Quarta-feira, 21.10.09

Vem aí borrasca, não se duvide. Dos novos deputados que nos têm sido rotativamente apresentados pelas mini-quadraturas de serviço nos vários canais cabo, Miguel Vale de Almeida tem-me impressionado especialmente pela ostentatória pose another planet came in town  que tem exibido num estilo a meio caminho entre Miguel Portas-Daniel Oliveira e Francisco Louçã. Mas que não se duvide que Sócrates vai ter de tratar deste pelouro com pinças...



publicado por Jorge Ferreira às 01:13 | link do post | comentar

Terça-feira, 20.10.09

Incontornável draft de diplomacia económica emitida para chancelaria internacional com análise prospectiva de evolução tendencial das forças dinâmicas de recomposição de marés políticas com epicentro em pontos difusos e não claramente identificados de uma parte do território continental:

 

"O autor do fax, Keith Payne, administrador da Freeport em Lisboa, alerta para as mudanças políticas em Portugal e manifesta-se preocupado por Sócrates deixar de tutelar a pasta do Ambiente.

“Os efeitos dos acontecimentos do fim-de-semana, com os revezes sofridos pelo PS, nomeadamente nas eleições autárquicas, incluindo Lisboa, e a demissão do Governo de Guterres significam que Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente e que vai haver um compasso de espera de quatro ou cinco meses até que for eleito um novo Governo e nomeado um novo Ministro”, escreve Payne a Rick Dattani, que, por sua vez, reenvia o texto para um outro administrador, Jonathan Rawnsley.

É Dattani quem acrescenta ao texto anotações manuscritas e que refere explicitamente a existência de subornos no valor total de dois milhões de libras: “Jonathan, este é o fulano [Payne] que me telefonou e sabe do suborno de 2 milhões de libras, sublinhei algumas partes interessantes a partir do ponto 4. Se o parlamento é dissolvido até às eleições, o Secretário de Estado não pode aprovar nem rejeitar nada.”

 

Stop.



publicado por Jorge Ferreira às 00:08 | link do post | comentar

Sábado, 17.10.09

Coisinhas boas que, quando temos mais tempo, conseguimos ver à distância: há um julgamento marcado num dos incontáveis processos que o Primeiro-Ministro move, por difamação, contra um orgão de informação de referencia e um seu jornalista. Decorridas as eleições e na semana da audiência de discussão e julgamento, o mesmo orgão de comunicação social de referencia publica uma grande entrevista com o queixoso. Uma coisa em bom, em grande, muita página e belas fotos. A audiencia é adiada. O queixoso entrevistado apresenta uma proposta de transacção judicial para pôr fim ao processo mediante um textinho e tal e uma verba simbólica para comprar umas whiskhas lá para a gataria de casa. O orgão não é a TVI. O jornalista não se chama Manuela. Tudo isto acontece depois das eleições. E eu, para aqui com a revista aberta a ler essa colgateana entrevista, sorrio com tão exuberante mas nojenta exibição de subserviência editorial da comunicação social de referencia ao poder. Seja lá qual fôr. Não haverá, é certinho, visto que a coisa não mete mails, Prós & Contras sobre o assunto. Podíamos nós viver sem tanta e tão transparente independencia da comunicação social de referencia em Portugal? Poder, podíamos. Mas não era, de facto, a mesma coisa...



publicado por Jorge Ferreira às 15:56 | link do post | comentar

Domingo, 04.10.09

José Sócrates diz desconhecer tudo sobre um dos mais delicados casos de corrupção que esperam julgamento, o do aterro da Cova da Beira. Em resposta às perguntas que o tribunal lhe dirigiu e que visavam esclarecer, a pedido de uma das arguidas, o papel que terá tido em muitas situações que fundamentam a acusação, o primeiro-ministro põe-se fora de jogo e diz que nada tem a ver com o assunto. Ora, eis um livro muito oportuno...
 



publicado por Jorge Ferreira às 13:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 02.10.09

Depois de uma boa conversa, parece que vai sair um Governo "hiper-político" da cabeça de José Sócrates. Teme-se o pior.



publicado por Jorge Ferreira às 11:16 | link do post | comentar

1. O maior partido português tem actualmente 3.678.536 militantes e é incapaz de gerar uma solução de Governo. É o Partido da Abstenção. Portugal será, assim, governado pelo segundo maior partido, o PS, que representa actualmente 21,75% dos eleitores recenseados. Este resultado significa, deveriam todos os partidos e instituições políticas da República assumirem-no, uma pesada derrota da democracia. Duvido que o façam. O Partido da Abstenção não tem porta-voz nem vai à televisão. Muito menos é susceptível de ser convidado para a novíssima liturgia dos Gato Fedorento. Não existe, portanto. Cá vamos, pois, votando e rindo.

 

2. Finalmente Cavaco Silva falou ao país. O Presidente não se dá nada bem com as comunicações das 20 horas para os telejornais. Já com o problema dos Açores, tendo razão na substância, não acertou no método. Voltou a acontecer. O que mais enerva em Cavaco Silva é que se fica sempre com a sensação de que ele não diz tudo o que tem para dizer. Se não pode dizer tudo o que tem para dizer é porque está refém de alguma coisa. Do que será? O certo é que quanto mais fala mais permite a José Sócrates fazer figura de estadista. Suprema ironia.

 

3. Quanto à questão de fundo, o que há a dizer é que nenhuma democracia saudável pode viver em estado de suspeição permanente sobre a segurança e a privacidade das comunicações, sejam elas electrónicas, telefónicas ou postais. Mas é nesse estado que vivemos, aparentemente para sossego das esquerdas, outrora tão reactivas a tudo quanto fosse suspeita de violação de direitos fundamentais dos cidadãos e hoje tão domesticadas. E este estado de suspeição não se resolve com mezinhas nem com jogos de sombras. Ele resulta de um sistema que está em vigor e que foi construído pelo PS, pelo PSD e pelo CDS, relativamente ao modelo de serviços de informações, sua orgânica e funcionamento. Nunca, como desde que José Sócrates chegou ao poder este tema tem estado tão presente na agenda política… por que será? Ah, sim, as campanhas negras, claro…

 

4. Soube-se também esta semana que o Ministério Público decidiu fazer buscas a quatro escritórios de advogados, ao que se diz, à procura de um contrato do … Estado! Três anos depois, o Ministério Público decidiu que é importante ler um contrato do Estado de compra de submarinos. Três anos. E decide procurar esse contrato nos escritórios dos advogados? É estranho. É suposto haver arquivos nos ministérios. Terá procurado no Estado e o contrato desapareceu das prateleiras do Estado? Alguém o levou para casa (não era a primeira vez que desapareciam documentos de Estado dos ministérios para casa de ministros…)? Se não fosse grave seria cómico. Por vezes temos a sensação que alguém anda a brincar com assuntos sérios. A brincar demais. Simultaneamente, a Associação Sindical dos Juízes declarou publicamente a sua perda de confiança no Conselho Superior de Magistratura. Na Justiça, isto é mais ou menos a mesma coisa que o conflito aberto entre Cavaco e Sócrates. Mas a Justiça no fundo reflecte o estado de degradação geral em que as instituições se encontram.

 

5. Não admira, por tudo, que o Partido vencedor das eleições tenha crescido tanto.

 

(publicado na edição de hoje do Semanário)



publicado por Jorge Ferreira às 10:22 | link do post | comentar

Parece que é muita a curiosidade dos portugueses em lerem a história de José Sócrates. Por isso, na próxima semana, sai a 2ª edição.

 

José Sócrates - O homem e o líder (Biografia não autorizada). Autor: Rui Costa Pinto
 

 



publicado por Jorge Ferreira às 00:55 | link do post | comentar

Quarta-feira, 30.09.09

Sócrates faz as vezes de estadista. Como descrevi a semana passada, é um profissional do poder e não está escrito em lado nenhum que as opções eleitorais dos cidadãos tenham de coincidir com as melhores virtudes políticas...



publicado por Jorge Ferreira às 13:56 | link do post | comentar

Sexta-feira, 25.09.09

Helena Matos escreve no Blasfémias, sobre "José Sócrates", O Homem e o Líder", a biografia de autoria de Rui Costa Pinto.



publicado por Jorge Ferreira às 10:12 | link do post | comentar

Desde que José Sócrates tomou o poder no PS que Portugal não tem tido descanso. Bem avisou António Vitorino, há quatro anos, à porta da sede do PS, para nos irmos “habituando”… Desde então, o homem que dizia que ser ministro “era o seu limite” e que Primeiro-Ministro “jamais” porque não tinha qualidades para tal (onde pára tamanha lucidez?...), tratou de realizar a maior concentração de poder num só homem de que há memória desde o 25 de Abril.

 

O ambiente político do país tornou-se nos últimos quatro anos verdadeiramente irrespirável e desaconselhável a menores de 18 anos. Sócrates concentrou poderes sobre as polícias, Sócrates pressionou e ameaçou jornais, televisões e jornalistas, Sócrates processou jornais, televisões, jornalistas, cronistas como nenhum político até hoje.

 

Durante quatro anos vimos o nome de Sócrates envolvido em sucessivas embrulhadas e suspeições, até hoje não esclarecidas. De uma simples licenciatura até a um complexo licenciamento, o do Freeport de Alcochete, passando por assinaturas em projectos de autoria discutida de casas deprimentes, nada em que tenha mexido parece claro. Evidentemente que esta situação contribuiu para degradar ainda mais a credibilidade das instituições e da política, o que manifestamente não incomoda nada o líder do PS.

 

Quanto à acção governativa o balanço é apenas uma enorme desilusão. As contas públicas estão num fanico, as reformas timidamente ensaiadas ficaram a meio, os empregos não só não foram criados como foram destruídos. O governante Sócrates criou dois países: o verdadeiro e o da propaganda. Os portugueses vivem hoje pior do que viviam há quatro anos. Portugal deve mais dinheiro do que devia há quatro anos. O Estado deve mais dinheiro e gasta mais do que sucedia há quatro anos.  O país produz menos e está por isso mais pobre do que há quatro anos.

 

Mas, ao que parece, Sócrates prepara-se para ganhar as eleições de domingo. Depois de tão estrondosos quatro anos, já é extraordinário ter a possibilidade de as ganhar. Ganhá-las será um verdadeiro feito. Porquê? Pela simples razão de que é um profissional do poder. O deplorável episódio das escutas que dominou a campanha eleitoral mostra bem o grau de amadorismo que tem permitido ao profissionalismo político de Sócrates brilhar. Conseguir pôr Cavaco Silva na lamentável posição de dar uma ajudinha ao PS, quando as sondagens mantinham tudo em aberto é de mestre. Mestre do poder, sempre o poder. E o poder, quando se transforma num fim em si próprio, como é o caso paradigmático de Sócrates faz mal ao país.

 

A oposição talvez mereça este desfecho. Porque em quatro anos não conseguiu construir uma credibilidade nem um programa. Portugal é que mereceria, sem dúvida, muito melhor. (publicado na edição de hoje do Semanário)

(Foto)

 



publicado por Jorge Ferreira às 09:43 | link do post | comentar

Quarta-feira, 23.09.09

«Muita água já tinha passado debaixo das pontes, entre o abandono de Vilar de Maçada e a chegada vitoriosa ao poder. Longe iam os tempos da pequena aldeia, dos estudos na Covilhã e em Coimbra, dos dias difíceis vividos pela sua mãe depois da separação do marido, do primeiro aparta­mento comprado em Cascais, com dinheiro de uma herança do seu avô materno, e da casa que comprou depois de casar. Chegou, seguramente, onde poucos se atreveram a vaticinar. Nem o próprio, a acreditar num dos seus mais célebres diálogos com a imprensa, que guardei religiosamente:

« – Engenheiro José Sócrates, vamos vê-lo, um dia, primeiro-ministro?»

« – Não! Primeiro, porque não tenho o talento e as qualidades que um pri­meiro-ministro deve ter. Segundo, porque ser primeiro-ministro é ter uma vida na dependência mais absoluta de tudo, sem ter tempo para mais nada. É uma vida horrível e que eu não desejo. Ministro é o meu limite»

 

Esta passagem do livro de Rui Costa Pinto sobre a vida do nosso Primeiro-Ministro é verdadeiramente deliciosa. Chegamos à conclusão que Sócrates tem vivido nestes quatro anos fora dos seus limites! Bem me parecia. Resta-nos uma possibilidade: ajudar Sócrates a regressar aos seus limites. Pode ser já no próximo Domingo.



publicado por Jorge Ferreira às 18:03 | link do post | comentar

Portugal perdeu no ano passado 71 milhões de euros de fundos estruturais comunitários por falta de absorção no prazo previsto, o que representa o valor mais elevado dos 27 países da União Europeia (UE). Graças à determinação de José Sócrates temos avançado muito. Na incompetencia e no desperdício. Somos certamente um país riquíssimo que s epode dar a estes luxos...



publicado por Jorge Ferreira às 11:26 | link do post | comentar

Terça-feira, 22.09.09

«Recordo, perfeitamente, o aborrecimento de me ter enganado, pois tinha assinado uma artigo de opinião, assumindo uma opinião altamente positiva sobre o político que apelidei de revelação da política portuguesa. Fui, com total convicção, o primeiro a prognosticar, em termos de opinião publicada, que chegaria a São Bento. Fi-lo muito tempo antes dos elogios da corte do costume, sempre disponível para bajular o poder, qualquer que ele seja. Após a publicação do artigo, as reacções não se fizeram es­perar: os meus colegas fartaram-se de me gozar e o próprio fez questão de me convidar para almoçar nas ‘Belgas’, mesmo ao lado da Assembleia da República, então um dos restaurantes da moda. José Sócrates é assim. Gosta de ‘marcar’ quem julga poder ser um futuro aliado...» (pag. 19)

 

« Depois da nossa última conversa telefónica, a propósito da investi­gação da PJ sobre o caso da “Cova da Beira”, preparei-me, imediatamente, para uma qualquer diatribe da sua parte ou de um qualquer dos seus apa­niguados. O que nunca imaginei, nem no maior dos pesadelos, foi passar por situações que vieram a acontecer posteriormente, que a serem coinci­dências são absolutamente extraordinárias.

No dia 5 de Março de 1999, sexta-feira, fui avisado, telefonicamente, que tinha sido alvo de uma carta anónima.» (pag 23)

 

«Hoje, ainda não sei quem inventou e enviou a carta anónima. Até posso desconfiar, mas não o posso provar». (pag 25).

 

Cá vamos, cantando e lendo...



publicado por Jorge Ferreira às 16:31 | link do post | comentar | ver comentários (1)

José Sócrates, requereu a abertura de instrução do processo que moveu contra o jornalista João Miguel Tavares, depois do Ministério Público ter arquivado, considerando que o artigo de opinião, “José Sócrates, o Cristo da política portuguesa”, publicado no "Diário de Notícias", não ultrapassava os limites da crítica a Sócrates, enquanto figura pública. Este é apenas um dos vários processos que José Sócrates tem movido contra jornalistas. Curiosamente, nenhum terminou antes das eleições.



publicado por Jorge Ferreira às 05:14 | link do post | comentar | ver comentários (1)

O afastamento de Fernando Lima por Cavaco Silva não anuncia nada de bom. Talvez ainda não se veja tudo, mas a política portuguesa está a viajar a grande velocidade para as profundezas das catacumbas do sistema de podridão em que vivemos há muito tempo. Cheira-me que isto não fica assim. Cavaco pode ter muitos defeitos mas não é pessoa de levar desaforo para casa e ficar-se.



publicado por Jorge Ferreira às 00:19 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 16.09.09

– «E tu acreditas?».

 Foi a pergunta que José Sócrates me fez, insistentemente, durante uma longa e tardia conversa que se foi revelando tensa, muito tensa. Na última semana de Janeiro de 1999, mais precisamente no dia 28, uma quinta-feira, fui incumbido de telefonar ao então ministro adjunto do primeiro-ministro para o confrontar com o resultado de um pré-inquérito da Polícia Judiciária. (...) José Sócrates nunca deixou em mãos alheias a iniciativa de evitar a publicação de uma notícia. Os telefonemas, as ameaças e as pressões multiplicaram-se  até altas horas da madrugada seguinte, depois de lhe ter telefonado.

Há mais de dez anos, já era assim. O resultado foi surpreendente: a notícia foi adiada, apesar de ter chegado a estar planeada e paginada para mais uma manchete. (...)»

 

Uma biografia não autorizada de José Sócrates está prestes a ser publicada, isto claro, se não acontecer numa gráfica ou numa distribuidora quaisquer o que sucedeu na TVI. Se o livro não fôr silenciado, uma coisa é certa: desta vez não haverá Dias Loureiro nem o biografado no lançamento. Coisas da democracia. 



publicado por Jorge Ferreira às 19:03 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Domingo, 06.09.09
Portas diz que Sócrates "está em dívida para com o país". Eu acho que é capaz de ser melhor não fazer as contas. Não sei dizer qual deles no fim deveria mais...


publicado por Jorge Ferreira às 21:22 | link do post | comentar

Antes de mais parabéns, Senhor Engenheiro, pelas 52 primaveras. Agora, deixe-me que lhe diga: Manuela Ferreira Leite também está de parabéns, porque o senhor anda com o seu discurso a reboque do dela.



publicado por Jorge Ferreira às 21:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 05.09.09

O alegado debate de hoje entre os dois Sousas das esquerdas mostrou uma coisa muito simples: o Sousa do PCP é muito atrevido nas ruas, nas manif's, mas quando se apanha com o Sousa do PS à frente é mais manso que um congressista de Espinho do PS. Cá para mim hoje vai haver mosquitos por cordas nos centros de trabalho...



publicado por Jorge Ferreira às 23:55 | link do post | comentar

José Sócrates deixou de falar a Pina Moura porque este, enquanto esteve a representar os espanhóis na administração da Media Capital não acabou com o Jornal de opinião privativo de Manuela Moura Guedes, como Sócrates desejava enquanto era tempo. Pina Moura vingou-se da desfeita, declarando-se "focado", isto é, próximo e concordante com o programa eleitoral do PSD e não do PS, partido pelo qual foi deputado da Nação em acumulação com a representação de interesses de empresas espanholas em Portugal. O grupo Prisa, dantes amigo do PSOE e de Jose Luis Zapatero, por sua vez muito amigo de José Sócrates, zangou-se entretanto com os ditos PSOE e Zapatero, porque estes deram um volumoso negócio de comunicação em Espanha a outro grupo de comunicação que não a Prisa. Vai daí toca de começar a escrever artigos contra o PSOE e Zapatero nos orgãos do grupo. Sabendo do momento delicado, judiciário e eleitoral, que o amigo lusitano de Zapatero vive em Portugal, toca de correr com Moura Guedes da pantalla, sabendo de antemão que o poderosíssimo ónus político do saneamento recairia sobre Sócrates, o especial amigo de Zapatero, ora ódio de estimação do grupo. Cavaco Silva, tomado de esperada amnésia, declarou esperar que o saneamento de Moura Guedes não tenha nada a ver com ameaças à liberdade de informação, esquecido que está do que fez o seu Governo com a RTP e o então elemento de ligação a Moniz, marido da ora saneada da TVI, quando este era Director de Informação da RTP, o ministro Marques Mendes (esse mesmo...) que, ao que consta, famas injustas certamente, tinha uma especial predilecção pela análise antecipada dos alinhamentos do telejornal.

 

Isto é uma história de pura ficção e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. E tenho mais ficções para escrever.



publicado por Jorge Ferreira às 17:47 | link do post | comentar

Se calhar, no dia em que o PS foi mesmo vítima de uma cabala o PS já não podia dizer que foi vítima de uma cabala porque ninguém acredita no PS.



publicado por Jorge Ferreira às 11:06 | link do post | comentar

No PS suspira-se pelo dia em que o partido se verá livre de Sócrates. É que já nem ajudas de políticos experientes como Mário Soares hoje na entrevista ao "i" chegam para aliviar o peso partidário em que o ainda líder do PS se transformou para o seu próprio partido.



publicado por Jorge Ferreira às 10:56 | link do post | comentar

Sexta-feira, 04.09.09

Dizia alguém que percebia muito de política antes de muitos outros que "em política o que parece é". A campanha eleitoral está irreversivelmente inquinada pelo episódio Manuelamouragate. Sócrates já o percebeu. O resto, Prisa incluída, é ruído.



publicado por Jorge Ferreira às 14:22 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 03.09.09

José Sócrates, negou hoje que ele próprio, o Governo e o PS tenham interferido na decisão da administração da TVI de suspender a emissão do Jornal Nacional de hoje. Claro que não. Claro que não. Claro que não, Sr. Engenheiro. E nós somos todos tolos... O Congresso chavista do PS nunca existiu. A tirada do jornalismo travestido nunca existiu. Hoje foi um dia de viragem na campanha eleitoral. O resto é conversa e péssimos exemplos do PS, o outrora partido da liberdade. Mas pode ficar descansado Sr. Engenheiro: terá certamente uma avenida com o seu nome num município socialista qualquer perto de si...
 



publicado por Jorge Ferreira às 22:59 | link do post | comentar

Manuela Moura Guedes tinha uma peça pronta sobre o caso Freeport. A corrida em osso chegou mesmo a tempo....



publicado por Jorge Ferreira às 16:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Nenhuma das três televisões abriu os jornais da uma com a notícia do caso Moura Guedes-Sócrates. O respeitinho é muito bonito...



publicado por Jorge Ferreira às 13:01 | link do post | comentar

Manuela Moura Guedes, cujo tipo de jornalismo não aprecio, foi corrida da TVI e o seu célebre Jornal Nacional das sextas-feiras negras para José Sócrates foi sacudido dos ecrans. Sócrates, o homem que mais poder concentrou nas suas mãos nos 35 anos de democracia, não brinca em serviço, não perdoa, não facilita. O caso Rui Gomes da Silva e Marcelo Rebelo de Sousa mais Pais do Amaral ao pé do caso Sócrates e Manuela Moura Guedes, foi uma brincadeira. Portugal está irrespirável.



publicado por Jorge Ferreira às 12:51 | link do post | comentar

Quarta-feira, 02.09.09

Freeport, licenciatura, submarinos, sobreiros, Jacinto Leite Capelo Rego.



publicado por Jorge Ferreira às 22:36 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sócrates queixa-se que Portas não cumpre regras. Terão sido apresentados apenas hoje?...



publicado por Jorge Ferreira às 21:26 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Portas pede a Sócrates para não fazer números. É para rir, decerto....



publicado por Jorge Ferreira às 21:16 | link do post | comentar

Portas trata Sócrates por Primeiro-Ministro em vez de o tratar como candidato a, como devia. Assume um estatuto de inferioridade. Rangel é melhor a debater que Portas.



publicado por Jorge Ferreira às 21:14 | link do post | comentar

Terça-feira, 01.09.09

Está visto que com uma notícia destas a crise vai terminar pela milésima vez. Vem aí discurso de Sócrates...



publicado por Jorge Ferreira às 19:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 31.08.09

Nos dias que correm torna-se necessário não só libertar a empregada de Carolina Patrocínio de Carolina Patrocínio, como também libertar Carolina Patrocínio de José Sócrates. Tanta guerra de libertação...



publicado por Jorge Ferreira às 10:14 | link do post | comentar

Domingo, 30.08.09

Sócrates quer casar toda a gente à força: gays, unidos de facto, tudo o que mexe. Ao mesmo tempo fez uma lei do divórcio profundamente injusta para quem tem menos "direitos sociais" no casamento. Naquela cabecinha pensadora não é capaz de entrar a ideia simples que cada um deve ter a liberdade de não querer a parafernália de problemas a que Sócrates chama enganadoramente de "direitos sociais", que mais não são do que interferencias abusivas do Estado na vida privada de cada um. Safa, que com Sócrates levamos com o Estado porta adentro quer queiramos, quer não. Alguém nos livra deste destino?...



publicado por Jorge Ferreira às 15:08 | link do post | comentar

Quinta-feira, 27.08.09

José Sócrates, considerou hoje que "nunca houve quatro anos" em que se tenham registado tantos progressos no domínio do investimento em políticas e equipamentos sociais, assegurando no futuro "mais investimento público" nesta área. Será que o líder do PS acredita mesmo no que diz? Será que ele vive mesmo cá em Portugal? Devia haver limites para a propaganda.
 



publicado por Jorge Ferreira às 15:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 24.08.09

Ouvi mesmo agora José Sócrates dizer que quem afirma que a diminuição da taxa de chumbos no ensino se deve ao facilitismo do mesmo, está a insultar o mundo, o planeta, o sistema solar e o próprio Universo, nele incluindo, cito, os professores, os alunos e as famílias. Esta nova mania de Sócrates de confundir insulto com crítica só vem demonstrar duas coisas: a primeira é que não há Luís Paixão Martins que seja capaz de esconder a arrogância do ainda Primeiro-Ministro; a segunda é que Sócrates está sem discurso. Agora é tudo insulto. Ninguém pode criticar nada, que é logo um insulto. Temos que andar todos a toque de caixa, dizer amen a S. Exa. e a todas as barbaridades que tem cometido nestes quatro anos. Se não, cuidadinho, muito cuidadinho, ainda nos mandam um espiãozito lá a casa...



publicado por Jorge Ferreira às 14:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Um país de escutas, um país de espiões. Um país vigiado. Um país irrespirável. E tudo sob o comando de um homem só. Como nunca se viu em democracia.



publicado por Jorge Ferreira às 12:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)

O insulto degrada quem o profere. Não é o insulto que degrada a democracia. É a mentira e a suspeita que degradam a democracia.



publicado por Jorge Ferreira às 01:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 23.08.09

José Sócrates arriscou finalmente ir à Madeira como líder partidário. Deve estar muito aflito para chegar a este ponto e descer tão baixo...



publicado por Jorge Ferreira às 21:37 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 19.08.09

É nisto que dá a concentração de poderes num homem só em matéria de serviços de informações, segurança e polícia. Nunca nenhum Primeiro-Ministro teve tanto poder nesta área como o democrático Sócrates. Agora, aguente-se com as suspeitas. Não faltou quem avisasse.



publicado por Jorge Ferreira às 11:52 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 14.08.09

José Sócrates, já se sabe, tem um jeitinho especial para escolher pessoas. Depois dos rios de tinta do episódio António Preto e outros, convém recordar que existem virtudes especialmente bem distribuídas entre Manuela e José. Vai daí, escolheu Carolina Patrocínio, neta de Vasco Vieira de Almeida (a propósito: o caso Freeport tem férias judiciais?...) para mandatária da juventude. O cargo vale nada, mas a pessoa pode revelar-se um desastre político. Para começar, decidiu mandar os assessores do mandante dar uma grande curva quando estes a procuraram na praia para dar um pulinho à apresentação do programa do PS. Deixou os assessores a falar para aquela voz irritante que nos aparece nos telemóveis quando eles estão desligados e a voz off nos manda voltar a tentar mais tarde. Agora, a menina, uma apresentadora de televisão da geração morangueira açucarada, transcendeu-se e disse numa entrevista que só come cerejas porque a sua empregada lhe tira os caroços das ditas. Eu acho bem. Com mais de meio milhão de desempregados, sabe bem saber que ainda há quem possa dar emprego a outras pessoas, nem que seja para tirar os caroços das frutas. Não deve haver nada pior para as unhas de gel do que o ácido e a glucose da fruta. Carolina está, pois, certa, empregando alguém para os caroços. Apenas espero que lhe paguem tão bem que lhe seja possível ir ali ao centro de emprego mais próximo e recrutar uma mão cheia de desempregados, para os quais me atrevo desde já a deixar aqui algumas sugestões: tirar os ossos da carne, as espinhas do peixe, as nódoas da roupa, arranjar as máquinas lá de casa, forrar sofás, escolher cortinados novos de três em três meses. Sócrates escolheu, assim, a Carolina certa para combater o desemprego. Desgraçadamente, porém, escolheu, novamente o patrocínio errado. Para umas eleições de um país que o próprio se encarregou, com insuperável método, de enviar direitinho para o fundo de um poço, não cai nada bem apresentar gente assim despreocupada e sem problemas na vida aos eleitores. Sobretudo aos eleitores jovens, que se desunham para ter professores de jeito, para ter emprego, para ter casa, enfim, para terem o singelo direito a comprar as suas próprias cerejas sem pedir dinheiro emprestado aos pais. Não são só os ministros que lhe saiem mal. Os mandatários também são um susto. Mas, ao menos desta vez, um susto com a sua piada. O Sócrates "queque" é o máximo.

 

(Cereja com caroço)



publicado por Jorge Ferreira às 18:04 | link do post | comentar

A taxa de desemprego atingiu os 9,1% no segundo trimestre deste ano. O Instituto Nacional de Estatística revela que há 507 mil pessoas sem emprego. Trata-se, sem dúvida de seguir à risca o lema dos cartazes de José Sócrates: "Avançar portugal". O desmprego em Portugal continua a avançar. Mais um feito histórico do glorioso secretário-geral. Revejam os compêndios, actualizem as efemérides.
 



publicado por Jorge Ferreira às 11:26 | link do post | comentar

Quarta-feira, 12.08.09

"Gostava que as virgens ofendidas da política que encontramos hoje no PS e no SIMplex se lembrassem, quando falam das listas do PSD, que o seu candidato a Primeiro Ministro tem um track record em matéria de suspeição que faz parecer António Preto e Helena Lopes da Costa dois pastorinhos de Fátima."

 

Rodrigo Adão da Fonseca, no Jamais. Ou o velho provérbio português do "diz o roto ao nu que o aspecto é que conta"...



publicado por Jorge Ferreira às 12:09 | link do post | comentar

Terça-feira, 04.08.09

"Basta que Isaltino repita o que disse Sócrates em pleno rebentar do caso Freeoport e em pleno congresso do PS: o povo é quem mais ordena! Isto é, o eleitorado é mais importante do que o poder judicial. Isaltino já apelou aos oeirenses. O Marquês de Pombal só foi condenado quando largou Oeiras e foi desterrado para Pombal. Em democracia, na pluralista e de Estado de Direito, o povo não pode mais do que o poder judicial. Em Portugal este princípio válido e semivigente também deveria ser eficaz. Não há pior justiça do que aquela que aparece ao povo como impotente."

 

José Adelino Maltez, no Sobre o Tempo Que Passa.



publicado por Jorge Ferreira às 11:07 | link do post | comentar

Quinta-feira, 30.07.09

O braço de ferro de Sócrates contra Cavaco Silva no Estatuto dos Açores acabou. O Estatuto é inconstitucional. Sócrates soma e segue nas derrotas políticas. Uma verdadeira máquina. Mas a declaração do Tribunal Constitucional também devia fazer corar todos quantos, no Parlamento foram aprovando, com ou sem cambalhotas, este absurdo legislativo. Carlos César também aproveita para meter a viola no saco.



publicado por Jorge Ferreira às 19:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Terça-feira, 28.07.09

Parece de propósito. O ensaio da propaganda de José Sócrates ao encontrar-se com vinte autores de blogues falhou a transmissão via internet. Vai todo um mandato neste singelo episódio.



publicado por Jorge Ferreira às 10:20 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sexta-feira, 24.07.09

Já ninguém se lembra da revisão de imagem de José Sócrates depois das eleições europeias. Na verdade essa postiça atitude de humildade era tão postiça, tão postiça, que não resistiu quinze dias. Ainda esta semana ficámos a saber que “ainda está para nascer um Primeiro-Ministro” que consiga baixar o défice. Só mesmo o grande, o enorme, o extraordinário José, não Mourinho, mas Sócrates, para cometer a proeza de ter baixado o défice em dois anos e, de seguida, o ter triplicado noutros dois anos. Uma façanha, de facto, mas lamentável.

 

Também esta semana, José Sócrates se voltou a lamentar do facto de o seu Governo, note-se o dele, não o do país, ser mais admirado no estrangeiro do que em Portugal. Ou seja: ou chamou estúpidos aos portugueses, ou chamou ingratos aos portugueses, ou chamou lorpas aos estrangeiros. Para admirar o Governo de José, não Mourinho, mas Sócrates, teríamos de esquecer pelo menos, Mário Lino, Manuel Pinho, Maria de Lurdes Rodrigues, Jaime Silva, e o seu recente, também uma aquisição desta semana trágica para o Governo, Mohammed Saeed Al-Sahhaf, mais conhecido por Teixeira dos Santos.

 

Com uma improvável costela não de Mourinho, mas de Steven Spielberg, José Sócrates classificou a legislatura da sua maravilhosa quanto incompreendida obra de “A Tempestade Perfeita”. Para lhe responder à letra, eu chamá-la-ia antes de “A Legislatura Perdida”. Um filme que até começou benzinho mas que cerce descambou num calvário lamentável de arrogâncias sortidas, promessas falhadas e erros de análise. Teremos a obrigação, todos nós, ingratos eleitores, de admirar tal filme de terror? Para Sócrates, que não cabe no maior espelho à venda no país, sim, sem dúvida. Ter outra opinião, ter outra ideia, desmontar a sua propaganda cada vez mais oca e mentirosa, é coisa que não está prevista na sua Constituição privativa, composta por um artigo único que reza assim: “Espelho meu, espelho meu, já sei que não há melhor Primeiro-Ministro do que eu!”.

 

A vida dos políticos tem ciclos. Ciclos de graça e de desgraça. Muitos pensam que a desgraça de Sócrates começou no dia 7 de Junho de 2009, com a vitória impossível de Manuela Ferreira Leite nas eleições europeias. Nada mais enganador. A derrota começou muito antes e o ciclo mau foram metódica e pacientemente construídos por José Sócrates muitos meses antes, sem que o próprio se tenha dado conta disso. O clima que se vive hoje no país é de mudança. E para que essa mudança aconteça nem é necessário que se concretize outra vitória impossível de Manuela Ferreira Leite noutras eleições. Basta o PS perder a maioria absoluta. O código genético de Sócrates é incompatível com o poder relativo.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

 



publicado por Jorge Ferreira às 11:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)

O final da legislatura fica marcado por um tema recorrente na vida dos portugueses no século XXI: agora é o PSD que quer avaliar a real situação das contas públicas. Agora é o PS que recusa a ideia do Parlamento fazer essa avaliação.

O descontrolo das contas públicas é uma espécie de “karma” nacional. Nos últimos anos o país tem passado a vida a mexer a roda sem que ela saia do mesmo sítio. Faz lembrar um jipe atolado nas areias do antigo Paris-Dakar.

O Estado gasta e, diga-se em abono da verdade, desperdiça muitas vezes,  sistematicamente mais do que aquilo que o país pode, mais do que aquilo que a economia portuguesa consente, mais do que aquilo que a produtividade das empresas portuguesas justifica.

Os dois primeiros anos de José Sócrates pareceram constituir uma saudável excepção a esta situação, que aliás, a consulta dos anais da história parlamentar portuguesa permitirá ver que é uma situação que se discute desde o século XIX.

A fraqueza ancestral das forças nacionais no sentido de produzir riqueza sempre foram disfarçadas com sucessivas fontes de financiamento do exterior. As especiarias da Índia, o ouro do Brasil, as matérias-primas das colónias e os fundos comunitários foram sucessivamente permitindo ao país viver acima das suas possibilidades, fazer uma vida de rico sendo pobre, soltando a preguiça escondida que existe no fundo de cada ser humano. O Estado gastava de mais? Que interessava isso se se sabia que havia sempre alguém que apareceria para pagar?

Desta vez, não há QREN que nos valha. Apesar das aparências orçamentais alcançadas por José Sócrates nos primeiros anos de Governo, a verdade é que a despesa fixa e corrente do Estado nunca se alterou. À parte as doses maciças de propaganda governamental, a realidade substantiva não se alterou. O que significa que num momento de aperto mais uma vez ficariam a nu as debilidades gastadoras do Estado.

Foi justamente o que sucedeu o ano passado e é precisamente o que está a suceder este ano. As contas públicas estão novamente descontroladas. Com a crise económica a receita dos impostos baixou drasticamente. Como a diminuição do défice se fez pelo lado da receita e não, como seria saudável e sustentável, pelo lado da despesa, voltámos à estaca zero.

Bem pode Teixeira dos Santos, qual Mohammed Saeed Al-Sahhaf, o trágico-cómico ministro da informação de Saddam Hussein, vir jurar a pés juntos que as contas públicas não estão descontroladas. O mundo está a ruir à sua volta e, todavia, o ministro das Finanças não repara.

Vira o disco e toca o mesmo.

(publicado na edição de hoje do Semanário)

 



publicado por Jorge Ferreira às 11:22 | link do post | comentar

Terça-feira, 21.07.09

O défice orçamental fixou-se, no final do primeiro semestre deste ano em 7305,8 mil milhões de euros, cerca de três vezes e meia mais do que fora apurado em igual período do ano passado e praticamente o dobro do que tinha sido registado em Maio. É Portugal a avançar, sem dúvida nenhuma. Mas em direcção ao abismo.



publicado por Jorge Ferreira às 10:13 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sexta-feira, 17.07.09

O relatório final do Tribunal de Contas acusa o contrato de exploração do terminal de contentores de Alcântara de só favorecer os interesses da Liscont, a empresa do grupo Mota-Engil e de ser ruinoso para o Estado. Tinham razão todos aqueles que criticaram na altura própria mais este negócio-PS. Suponho que desta vez José Sócrates não estará disponível para denunciar uma campanha negra com epicentro no Tribunal de Contas. Perante este relatório judicial só resta um caminho ao Governo: pedir desculpa por mais esta mariolinada e recuar. O que tem António Costa a dizer sobre este assunto que diz directamente respeito a Lisboa?



publicado por Jorge Ferreira às 10:28 | link do post | comentar

JORGE FERREIRA

tomarpartido@sapo.pt

visitantes em linha

English version by Google
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

2
3
4
5
6
7

8
9

20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30



DESTAQUES




TAMBÉM ESTOU AQUI

Jorge Ferreira

Cria o Teu Crachá

Aveiro
Comunicar a direito
Democracia liberal
Diário de aveiro
Jorge ferreira
O carmo e a trindade
O templário
Terras de mármore
Tv net

O PARTIDO DOS AMIGOS

A cagarra
Alinhavos
Cão com pulgas
Eclético
Faccioso
Ilha da madeira
Fumaças
Mais actual
Meu rumo
Paris
Sobre o tempo que passa
Tubarão


OUTROS PARTIDOS

A arte da fuga
A barbearia do senhor luís
A casa de sarto
A casa dos comuns
A caveira vesga
A caverna obscura
A civilização do espectáculo
A destreza das dúvidas
A educação do meu umbigo
A gota de ran tan plan
A grande alface
A janela do ocaso
A natureza do mal
A origem das espécies
A outra varinha mágica
A regra do jogo
A revolta das palavras
a ritinha
A terceira noite
A textura do texto
A voz do povo
A voz nacional
A voz portalegrense
As escolhas do beijokense
As penas do flamingo
Abrigo de pastora
Abrupto
Às duas por três
Activismo de sofá
Admirável mundo novo
Adufe
Água leve
Água lisa
Alcabrozes
Alianças
Aliança nacional
Almocreve das petas
Apdeites v2
Arcadia
Arde lua
Arpão
Arrastão
Aspirina b
Atuleirus
Avatares de um desejo

Bar do moe, nº 133
Blasfémias
Bem haja
Berra-boi
Bic laranja
Bicho carpinteiro
Binoculista
Bissapa
Blogo social português
Blogotinha
Blogs e política
Blogue de direita
Blogue da sedes
Blogue real associação de lisboa
Blue lounge
Boca de incêndio
Boina frígia
Braga blog
Branco no branco
Busturenga

Cabalas
Café Bar James Dean
Café da insónia
Caixa de petri
Caixa de pregos
Câmara corporativa
Campos da várzea
Canhoto
Carreira da í­ndia
Causa liberal
Causa nossa
Cegos mudos e surdos
Centenário da república
Centurião
Certas divergencias
Chá preto
Charquinho
Cibertúlia
Cinco dias
Classe polí­tica
Clube das repúblicas mortas
Clube dos pensadores
Cobrador da persia
Combustões
Confidências
Congeminações
Contingências
Controversa maresia
Corta-fitas
Crónicas d'escárnio e mal dizer

Da condição humana
Da literatura
Da rússia
Dar à tramela
Dass
De vexa atentamente
Der terrorist
Delito de opinião
Desconcertante
Desesperada esperança
Despertar da mente
Direito de opinião
Do portugal profundo
Dois dedos de prosa e poesia
Dolo eventual
Duas cidades
Duas ou três coisas
2 rosas

É curioso
É tudo gente morta
e-konoklasta
Em 2711
Elba everywhere
Em directo
Encapuzado extrovertido
Entre as brumas da memória
Enzima
Ephemera
Esmaltes e jóias
Esquissos
Estado sentido
Estrago da nação
Estudos sobre o comunismo
Espumadamente
Eternas saudades do futuro

Falta de tempo
Filtragens
Fliscorno
Fôguetabraze
Foram-se os anéis
Fúria dos dias

Gajo dos abraços
Galo verde
Gazeta da restavração
Geometria do abismo
Geração de 80
Geração de 60
Geração rasca
Gonio
Governo sombra

Há normal?!
Herdeiro de aécio?!
Hic et nunc
Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos
Homem ao mar

In concreto
Ideal social
Ideias soltas
Ilusão
Império lusitano
Impressões de um boticário de província
Insinuações
Inspector x
Intimista

Jacarandá
Janelar
Jantar das quartas
João Távora
Jornal dos media
José antónio barreiros
José maria martins
Jose vacondeus
Judaic kehillah of portugal - or ahayim
Jugular
Julgamento público

Kontrastes

La force des choses
Ladrões de bicicletas
Largo da memória
Largo das alterações
Latitude 40
Liblog
Lisbon photos
Lobi do chá
Loja de ideias
Lusitana antiga liberdade
Lusofin

Ma-schamba
Macroscópio
Maioria simples
Maquiavel & j.b.
Margem esquerda
Margens de erro
Mar salgado
Mas certamente que sim!
Mau tempo no canil
Memória virtual
Memórias para o futuro
Metafísica do esquecimento
Miguel teixeira
Miniscente
Minoria ruidosa
Minudencias
Miss pearls
Moengas
Movimento douro litoral
Mundo disparatado
Mundus cultus
My guide to your galaxy

Não há pachorra
Não não e não
Nem tanto ao mar
Neorema
Nocturno
Nortadas
Notas formais
Notícias da aldeia
Nova floresta
Nova frente
Num lugar à direita
Nunca mais

O afilhado
O amor nos tempos da blogosfera
O andarilho
O anónimo
O bico de gás
O bom gigante
O cachimbo de magritte
O condomínio privado
O contradito
O diplomata
O duro das lamentações
O espelho mágico
O estado do tempo
O eu politico
O insubmisso
O insurgente
O islamismo na europa
O jansenista
O jumento
O observador
O país do burro
O país relativo
O pasquim da reacção
O pequeno mundo
O pravda ilhéu
O principe
O privilégio dos caminhos
O profano
O reaccionário
O saudosista
O severo
O sexo dos anjos
O sinaleiro da areaosa
O tempo das cerejas
O universo é uma casca de noz
Os convencidos da vida
Os veencidos da vida
Obrigado sá pinto
Oceano das palavras
Office lounging
Outra Margem
Outubro

Palavra aberta
Palavrussaurus rex
Pangeia
Papa myzena
Patriotas.info
Pau para toda a obra
Pedra aguda
Pedro_nunes_no_mundo
Pedro rolo duarte
Pedro santana lopes
Pena e espada
Perguntar não ofende
Planetas politik
Planí­cie heróica
Playbekx
Pleitos, apostilas e comentários
Politeia
Política pura e dura
Polí­tica xix
Polí­tica de choque
Politicazinha
Politikae
Polvorosa
Porcausasemodivelas
Porto das pipas
Portugal dos pequeninos
Por tu graal
Povo de bahá
Praça da república em beja
Publicista

Quarta república

Registo civil
Relações internacionais
Retalhos de edith
Retórica
Retorno
Reverentia
Revisões
Ricardo.pt
Risco contínuo
Road book
Rua da judiaria

Salvaterra é fixe
Sem filtro
Sempre a produzir
Sentidos da vida
Serra mãe
Sete vidas como os gatos
Small brother
Sociedade aberta
Sociologando
Sorumbático
Sou contra a corrente
Super flumina

Táxi
Tempo político
Tenho dito
Teorias da cidade
Tese & antítese
Tesourinhos deprimentes
There is a light never goes out
Tirem-me daqui
Tralapraki
Transcendente
Tribuna
31 da armada
Tristeza sob investigação
Triunfo da razão
Trova do vento que passa

Último reduto
Um por todos todos por um

Vale a pena lutar
Vasco campilho
Velocidade de cruzeiro
Viagens no meu sofá
Vida das coisas
Vento sueste
Voz do deserto

Welcome to elsinore

Xatoo

Zarp blog

PARTIDOS DOS ALUNOS

Ao sul
As cobaias
Fados e companhia
O cheiro de santarém pela manhã
Platonismo político
Projecto comunicar

PARTIDOS DE ABRANTES

Abranteimas
Rua da sardinha
Torre de menagem

PARTIDOS DO ALGARVE

Mons cicus
Olhão livre
Tavira tem futuro
The best of lagos

PARTIDOS DE AVEIRO

A ilusão da visão
Academia de aveiro
Actas diárias
Amor e ócio
Arestália
Aveiro sempre
Bancada directa
Bancada norte
Blog de sergio loureiro
Botanabateira
Código da vivencia
Cogir
Debaixo dos arcos
Desporto aveiro
Divas e contrabaixos
Estados gerais
Forum azeméis
Já agora
Margem esquerda
Neo-liberalismo
Nós e os outros
Notas de aveiro
Notícias da aldeia
Noticias de ovar
Painéis de aveiro
Pontos soltos
Portal do beira-mar
4linhas
Quotidiano da miséria
7 meses
The sarcastic way
Visto de fora
Vouga

PARTIDOS DE OEIRAS

À rédea solta
Escrever sobre porto salvo
Eu sou o poli­ticopata
Oeiras local
Rememorar oeiras

PARTIDOS DE TOMAR

Alcatruzes da roda
Algures aqui
À descoberta de tomar
Charneca da peralva
Nabantia
Olalhas
Os cavaleiros guardiões de sta. maria do olival
Sondagem tomar
Tomar
Thomar vrbe
Tomar, a cidade
Tomar a dianteira
Vamos por aqui

PARTIDOS DE VILA VIÇOSA

A interpretação do tempo
Infocalipo
O restaurador da independencia
Tasca real

PARTIDOS POÉTICOS

Arrimar
Corte na aldeia
Forja de palavras
Linha de cabotagem (III)
Nimbypolis
O melhor amigo
Ofí­cio diário
Orgasmos dos sentidos

PARTIDOS DAS ÁGUIAS

A águia
A ilíada benfiquista
A mística benfiquista
Amo-te, benfica
Anti-anti-benfica
Benfiquistas desde pequeninos
Calcio rosso
Chama imensa
Diário de um adepto benfiquista
E isso me envaidece
E pluribus unum
Encarnados
Encarnado oriental
Encarnado e branco
Eterno benfica
Football dependent
Gloriosa fúria vermelha
Glorioso jornal
Gordo vai à baliza
Javardos benfiquistas
loucos pelo slb
Mágico slb
Mar vermelho
Memória gloriosa
Não se mencione o excremento
Novo benfica
O antitripa
O inferno da luz
O grémio benfiquista
Os nossos queridos jornalistas desportivos
País de corruptos
Quero a verdade
Ser benfiquista
Slbenfica - forever champions
Slblog
Tertúlia benfiquista
Um zero (1-0) basta
Vermelhovzky
Vedeta da bola
Vedeta ou marreta?
Velho estilo ultras
Vermelho à moda do porto

PARTIDOS DA BOLA

Cromo dos cromos

PARTIDOS DO DIREITO

Ab surdus
Assembleia de comarca
Blog de informação
Blog do dip
Cartilha jurídica
Cum grano salis
Direito na sociedade da informação
Dizpositivo
Elsa
Incursões
Iuris
Leituras oficiosas
Legalidade
Lex turistica nova
Mens agit molem
Notas constitucionais
O meu monte
Patologia social
Piti blawg
Ré em causa própria
Reforma da justiça
Rumo do direito
Santerna
Suo tempore
Trepalium
Urbaniuris
Vexata quaestio

PARTIDOS DA VIDA

Açores pelo não
Alentejo pelo não
(Des)conversas em família
Direito a viver
Évora pelo não
Fiat lux
Impensável
Jornal da família
Nebulado
Pela vida
Pelo não
Quero viver
Razões do não
Sinto a vida
Sou a favor da vida

PARTIDOS DA ARGENTINA

El opinador compulsivo

PARTIDOS DO BRASIL

Ação humana
Cronicas do joel
Depósito do maia

PARTIDOS DE ITÁLIA

Importanza dele parole

PARTIDOS DOS LIVROS

Blog do espaço de memória e do pátio das letras
D'outro tempo
Lerblog
Mundo pessoa

PARTIDOS DAS REVISTAS

Alameda digital
Leonardo, revista de filosofia portuguesa

PARTIDOS DA TAUROMAQUIA

Lides alentejanas
Toiradas

PARTIDOS DOS BLOGUES

aniversários de blogues
Blog do dia dn
Blogpatrol
Blogpulse
Blogsearch
Blogservatório
Blogs em lí­ngua portuguesa
Moblig
Orochi's blog
Sapo blogs
Technorati
Weblog

PARTIDOS DA POLÍTICA

Bloco de esquerda
Centro democrático social
Os verdes
Partido comunista português
Nova democracia
Partido social-democrata
Partido socialista


PARTIDOS DOS JOGOS OLÍMPICOS

Atenas 2004
Pequim 2008
Comité olí­mpico internacional
Comité olí­mpico de portugal

PARTIDOS DOS JORNALISTAS

a capital
Jornal do diabo
O comércio do porto



TAMBÉM JÁ ESTIVE AQUI
Blogue do não
Câmara de comuns
Eleições 2009
Nova vaga
Novo Rumo
O carmo e a trindade
O eleito
Olissipo
Ota não
Portal lisboa
RCP ONLINE
Semanário
Sportugal
Tomarpartido
ARQUIVOS

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

subscrever feeds
tags

efemérides(867)

borda d'água(850)

blogues(777)

josé sócrates(537)

ps(339)

psd(221)

cavaco silva(199)

pessoal(182)

justiça(180)

educação(150)

comunicação social(139)

política(137)

cds(126)

crise(121)

desporto(120)

cml(116)

futebol(111)

homónimos(110)

benfica(109)

governo(106)

união europeia(105)

corrupção(96)

freeport de alcochete(96)

pcp(93)

legislativas 2009(77)

direito(71)

nova democracia(70)

economia(68)

estado(66)

portugal(66)

livros(62)

aborto(60)

aveiro(60)

ota(59)

impostos(58)

bancos(55)

luís filipe menezes(55)

referendo europeu(54)

bloco de esquerda(51)

madeira(51)

manuela ferreira leite(51)

assembleia da república(50)

tomar(49)

ministério público(48)

europeias 2009(47)

autárquicas 2009(45)

pessoas(45)

tabaco(44)

paulo portas(43)

sindicatos(41)

despesa pública(40)

criminalidade(38)

eua(38)

santana lopes(38)

debate mensal(37)

lisboa(35)

tvnet(35)

farc(33)

mário lino(33)

teixeira dos santos(33)

financiamento partidário(32)

manuel monteiro(32)

marques mendes(30)

polícias(30)

bloco central(29)

partidos políticos(29)

alberto joão jardim(28)

autarquias(28)

orçamento do estado(28)

vital moreira(28)

sociedade(27)

terrorismo(27)

antónio costa(26)

universidade independente(26)

durão barroso(25)

homossexuais(25)

inquéritos parlamentares(25)

irlanda(25)

esquerda(24)

f. c. porto(24)

manuel alegre(24)

carmona rodrigues(23)

desemprego(23)

direita(23)

elites de portugal(23)

natal(23)

referendo(23)

apito dourado(22)

recordar é viver(22)

banco de portugal(21)

combustíveis(21)

música(21)

pinto monteiro(21)

bcp(20)

constituição(20)

liberdade(20)

saúde(19)

augusto santos silva(18)

cia(18)

luís amado(18)

todas as tags