que lhe provoca febre, conta hoje o “Jornal de Notícias”. O verdadeiro vírus é o bloco central que bloqueia a vida institucional quando lhe convém e se entende no essencial quando lhe interessa. O bloco central boqueia o país.



publicado por Jorge Ferreira às 11:22 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Domingo, 22.03.09

Uma vez vi o actual Presidente da CIP defender no Prós & Prós a nacionalização temporária (como se o Estado saia de alguma coisa sem ser à força...) da economia. Apanhei um susto, porque, por momentos, pensei estar a ouvir Carvalho da Silva. Agora, o mesmíssimo Presidente da CIP diz que Portugal precisa de um Governo de centro. Ora, Portugal nunca teve outra coisa senão isso. Quem te viu e quem te vê, CIP....



publicado por Jorge Ferreira às 19:50 | link do post | comentar

Domingo, 25.01.09

Tanto esforço, tanto denodo, tanto afã, de tantos ao longo de tanto tempo para encontrar diferenças visíveis e que valham a pena entre o PS e o PSD, para nada. A verdadeira diferença é esta: no PSD são os sobrinhos que tramam os tios. No PS são os tios que tramam os sobrinhos. Vamos ter, enfim, concorrência a sério! Esta é de um preclaro amigo meu.



publicado por Jorge Ferreira às 22:12 | link do post | comentar

Segunda-feira, 12.01.09

Armando Vara foi promovido na Caixa Geral de Depósitos um mês e meio depois de ter abandonado os quadros do banco público para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Portugal. Este sistema do bloco central tem um nome: regabofe. Há coutadas onde todos se permitem tudo. Repugnate.
 



publicado por Jorge Ferreira às 13:02 | link do post | comentar

Terça-feira, 09.12.08

Em vez de Valor Alternativo, a sociedade de que Jorge Coelho e Dias Loureiro são sócios-ignorantes não deveria chamar-se Valor Rotativo?



publicado por Jorge Ferreira às 19:04 | link do post | comentar

Domingo, 07.12.08

"Até no "centrão" devia existir um limite ético" . Devia, João, devia.
 



publicado por Jorge Ferreira às 18:02 | link do post | comentar

"A promiscuidade entre a política e os negócios pode ser perfeitamente legal, mas pode matar um regime"

 António Barreto, no Público.



publicado por Jorge Ferreira às 12:55 | link do post | comentar

Sábado, 06.12.08

Ou um novo capítulo da vida de Dupont e Dupont, que no universo Tintin ganharam vida própria em terras de Portugal.



publicado por Jorge Ferreira às 11:03 | link do post | comentar

Domingo, 16.11.08

O PS, diz o Diário de Notícias de hoje, impediu a audiência pedida por Dias Loureiro aos deputados para tratar do caso do BPN. O PS cheira a medo. O PS está com medo de quê?



publicado por Jorge Ferreira às 13:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 10.11.08

Histórico mesmo foi o martelar do Muro de Berlim. Nesse dia começou um mundo novo, ao qual, em boa verdade, ainda nos estamos a adaptar. Tudo era mais fácil quando havia o lado dos bons e o lado dos maus, isto é, o lado do Ocidente, liderado pelos EUA e o lado do leste, liderado pela URSS.

 

Agora, parece que há bons e maus por todo o lado, o que é bem mais representativo da realidade. Afinal de contas o maniqueísmo, a bipolarização, distorcem sempre a realidade. Na política internacional e na política interna. Por cá também há um muro a derrubar. Quando será?

 

(Foto)



publicado por Jorge Ferreira às 14:14 | link do post | comentar

Quarta-feira, 10.09.08

"Não tenho contra o Bloco Central." A frase é de Paulo Pedroso e foi dita poucos dias depois de um tribunal de 1ª instância ter condenado o Estado a pagar-lhe uma enorme indemnização por erro grosseiro na sua prisão preventiva, no âmbito do processo da Casa Pia. A surpresa que esta afirmação causa é total, vinda de quem vem. O sistema mostra a sua raça e acaba de recrutar um novo amigo. Mas politicamente, para o PS, a afirmação é prejudicial porque mostra que os socialistas não acreditam na reedição da maioria absoluta.



publicado por Jorge Ferreira às 11:26 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 20.06.08

1. Por força da vontade do povo português, expressa periodicamente em sucessivas eleições legislativas, Portugal vive em regime de bloco central há várias décadas. Por força da vontade do povo e da habilidade de uns quantos artistas, uma espécie de seita informal que vegeta em redor dos decisores de S. Bento e de Belém, que não raro são previamente ungidos pela seita antes d ela chegarem, já os negócios dão-se mal com a imprevisibilidade de gente não devidamente controlada..

 
Ao conferir sucessivas maiorias de dois terços na Assembleia da República ao PS e ao PSD, os eleitores têm feito com que todas as decisões para as quais a Constituição exige maioria qualificada só possam ser tomadas pelo PS e pelo PSD em conjunto. E eles tomam-nas. Tomam-nas quando é preciso e tomam-nas quando não é preciso. Tomam-nas para eleger os membros da ERC, que é preciso, mas também as tomam para escolher os gestores das empresas públicas onde as clientelas do bloco arranjam os seus negócios, que não é preciso. De quando em vez deixam cair umas migalhas de poder ao CDS para o amestrar quando convém. Amestraram o CDS de Portas, por exemplo, como um dia se perceberá ainda melhor do que já se percebe hoje. Isto, independentemente de partilharem ou não formalmente o Governo, coisa rara que, aliás, apenas sucedeu uma vez, entre 1983 e 1985, pelas mãos de Mário Soares e Mota Pinto.
 
Numa palavra: Portugal tem vivido em regime de bloco central mais ou menos intenso desde 1976.
 
2. Mas parece que não chega. Têm surgido umas notícias nos últimos dias que dão conta que Manuela Ferreira Leite vai abrir na moção de estratégia que apresentará ao Congresso do PSD deste fim de semana, no caso de, como tudo parece indicar, o PS não repetir a maioria absoluta nas próximas eleições legislativas.
 
Marcelo Rebelo de Sousa diz mais: diz que há empresários sequiosos dessa garantia. A sede dos empresários, eu não estranho. O risco da empresa em Portugal esteve e está secularmente e umbilicalmente preso à garantia do Estado, aos subsídios do Estado, aos favores do Estado, salvo honrosíssimas mas raríssimas excepções.
 
Já a tentação de Manuela Ferreira Leite não me surpreende, já que s etrata de uma política que faz parte da miríade central da política. Os seus elitores e apoiantes nas directas, julgaram estar a escolher uma líder da direita para apresentar contra Sócrates. Claro que julgaram mal. Claro que Manuela Ferreira Leite nem uma palavra proferiu sobre política. Claro que não é de direita. É uma estatista social-democrata, aliás com resultados desastrosos sempre que governou. Foi eleita através de um cheque em branco, com o qual, em rigor pode fazer o que lhe apetecer. Mas os seus eleitores devem estar com os cabelos em pé. Mas, sinceramente, preocupa-me mais o país. E quanto a este, de uma coisa não tenho dúvidas. O bloco central serve-se a si próprio não serve os interesses de Portugal.

 

 

(publicado na edição de hoje do Semanário)



publicado por Jorge Ferreira às 00:26 | link do post | comentar

Quarta-feira, 04.06.08

O célebre e pantanoso bloco central faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Como fazem os verdadeiramente poderosos, nenhum dos seus membros tratará de comemorar a efeméride.



publicado por Jorge Ferreira às 12:38 | link do post | comentar

Segunda-feira, 19.05.08

Em 2009 seria muito saudável que tivéssemos o poder de escolher qualquer coisa que não entre Zapatero e o Santander.



publicado por Jorge Ferreira às 20:16 | link do post | comentar

Segunda-feira, 31.03.08
Confesso que nunca simpatizei por aí além com o D. Sebastião António Borges. Porque, no meu modo de ver nem é Dom, nem é Sebastião (talvez um dia explique melhor). Também não surpreende saber que o situacionismo do bloco central onde António Borges sempre se movimentou por cá não paga a traidores. O que eu gostava de saber mesmo é a razão do momento que António Borges escolheu para comunicar ao povo um facto que deveria ter comunicado de imediato, qual seja o de que quem se mete com o PS não tem contratos.


publicado por Jorge Ferreira às 22:46 | link do post | comentar

Terça-feira, 18.03.08
O bloco central, sempre comandado pelos mesmos sete magníficos, nunca desilude os seus.


publicado por Jorge Ferreira às 12:00 | link do post | comentar

Domingo, 30.12.07
"A escolha de Fernando Faria de Oliveira vem na lógica da tradição da democracia portuguesa.", Pedro Santana Lopes. Pois vem. Aí é que está o problema.


publicado por Jorge Ferreira às 20:18 | link do post | comentar

Sábado, 29.12.07
Faria de Oliveira é o novo Presidente da CGD. Confirma-se o que aqui escrevi.


publicado por Jorge Ferreira às 00:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 28.12.07
O bloco central tem várias famílias. Hoje em dia, a família do PSD oficial e dos pinguinhos do CDS, está em minoria. As famílias dominantes do bloco, além do núcleo histórico e indestrutível composto pelos Quatro Magníficos, são o PS e Cavaco Silva. Quem percebeu, percebeu. Quem não percebeu, percebesse.


publicado por Jorge Ferreira às 15:13 | link do post | comentar

Quarta-feira, 21.03.07
Quando os 27 líderes europeus e chefes de Estado se reunirem este sábado à noite, em Berlim, para jantar, terão à sua disposição na sobremesa 54 bolos diferentes, dois de cada país da União Europeia. Portugal estará representado por duas receitas diferentes de pão-de-ló, um segundo a receita de Alfeizerão e outra mais simples. Eu até gosto de pão-de-ló, mas penso que haveria muito melhores exemplos de doçaria portuguesa a merecerem a distinção de serem postas à frente de tão ilustres comensais. Mas que não há acasos, não há. As sobremesas parecem o bloco central: iguaizinhas. Pão-de-ló e pão-de-ló. Um com creme, outro sem. Claro, o creme é sempre do que está no poder.


publicado por Jorge Ferreira às 15:14 | link do post | comentar

Terça-feira, 20.02.07
(As mãos são de Sócrates e Marques Mendes)

A maioria absoluta do PS faz hoje dois anos. Como tantas vezes sucede na política a popularidade de José Sócrates é inversamente proporcional aos resultados obtidos, os famosos resultados, sobretudo se comparados com as promessas feitas. Ainda vamos ter de andar de lanterna à procura de 150.000 empregos e da diminuição dos impostos. Quanto ao essencial (quem liga ao nível médio medíocre dos ministros?!...), e pouco me interessam as qualidades e os defeitos do senhor, está tudo na mesma: o bloco central governa alarvemente no seu máximo esplendor.


publicado por Jorge Ferreira às 17:32 | link do post | comentar

JORGE FERREIRA

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