Quinta-feira, 22.01.09

A agência de notação financeira Standard & Poor' s decidiu hoje baixar a classificação que atribui ao risco de crédito do Estado português, passando o rating de “AA-“ para “A+”. As debilidades estruturais da economia portuguesa e as reduzidas expectativas de crescimento do País nos próximos anos são as duas razões apontadas para esta decisão, que pode ter como resultado um agravamento dos juros a que o Estado obtém financiamento nos mercados internacionais. O aumento da dívida pública para cerca de metade do PIB também deve ter pressionado a decisão. Nada disto tem a ver com a crise. Tem a ver com o falhanço do Governo de José Sócrates. A crise apenas serve para tentar disfarçar o falhanço da barreira de propaganda a que temos estado sujeitos venezuelanamente nestes três anos socialistas.
 



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Segunda-feira, 19.01.09

A economia portuguesa vai contrair-se 1,6 % em 2009, o défice será de 4,6 % do PIB e o desemprego irá aumentar para 8,8 % este ano e 9,1 % no próximo, estima a Comissão Europeia. Estes números são mais negros do que antecipou o Governo há poucos dias. Isto significa que o Governo corre sérios riscos de não conseguir acertar quando corrige. E levanta a hipótese de virmos a ter lá mais para o Verão o terceiro Orçamento do exercício. A confirmar-se será sem dúvida mais um marco histórico dos governos do PS e de Sócrates. Mais um a juntar aos 375.839 momentos em que Sócrates fez história.
 



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Quinta-feira, 15.01.09

O Orçamento de Estado que menos tempo vigorou na história da democracia portuguesa, um nado morto que quando foi aprovado já se sabia que era falso, o que desprestigiou todas as instituições envolvidas, tem os dias contados. Amanhã será rectificado pelo Governo, que tem negado sucessivamente a realidade e por isso respondido tarde e más horas às consequências da crise. A realidade é que continua a liderar a oposição.



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O BCE baixou a taxa de juro para 2%. Consequentemente as taxas Euribor vão descer outra vez. Consequentemente, o rendimento disponível dos portugueses que têm empréstimos para aquisição de habitação vai aumentar. Evidentemente isto deve-se ao nosso benemérito Governo e ao nosso preclaro Primeiro-Ministro.


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Terça-feira, 13.01.09

O rating da República parece que vem por aí abaixo, dado o aumento do défice, a elevadíssima dívida pública, ou o PIB diminuto, consoante se opte pela garrafa meio cheia ou meio vazia. Outro dado histórico para a colecção de dias históricos do Primeiro-Ministro histórico.



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Sexta-feira, 09.01.09

Considerando o excesso de despesa do Euro 2004, designadamente com estádios chispeta e ó que não têm hoje utilização e sem esquecer que o de Leiria ainda está por acabar, considerando que as infraestruturas estão feitas, pode ser uma boa ideia a candiatura de Portugal à organização do Mundial de 2018 a meias com a Espanha. Rentabiliza os estádios e traz turismo e receita. Condição: tal não comportar mais despesa. Se assim fôr, a economia só tem a ganhar.



publicado por Jorge Ferreira às 19:16 | link do post | comentar

“ (…) isto já para não falar dos gastos das autarquias, que em muito pouco contribuem para o incremento da qualidade de vida dos cidadãos. Será que os lisboetas imaginam que a sua Câmara derrete um milhão e 800 mil euros em cada dia que passa? E que benefício têm os portuenses com os 620 mil euros de gastos diários da sua Autarquia? Sim, domingos e feriados incluídos. Porque os serviços fecham, mas a despesa não pára. Jamé.

Neste cenário que roça a loucura, não é de forma alguma admissível a manutenção da actual carga fiscal. Portugal precisa de uma administração pequena, forte e prestadora de serviços que promovam socialmente os portugueses. E não dum estado sanguessuga, caro e praticamente inútil.”

 

Paulo Morais, esta semana, no JN.

 

Uma das frases mais notadas da mensagem de Ano Novo do Presidente da República foi a de que os portugueses gastam mais do que aquilo que produzem, o que foi tido como uma espécie de verdade revelada, expressão de uma particular virtude de coragem que teria assolado a mensagem presidencial. Ora, a verdade é que os portugueses gastam mais do que aquilo que produzem desde que o Estado tem défice e cumpre recordar que nem o tão rigoroso e também verdadeiro Medina Carreira conseguiu resolver o assunto quando foi ministro das Finanças do primeiro Governo de Mário Soares nos idos de 1976.

 

A este propósito cumpre recordar uma notícia que passou algo despercebida na distracção do reveillon. A carga fiscal dos portugueses aumentou em 2007 pelo terceiro ano consecutivo, tendo atingido os máximos de, pelo menos, 13 anos, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística. O Anuário Estatístico de 2007 veio informar-nos que no ano de 2007 a carga fiscal, ou seja, o valor dos impostos e contribuições sociais sobre a riqueza produzida, atingiu os 37,5%, mais 0,7% do que em 2006.

 

Ao contrário da revelada verdade presidencial sobre o gasto e a produção, o INE diz que o aumento da carga fiscal é uma tendência que vem desde 1996, apenas interrompida em 2001 e em 2004. O valor de 2007 é o mais alto do período entre 1995 e 2007, ou seja o máximo em pelo menos 13 anos. Nesse período, a carga fiscal portuguesa agravou-se em 5,6%.

 

Ainda segundo o INE as contribuições sociais foram aquelas que viram o seu peso no PIB subir mais, ou seja, 2,2% para 12,7%, entre 1995 e 2007, mas o peso dos impostos sobre a produção e importação e dos impostos sobre o rendimento e património também aumentaram a sua importância na riqueza produzida, para 15% e 9,8%, respectivamente.


A estrutura produtiva continuou em 2006 dominada por pequenas e médias empresas, com as empresas com menos de 10 pessoas a representarem 95% do total das empresas. Cerca de 68% do emprego assalariado criado entre 1996 e 2006 é atribuível às empresas com menos de 50 pessoas ao serviço.

 

O Ministério das Finanças apressou-se a dizer que estes números se ficam a dever à eficiência da máquina fiscal e a um mais eficaz combate à evasão e à fraude fiscais. Sem querer duvidar dessa maior eficiência, é óbvio que o Ministério das Finanças passa ao lado da verdadeira questão. E a verdadeira questão é a de apurar a enormidade de impostos e contribuições que são cativadas na riqueza nacional pelo Estado. A verdadeira questão é que os portugueses continuam afinal, através do Estado, a aumentar aquilo que gastam muito mais do que a aumentar aquilo que produzem.

 

E continua a ser assim. Por exemplo: em Espanha, a venda de automóveis caiu 49,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Nos EUA desceu 35%. No Japão desceu 22% no Japão. Em França desceu 15,8%. Estranhamente, em Portugal, em Dezembro, a venda de automóveis cresceu 37,9%. Serão os portugueses imunes à crise? Terá aumentado antes mesmo do anúncio do Primeiro-Ministro o rendimento disponível dos portugueses previsto apenas para 2009? Serão os portugueses uma cambada de loucos? Não. O que se passa é que o Governo socialista aumentou os impostos sobre os automóveis com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2009.

 

Isto é, continuamos no caminho errado. Gastar mais do que aquilo que podemos. Lançar mais impostos sobre o rendimento e a riqueza. O que se passa em Lisboa e no Porto, como apontou Paulo Morais é flagrantemente visível em quase todas as autarquias, a começar por Aveiro.

 

A Assembleia Municipal de Aveiro aprovou as Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara e Serviços Municipalizados para 2009, no montante de 172 milhões de euros, apenas com os votos favoráveis da maioria PEM/PSD/CDS. Com a excepção de António Granjeia, que se absteve.

Élio Maia optou pela sinceridade: durante a apresentação e debate do Orçamento, o presidente da Câmara, reconheceu que “o Orçamento é uma quimera”, afirmando mesmo que metade do valor “já seria razoável”. Queixando-se da herança socialista, mas esquecendo que já teve três anos para cortar na despesa e não foi capaz, Élio Maia afirmou que “O documento não espelha as opções políticas de quem foi eleito, cumprindo os constrangimentos de obrigações legais e técnicas. Parece que estamos mais numa tecnocracia do que numa democracia porque o papel dos eleitos é reduzido”, afirmou.

 

Quando foi elaborado o Orçamento, 45,5 milhões de euros estavam já cativados para dívidas transitadas, 35,5 milhões para outros compromissos, 58 milhões para despesas incontornáveis, 5,6 milhões para as empresas municipais e 6,6 milhões para os Serviços Municipalizados. “Restam-nos apenas 19,7 milhões de euros para decidir, o que corresponde a 11% do Orçamento”, lamentou Élio Maia.

 

Resultado: resta à coligação gabar as obras no concelho que são da responsabilidade do Governo, como é o caso do Tribunal Administrativo e Fiscal e o campus da Justiça, a conclusão das obras do Museu de Aveiro e da ligação ferroviária ao Porto de Aveiro.

 

Para fazer figura, Élio Maia enunciou “sonhos” que custarão muito mais do que o dinheiro disponível no Orçamento: a fusão das empresas municipais numa só, o arranque da unidade de tratamento mecânico-biológico de resíduos para encerrar o aterro, a pista de remo do Rio Novo do Príncipe e o porto de abrigo de S. Jacinto, o avanço do Parque Desportivo de Aveiro e da via panorâmica de ligação a Ílhavo, ou o início da abertura das avenidas das Agras e Santa Joana, entre outras.

 

No meio disto tudo, resta-nos esperar que Deus não nos tenha reservado a safra dos piores para tratar dos assuntos e dos recursos públicos, o que seria muito injusto.

 

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)



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Quinta-feira, 08.01.09

O clima está nos mínimos. Na temperatura e na confiança dos consumidores e empresários. Agora a sério: já as medidas so called anti-crise do Governo parece que não aquecem nem arrefecem.


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Obama vai fazer um terramoto fiscal para combater a crise. Lula também. Angela Merkl idem aspas. Eles por cá aumentam os impostos para financiar mais despesa pública. Eles por cá sabem muito...



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Terça-feira, 06.01.09

Cá está a realidade a funcionar como líder da oposição e a obrigar José Sócrates a dizer-se e a desdizer-se num intervalo de meses. A economia portuguesa deverá cair este ano 0,8 %devido à contracção das exportações e do investimento privado, anunciou o Banco de Portugal no Boletim de Inverno. O mesmo Banco prevê ligeiras melhoras para 2010, mas não s epode excluir que a mesmíssima realidade dê uma ensaboadela tão forte ao Banco como temn dado ao Primeiro-Ministro. O dia de reis passa à história como o dia da recessão oficial, em bora a recessão real já tivesse chegado há muito.
 



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Terça-feira, 23.12.08

Fernanado Ulrich dá uma entrevista ao Público onde diz que não há dinheiro para todas as obras públicas e que o Governo reagiu mal à crise. Não o devem ter avisado que é pecado dizer coisas destas, que não reconhecem o heroísmo, a inteligência fina, a capacidade de reacção do Governo. Francamente, estragar assim o Natal do PS, não se faz.


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Segunda-feira, 22.12.08

"Espanta-me como era possível, há dois meses, ter dúvidas de que 2009 seria um ano de recessão. Continuamos mentalmente periféricos".

Francisco Sarsfield Cabral, no Público de hoje (só quem, paga lá pode ir).


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Factos são factos. Depois da nacionalização do BPN, das nacionalizações indirectas e avalísticas dos restantes bancos, o Governo nacionaliza agora os empregos. Começou na Qimonda. Quem se segue?

PS: Pergunta a Manuel Pinho: o posto de trabalho de uma empregada doméstica que eu conheço está em risco. Trabalha para uma família sobreendividada e falida. É possível um contrato entre a família e o Estado igual ao da Qimonda?



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João Rendeiro

Testemunho de um Banqueiro

A história de quem venceu nos mercados

 

Myriam Gaspar

Bnomics

24 de Novembro de 2008

22,68 euros (on line)

 

(Foto)

"Conheça a história de um dos investidores mais respeitados do mercado financeiro português. “João Rendeiro, Testemunho de um Banqueiro” é o nome do primeiro livro de Myriam Gaspar, jornalista da “Sábado”.

“Foi uma experiência fantástica. Um acto de aprendizagem contínuo”, revelou Myriam, de 40 anos, a Record, adiantando que foi convidada por João Rendeiro a escrever a biografia.

Por sugestão da jornalista, o livro – que é apresentado no próximo dia 24, no ISEG, por Francisco Pinto Balsemão – está contado na primeira pessoa, para “criar uma relação mais intimista com o leitor”. O prefácio é de João Cravinho." Record


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Sexta-feira, 19.12.08

Baixa de impostos no Brasil. Imposto automóvel baixa para zero, entre outros. Até o Lula percebeu, apre!



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Desde que a crise financeira e por arrasto a crise económica começaram a atazanar cidadãos e Governos, que se ouve uma mentirola que não tem tido adequada contestação nem contra-argumentação. A mentirola é de que esta crise é da responsabilidade do Estado-mínimo que muitos têm defendido nos últimos anos como forma de potenciar a dinâmica da economia, de dar mais liberdade aos cidadãos e de permitir uma vida melhor a mais pessoas.

 

Ainda no debate mensal desta semana o Primeiro-ministro recorreu à sua estafada cassete sobre a crise, desta vez sem o triste número de atacar a bolsa como fez no comício de Guimarães do PS há uns meses. Lá veio no meio da cassete a ideia de que morreu a ideia do Estado-mínimo, a par da outra cassete preferida de José Sócrates sobre “só podemos gastar agora mais 0,8% do PIB porque metemos as contas públicas em ordem”.

 

É preciso lata. Chamar Estado-mínimo ao Estado pré-crise é a mesma coisa que chamar Torre Eiffel bebé à Torre de Pisa. Qual Estado-mínimo qual quê quando temos presente os níveis de despesa pública que esse Estado utilizava…, qual Estado-mínimo qual quê, quando estamos perante os níveis de interferência na esfera da vida privada dos cidadãos a que o Estado actualmente se permite perante a indiferença geral?... Dá de facto vontade de rir e só se percebe a insistência das esquerdas neste argumento por meras e mesquinhas razões ideológicas.

 

Penso e digo, justamente o contrário. É precisamente por o Estado ter engordado e tornado pau para toda a obra que tudo quer gastar para tudo fazer e tudo controlar que descurou as suas funções essenciais. Uma dessas funções é a de fiscalizar o adequado funcionamento dos mercados e da concorrência, coisa que o Estado anafado deixou de fazer, concentrado que passou a estar em fazer o que não devia.

 

É que o funcionamento das instituições financeiras passou a ser negligenciado pelas tais autoridades de regulação, que se aburguesaram, se refastelaram nos seus sofás e passaram a regular do seguinte modo: “Então está em ordem?” E a instituição, entre um chá e uns biscoitos respondia: “Está sim. Como pode verificar aqui pelos balancetes.” Nada de investigar onde estavam aplicados os fundos ou a proveniência dos mesmos. Não. Regulava-se pelo método da pergunta e resposta. Exactamente como sucedeu com o último escândalo norte-americano que se vai repercutir nas economias europeias da D. Branca Madoff.

 

Ora bem, aqui chegados os socialistas de serviço decidiram aproveitar a mentirola como boleia para tentar regressar ao passado socialista dos bancos públicos, da despesa pública, dos avales públicos, das obras públicas como motor da economia e das sociedades. Evidentemente que ao cidadão indefeso e preocupado este regresso do Estado soa bem, soa a conforto e segurança e pouco importa se é verdade ou não que a ideia do Estado-mínimo que nunca houve nas últimas décadas está ou não comprometida.

 

O que eu sei é que o regresso do Estado socialista vai sair muito mais caro a todos, em impostos e encargos sobre o futuro. Mas nesse futuro, quando ele chegar, já cá não estarão os iluminados socialistas que nos governam para responder pelo erro e para pagar a factura.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

(Foto)



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Quinta-feira, 18.12.08

A sociedade portuguesa assiste a uma curiosa competição. É assim: vem o Governo e diz que por causa da crise toma lá mais um milhão. E reage de imediato a oposição: não chega, são precisos dois milhões. Vem o Governo e diz que vai dar outro milhão às empresas verdes e logo comenta impante a oposição que é preciso também dar um milhão às empresas verdes.

 

E o país assiste a este pingue pongue absolutamente inócuo e inconsequente, em que a oposição alegremente (não é piada…) diz ao país que o Governo está a fazer bem, embora esteja a fazer pouco.

 

Isto demonstra que a oposição se fosse Governo fazia igual ou pior (pior porque a chuva de milhões não resolve, antes agrava a prazo, os problemas da crise). Não há diferenças de ideias nem de projectos. Nada distingue, a não ser o corte dos fatos e a cor das gravatas, os governantes dos oposicionistas. Porque no fundo todos eles são é situacionistas. Vivem deste estado de coisas e sobrevivem dele.

 

A mudança seria a morte dos artistas.

(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

 



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Quarta-feira, 17.12.08

O plano anticrise do Governo vai ter um efeito de 0,7 % no crescimento da economia portuguesa em 2009, disse hoje o ministro das Finanças no Parlamento. A somar aos 0,6% já previstos no orçamento? Sem os 0,6% já previstos no orçamento? Qual orçamento? O orçamento rectificado pelo plano anti-crise ou o orçamento virtual já aprovado mas sem redacção final? Mas 0,1%? Quanto é? Nobody knows. PS is a mistery.
 



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Terça-feira, 16.12.08

O esquema Madoff explicado aos portugueses, por João Miranda, no Blasfémias. Lapidar.



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Segunda-feira, 15.12.08

José Sócrates disse hoje que 2009 será um ano de "tempos difíceis", que exigem "o melhor de todos, empresários e administração pública". Ora então seja Vosselência bem vindo à realidade de que durante tanto tempo fugiu. Agora é que parece ter chegado o momento em que só propaganda não funciona, não é assim? E o "melhor de todos"? Está de consciencia tranquila quanto ao seu Governo, que tem andado sistematicamte a varrer a realidade para debaixo dos móveis como fazem as velhas gaiteiras para fingir que têm a casa limpa? Comece o Estado a dar o exemplo e a pagar o que deve e a não retirar mais do que é devido de quem produz. Já é um começo para o "melhor de todos".

 

(Leitura aconselhada para hoje)



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Além de elegante, temos um Primeiro-Ministro milagreiro. Desde o Verão que assistimos a um espectáculo verdadeiramente enternecedor. Todos os meses o Governo toma medidas que negou no mês anterior. Contradição? Não. Os milagreiros são assim. Fazem-se notados. Agora, prepara-se outro milagre: obrigar os bancos a emprestar o dinheiro avalizado pelo Estado às empresas. O Governo dos milagres é assim: julga que pode obrigar a economia. Já quando desceu o IVA dos ginásios (chegar a Primeiro-Ministro elegante sempre exige um choquezito fiscal...) o Governo queria obrigar os ginásios a baixar os preços. Que doce ilusão este Governo nos fornece em quadra natalícia. Ele não só faz milagres como obriga toda a gente. E assim se muda o mundo e a vida da gente.

(Foto)



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Sábado, 13.12.08

Ainda o Orçamento do Estado não está promulgado, publicado e em vigor, e já o Governo faz de conta que não há Orçamento. Este programa extraordinário anunciado hoje pelo Governo para combater a crise já podia e devia ter sido incorporado no Orçamento para 2009. Não o foi por teimosia e incompetência do Governo, assessorado pelo pior ministro das Finanças de 19 dos 27 Estados membros escrutinados pelo Finantial Times. Cada vez se coloca mais a questão: o que fará o Presidente da República? Promulgará um documento mentiroso, já completamente ultrapassado pela realidade? Ainda para mais, cheira-me que neste plano existem medidas e dinheiros já anteriormente anunciados. Ou não? E não chega de gozar com o pagode? No mínimo, em nome da seriedade política e do rigor orçamental, exige-se um orçamento rectificativo, o que seria sem dúvida mais uma trapalhada a juntar a tantas mais que têm caracterizado o Governo de José Sócrates. Um orçamento rectificativo de um Orçamento que formalmente nem chegou a estar em vigor, a bem dizer nem sequer redacção final da Comissão Parlamentar consegue ter por faltas de deputados...



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Quinta-feira, 11.12.08

Desde 2005 que os portugueses perdem poder de compra estando em último lugar da zona euro. Pouco a pouco e crise à parte, os balanços das políticas de Sócrates vão-se fazendo. Temos o pior poder de compra do euro. Deve ser a isto que Sócrates se refere quando diz que hoje estamos melhor preparados para enfrentar a crise.



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Quarta-feira, 10.12.08

José Sócrates, em seu auto-conceito, pertence à raridade de seres humanos que conseguem fazer história quase todos os dias. E até se zanga por acontecer frequentemente ser ele justamente o único ser humano capaz de perceber o seu dom e a sua obra. Ora, desta vez, creio que o PSD acertou (também, depois de tanto disparate junto havia de chegar o dia...). José Sócrates "vai ficar na história" como o primeiro-ministro "que levou o país à recessão". Forte e objectivo.



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Terça-feira, 09.12.08

Vítor Constâncio deve ter lido as declarações de Paul Krugman e deve ter pensado que um dos Governadores de bancos centrais do mundo mais bem pagos não podia continuar a ter uma postura radicalmente socrática sobre a evolução indesmentível da economia portuguesa. E, por momentos, fez declarações coincidentes com a realidade envolvente. Insisto, todavia, na necessidade de avaliar a relação custo-benefício para o país de dispôr deste Banco de Portugal.



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Segunda-feira, 08.12.08

Paul Krugman disse hoje que a crise pode ir atlém de 2011 e que as coisas não vão melhorar assim do pé para a mão. Krugman não conhece certamente uma porção de território no extremo sudoeste da Europa, governada por um especialista chamado Sócrates e onde o rendimento disponível dos cidadãos vai aumentar já em 2009. Enfim, limitações próprias de americanos.



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Quinta-feira, 04.12.08

Enquanto os bancos centrais continuam a cortar nas taxas de juro, colocando o dinheiro mais barato para atrair novos empréstimos que financiem novos investimentos, o Governo continua a apostar em despejar carradas de milhões sobre bancos, alguns de duvidosa utilidade para a economia e a gastar no investimento público. E, misteriosamente, nada parece comover a senhora dona crise, que persiste, metodicamente, em ir colocando as principais economias mundiais, uma a uma, em recessão.

 

Parece-nos que a solução não está propriamente aí, mas em redefinir as funções do Estado, diminuir as suas necessidades de financiamento, com a consequente diminuição da carga fiscal, o incentivo à poupança e ao investimento e, então sim, o arranque das economias. Mas nada disto faz sentido para um socialista. Tanto pior para o país.

 

(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

 


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Quarta-feira, 03.12.08

O Governo aprontou um programa de apoio à indústria automóvel no montante de 900 milhões, dos quais 200 vêm dos fundos comunitários e 100 vêm do Orçamento de Estado. A tabuada socialista só faz milagres destes. 600 milhões serão o quê? Um milagre? Ou Luís de Matos será o substituto de Teixeira dos Santos?



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Terça-feira, 02.12.08

Ainda esta semana a revista Única do Expresso trazia a publicidade do Banco Privado Português, logo nas páginas iniciais. A qual não deve ser nada barata. Imaginativa era: ao longo de semanas a fio várias personalidades, mais ou menos conhecidas, das mundanidades à política, desfilaram pela publicidade do BPP com textos próprios com a sua teoria e relação com o dinheiro. Nem Manuel Alegre escapou a este pendor filosófico e poético da instituição. Alguns dos textos eram até bem interessantes. Ignoro se essas pessoas foram pagas ou confiaram as suas poupanças ao BPP. Sei, sim, que se trata de um banco quase irrelevante, cuja importância não justifica a intervenção do Estado nos termos em que o Governo a gizou. Será que existe algum dado que a justifique e que não seja perceptível a olho nu? Merece aplauso esta iniciativa do PSD, que além do mais tem a habilidade, para o PSD, de aliviar os holofotes sobre a sua militância no BPN. Teixeira dos Santos deve explicações e, de preferencia, sem as vacuidades do costume e que fizeram dele para o Finantial Times o pior ministro das Finanças de 19 dos 27 Estados da União Europeia.


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Terça-feira, 25.11.08

Os socialistas acusaram os liberais de se refugiarem no Estado assim que rebentou a crise. Julgo que chegou a hora de dizer que nunca pensei ver os socialistas satisfeitos com o funcionamento do mercado, a propósito das dificuldades do BPP.


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publicado por Jorge Ferreira às 22:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Nada como uma crise económica e financeira para os socialistas mostrarem a sua raça, isto é, o seu verdadeiro, eterno e por vezes oculto amor pela despesa pública e pelo défice. Na foto, um verdadeiro socialista já preparado para nos pôr a todos ainda mais de tanga.

 

 



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Sexta-feira, 21.11.08

A política económica e financeira do Governo não faz piruetas. Nas priruetas, se forem bem feitas, dão-se uns passeios em aceleradas circunferencias, mas acaba por se cair no mesmo sítio. Digamos que se trata de uma vertigem passageira. A política económica e financeira do Governo anda é aos pinotes. O pior ministro das Finanças de 19 dos 27 países da União Europeia acaba de arrasar as declarações de José Sócrates dos últimos meses sobre a jóia da coroa do Governo PS, isto é, sobre o défice. Será José Sócrates um dos votantes secretos do painel do Finantial Times?...



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Vai ser curioso ver que bancos vão pedir as garantias ao Estado para os seus empréstimos e quais vão ter essas garantias.


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Sexta-feira, 14.11.08

Finalmente o ministro Teixeira dos Santos admite que é difícil fazer previsões. Até há bem pouco tempo, ele defendia com unhas e dentes todas as previsões que o Governo ia fazendo, até às que constam do Orçamento de Estado para 2009. Ora então, seja bem vindo à realidade, Sr. ministro! Não vale a pena continuar a atirar areia para os olhos dos portugueses com um oásisinho que só existiu mesmo na cabecinha governamental.



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Quarta-feira, 05.11.08

Ainda o homem está a dormir e a escolher o cão que vai oferecer à filha e já Obama começa a sofrer as primeiras pressões. Os analistas dos principais meios de comunicação norte-americanos dizem que o novo Presidente, que só toma posse em 2009 e a sua maioria democrática no Congresso têm obrigatoriamente de começar desde já a fazer face à crise financeira e económica que assola o país e o mundo e a muitos outros problemas pendentes. Os Messias são assim: têm de estar abertos 24 horas por dia.


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publicado por Jorge Ferreira às 23:33 | link do post | comentar

Segunda-feira, 03.11.08

Eu detesto más notícias, mas estas só mesmo os vendedores que andam pelo estrangeiro distraídos a impingir computadores que mudam de nacionalidade consoante os países onde são vendidos, é que podiam não ver. A economia portuguesa vai entrar em recessão técnica este ano, o que significa que o triunfalismo governamental que tem existido até hoje tem os dias contados e o que significa também que as medidas de combate à crise anunciadas pelo Governo são apenas... insuficientes.



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Portugal vai crescer 0,5% em 2009 e apenas 0,1% em 2010. Esta previsão económica de Outono da Comissão Europeia contrasta com as contas do Governo português apresentadas há apenas 15 dias na proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano, que apontava para um crescimento do PIB de 0,8 por cento em 2009 e de 0,6 por cento no ano seguinte. Já não é só o FMI, que para José Sócrates perdeu credibilidade em apenas 15 dias, mas também a Comissão Europeia a pôr em causa as previsões do Governo. Será que agora Sócrates também vai dizer que a Comissão não tem credibilidade? Quem não tem credibilidade é o Governo, que passa a vida a enganar-se nas previsões! Pode ter votos, mas não tem, credibilidade.
 



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Domingo, 02.11.08

Jerónimo de Sousa apoia Sócrates.



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Quinta-feira, 30.10.08

É conhecida a propensão megalómana de José Sócrates. Ele acha que faz história todos os dias. Evidentemente o senhor tem-se numa conta desproporcionada. Agora, sejamos justos: hoje, Sócrates fez mesmo história. A confiança dos consumidores medida pelo INE é a mais baixa de sempre. Parabéns, Sr. Primeiro-Ministro! É um feito notável.



publicado por Jorge Ferreira às 12:54 | link do post | comentar

Sexta-feira, 24.10.08

A solidez do sistema financeiro português mostra as suas garras. Como sempre aconteceu nos momentos decisivos do "so called" capitalismo português, infelizmente digo eu, lá vão todos a correr à mão do Magno Estado. É por estas e por outras que Portugal não tem verdadeira sociedade civil, empresas fortes e independentes do poder político e que, em última instância, os negócios privados são sempre, bem lá no fundo, negócios públicos.



publicado por Jorge Ferreira às 18:06 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17.10.08

A crise financeira e económica veio salvar José Sócrates. Num momento em que o Governo estava num beco sem saída, a crise veio fornecer todos os pretextos e dar todas as oportunidades à renovação da maioria socialista. Primeiro, porque é o argumento perfeito para justificar os insucessos da governação, especialmente aqueles que já vêm de trás mas que se tornarão particularmente visíveis em 2009, como é o caso da célebre promessa dos 150.000 desempregados. Depois, porque é o pretexto certo para abrir os cordões à bolsa, aumentar a despesa pública, distribuir dinheiro, se necessário dar folga ao défice ao abrigo das tais circunstâncias excepcionais previstas no Pacto de Estabilidade e Crescimento revisto.

 

O Orçamento para 2009 aí está para o provar. Há muitos ministérios a receber mais dinheiro, as autarquias vão receber mais dinheiro, os funcionários públicos, essa legião de cerca de 700.000 eleitores e respectivas famílias, vão receber mais dinheiro, isto, claro está sem falar dos custos das garantias e avais do plano para amparar os bancos que venham a revelar necessidades de conforto para a obtenção de crédito, na sequência do plano para combater a crise financeira.

 

Reveladoramente, o Orçamento para 2009 mostra que vamos ter mais política da mesma política que sempre tivemos. Vai aumentar a despesa pública sendo o peso do Estado na economia o maior de sempre.

 

Neste Orçamento o Governo retirou um montante de cerca de 3149 milhões de euros ao valor das despesas com pessoal e das receitas com contribuições sociais, devido a uma mudança de metodologia relacionada com o registo da contribuição financeira para a Caixa Geral de Aposentações. O valor do défice público (2,2 por cento do PIB) não sofre qualquer alteração com esta mudança de metodologia. Mas, para comparar a evolução da despesa com os anos anteriores, é necessário acrescentar à despesa e à receita um valor correspondente a 1,8 por cento do PIB.


Assim, a verdade é que, em vez de se estar a apontar, como sugere o relatório do OE, para uma quase estabilização do peso da despesa e receita pública na economia, o que de facto se irá passar no próximo ano é a subida dos dois indicadores para um novo nível máximo histórico.


De 2008 para 2009, utilizando para os dois anos os mesmos critérios contabilísticos, a despesa pública passa efectivamente de 46,1 para 47,8 por cento do PIB, um valor que ultrapassa o registado em 2005 (47,7 por cento), no início da presente legislatura, e que constituía até agora o máximo histórico registado em Portugal.

 

Por outras palavras: o Governo parece estar salvo, num cenário em que à primeira vista parecia fatal para as aspirações eleitorais dos socialistas. É claro que a mais socialismo, a mais estatismo, a mais despesismo tem de subtrair-se menos oposição.

 

Manuela Ferreira Leite não está cá e quando visita Portugal é para apoiar o Governo. Faz sentido. Não esperava outra coisa. Paulo Portas anda entretido a decorar o seu epitáfio político por aí. Sócrates tem o caminho livre à sua frente. A não ser que algo de extraordinário e inesperado aconteça. Mas claro, ninguém faz cenários com o incerto.

 

(publicado na edição de hoje do Semanário)



publicado por Jorge Ferreira às 00:09 | link do post | comentar

Quinta-feira, 16.10.08

PS, PSD e CDS aprovaram hoje o conforto estatal, isto é, atravessaram as carteiras de todos nós, no montante de 20 mil milhões para os bancos, que dizem estar preparados para enfrentar a crise. Iguaizinhos. Os três. Os mesmos três que já governaram Portugal no século XXI. Eles lá sabem por que votaram todos a favor.


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publicado por Jorge Ferreira às 20:02 | link do post | comentar

Terça-feira, 14.10.08

Há sensivelmente três semanas recebi do meu banco um crédito pré-aprovado de 16.750 euros, simbolizado num cheque que trazia aposta a informação de que o mesmo não possuía o valor nele pré-inscito mas apenas servia para simbolizar a felicidade creditícia que me estava a ser apresentada. Pensei então: eles não aprenderam nada. Não sabem das minhas finanças pessoais, não conhecem os meus rendimentos actuais, ignoram se eu posso suportar a mensalidade que em letras muito mais pequenas que o tamanho do cheque a brincar lá vinham no prospecto, diga-se, aliás, com um spread de fazer corar uma lampreia. Passados quinze dias ligou-me uma afável funcionária do banco. Pretendia saber, primeiro se eu tinha recebido o milagre lá em casa, segundo, se pretendia contratar o crédito, terceiro o destino que eu dei ao cheque brincadeira, quarto a razão pela qual não queria o crédito. Sinceramente hesitei no tom das respostas. Não gosto de ser mal educado, mas confesso que me apeteceu. Eles não aprenderam nada. Agora, verifico que o Governo socialista, no Orçamento pra 2009prepara-se para criar mais fundos imobiliários para salvar as famílias da bolha dos fundos imobiliários. Apetitoso, sem dúvida. Tal qual o cheque brincadeira que recebi o era. No fundo, eles não aprenderam nada. E mais: estão apenas a tentar salvar o modelo de vida que criticam e que nos últimos anos conduziu ao que agora se vê. De passagem, os socialistas preparam-se para arrecadar mais um tanto de IRS, tirando com uma mão o que estão a dar com a outra. Eles não aprenderam nada.



publicado por Jorge Ferreira às 15:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 13.10.08
Esfusiantes, muitos julgam estar a assistir à morte do capitalismo de mercado e ao regresso do capitalismo de Estado. Jerónimo pede nacionalizações, o Bloco exige o Estado a fazer tudo ao mesmo tempo e até Sócrates, contagiado pelo “espírito Chavez” proclama o regresso do Estado e faz comícios contra a bolsa, embora sem dizer palavrões. 
 
Julgo, porém, serem manifestamente exageradas as notícias da morte do capitalismo, do mercado e da ressurreição do estatismo. Quanto a este último, pela simples razão de que ele sempre esteve presente na nossa vida, mais do que agora se recorda e muitíssimo mais do que parecia. 
 
É lamentável ver o Presidente da CIP na televisão dizer com a maior das tranquilidades e sem a mínima contracção que aceitaria que o Estado dirigisse a economia embora temporariamente. O representante dos empresários, dos que é suposto arriscarem o seu capital na criação da riqueza, a colocar-se debaixo do chapéu de chuva do Estado. Este conformismo mostra bem uma cultura secular de empresários assistidos, que é em grande parte responsável pela débil sociedade civil que nós temos.
 
Por cá, a crise tem uma explicação: os portugueses não gostam de viver do que têm e do que podem. Isso era o pobretanas do Salazar, fuinha e mixuruco, que criava galinhas em S. Bento para poupar o erário público à alimentação oficial. Não. Nós é em grande. Vivemos há décadas a crédito e gostamos. Pouco importa que não criemos a riqueza necessária para sustentar o nível vicioso que nos permitimos. O Estado, garante não é? Ah, e fundamental é sempre proclamar: a culpa é do Bush, a culpa de tudo foi, é e será sempre do Bush.
 
Eu, que nunca fui liberal puro e duro, não quero o Estado e o socialismo de volta. Eu sou assim, gosto de dizer coisas difíceis.
 

 

(publicado no Portal Lisboa)



publicado por Jorge Ferreira às 17:03 | link do post | comentar

Parece que a crise começou a inverter, a partir do momento em que os contribuintes de todos os países têm estado a ser metidos pelos Estados na guilhotina das garantias financeiras do Estado. É bom que os juros e o Euribor baixem. O que eu não sei é: primeiro, se a inversão vai ser sustentada, segundo, se se está mesmo a aprender alguma coisa com esta crise. Tenho muitas dúvidas.


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publicado por Jorge Ferreira às 14:50 | link do post | comentar

Domingo, 12.10.08

O Estado tem mesmo os 20 mil milhões? Ou terá de ir à banca?


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publicado por Jorge Ferreira às 22:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)

"O princípio a abater era, necessariamente, o da contabilidade salazarista – «não gastar mais do que se ganha», essa moral pequenina. E havia sempre o futuro, essa espécie de ameaça, de incógnita: uma doença inesperada, um filho na universidade, um azar. Antes do paraíso terreno, a vida era muito pequena e modesta. Que me lembre, ao ler os últimos vinte anos da literatura portuguesa (cada um tem as suas fontes), há muito glamour e dívidas aos bancos, viagens ao Índico e a Nova Iorque, casas copiadas das melhores revistas de arquitectura e um linguajar que nos não pertence."

 

Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies.

 

No fundo, os mesmos portugueses de sempre. Desde quinhentos a viver à custa alheia. Acabou. Acabou? Beluga? Hum....



publicado por Jorge Ferreira às 20:29 | link do post | comentar

Teixeira dos Santos anunciou hoje uma medida para aumentar o acesso à liquidez do sistema financeiro que, realçou, “tem-se revelado sólido e continua a demonstrar resistência à situação internacional”. O Governo português vai disponibilizar “até 20 mil milhões de euros” em garantias, “abertas a todas as instituições de crédito sediadas em Portugal”. Se o Governo não fizesse isto, o que aconteceria? Será que a robustez não é assim tanta como o Governo tem feito crer? Entretanto, aguardo com muito interesse a presença dos banqueiros, uns mais que outros, no Prós & Contras de amanhã.
 



publicado por Jorge Ferreira às 14:18 | link do post | comentar

Sábado, 11.10.08

Cavaco Silva manifestou-se hoje preocupado pelas eventuais consequências da crise financeira internacional nas empresas e famílias portuguesas, argumentando que a questão deve figurar no centro da agenda política nacional. Eis a mensagem orçamental da rentrée presidencial. Mais combate à crise e menos obras públicas. Certo. E daí? E daí nada. Fica a preocupação. Já Jorge Sampaio vivia eternamente preocupado com qualquer coisa.
 



publicado por Jorge Ferreira às 18:33 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 10.10.08

Em média, as empresas portuguesas demoram 80,1 dias a pagar aos seus fornecedores e os particulares levam cerca de 53 dias para saldar as dívidas. Do Estado vem o pior exemplo: em média, demora 137,8 dias para honrar os compromissos.

 

Num tempo de crise e de muito discurso a favor da comunistização da vida económica, prova-se que o estado é um factor de crise. Os dados e a leitura do fenómeno pertencem à Intrum Justitia, que divulgou as conclusões do European Payment Índex, que reflecte as respostas de um inquérito feito a seis mil empresas europeias.

 

Se o Estado cumprisse a economia estava melhor, as empresas estavam melhores, o nível de emprego era mais alto, a confiança era maior. Assim, quem se mete com o estado sabe que leva e trama-se. O cúmulo é que existe uma lista de entidades de quem o Estado é credor que tem 7-sete-7 nomes. Chegámos ao reino da mentira oficial.

 

(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

 



publicado por Jorge Ferreira às 11:55 | link do post | comentar

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